{"id":637844,"date":"2023-05-08T13:44:59","date_gmt":"2023-05-08T17:44:59","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=637844"},"modified":"2025-07-07T09:11:16","modified_gmt":"2025-07-07T13:11:16","slug":"como-tai-nalon-cria-novas-ferramentas-para-investigar-e-checar-a-politica-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/como-tai-nalon-cria-novas-ferramentas-para-investigar-e-checar-a-politica-brasileira\/","title":{"rendered":"Como Tai Nalon cria novas ferramentas para investigar e checar a pol\u00edtica brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Para a s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/gijn.org\/series\/my-favorite-tools\/\">Minhas Ferramentas Favoritas<\/a> da GIJN, conversamos com a jornalista brasileira Tai Nalon, diretora executiva e cofundadora do site de checagem de fatos Aos Fatos. A organiza\u00e7\u00e3o foi fundada em 2015 por Nalon e seus colegas R\u00f4mulo Collopy e Carol Cavaleiro, e foi inspirada no site argentino <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/chequeado.com\/\">Chequeado<\/a>, no <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.politifact.com\/\">PolitiFact<\/a> do Poynter Institute e no <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/news\/fact-checker\/\">Fact Checker<\/a> do The Washington Post.<\/p>\n<p>A ideia da plataforma surgiu da insatisfa\u00e7\u00e3o generalizada de Nalon com a cobertura pol\u00edtica que ela mesma havia feito na Folha de S\u00e3o Paulo, jornal de maior circula\u00e7\u00e3o do Brasil. Na \u00e9poca, ela j\u00e1 havia passado por iniciativas de verifica\u00e7\u00e3o que eram realizadas apenas em per\u00edodos eleitorais \u2014 achava que algo parecido deveria existir de maneira perene.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Folha, Nalon trabalhou em diversos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro, em Bras\u00edlia e em S\u00e3o Paulo, como o G1, a Veja e a revista piau\u00ed, com foco especial em pol\u00edtica nacional, pol\u00edticas p\u00fablicas e transpar\u00eancia. Em 2009, foi indicada para o Nuevo Periodismo Award. \u201cQuando eu olho pra tr\u00e1s e penso o que me trouxe ao jornalismo, eu n\u00e3o sei bem explicar, porque eu jamais imaginei que teria meu pr\u00f3prio ve\u00edculo e que ele ganharia relev\u00e2ncia internacional\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Sua ideia de sucesso em 2004, quando ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), era bem diferente. \u201cQueria trabalhar na Folha, e de fato trabalhei na Folha, e queria cobrir pol\u00edtica, e de fato cobri pol\u00edtica\u201d, explica ela. \u201cMas eu tamb\u00e9m entrei em uma grande reda\u00e7\u00e3o bem na \u00e9poca da crise de 2008, ent\u00e3o acho que s\u00f3 vivi esse processo lento de enxugamento e decl\u00ednio [dos grandes jornais]\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_636027\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8656-e1682716479434.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-636027\" class=\"wp-image-636027 size-medium\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8656-e1682716479434-336x410.jpg\" alt=\"Tai Nalon\" width=\"336\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8656-e1682716479434-336x410.jpg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8656-e1682716479434.jpg 562w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-636027\" class=\"wp-caption-text\">Jornalista investigativa e verificadora de fatos brasileira Tai Nalon. Foto: Cortesia de Nalon<\/p><\/div>\n<p>\u201cAcho que n\u00e3o era muito recomend\u00e1vel fazer uma aposta de longo prazo num jornal\u201d, diz ela. \u201cN\u00e3o que fosse muito recomend\u00e1vel apostar numa start-up com o resto do meu FGTS e uma estrat\u00e9gia dif\u00edcil de crowdfunding. Demorou a dar certo e, na verdade, quase n\u00e3o deu\u201d.<\/p>\n<p>Demorou tr\u00eas anos para que Aos Fatos chegasse a uma renda est\u00e1vel, conta Nalon. \u201cMas isso era em outro contexto\u201d, ela observa. \u201cO jornalismo declarat\u00f3rio [que reproduz as declara\u00e7\u00f5es de fontes oficiais sem contesta\u00e7\u00e3o] j\u00e1 era um problema, mas n\u00e3o t\u00ednhamos mentirosos contumazes nos governos\u201d. Para ela, foi somente ap\u00f3s a ascens\u00e3o de Trump nos Estados Unidos e de Bolsonaro no Brasil que o fact-checking passou a ganhar import\u00e2ncia para al\u00e9m do jornalismo, evolu\u00e7\u00e3o que contribuiu para o crescimento do site.<\/p>\n<p>A outra raz\u00e3o para o sucesso do Aos Fatos, acredita ela, \u00e9 o investimento em projetos de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, como ferramentas e servi\u00e7os pr\u00f3prios. Nalon agora lidera uma equipe premiada de quase 20 pessoas.<\/p>\n<p>Perguntamos a Nalon sobre as ferramentas e t\u00e9cnicas que ela mais usa para verifica\u00e7\u00e3o de fatos. Isso inclui os cl\u00e1ssicos <a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/09\/20\/verificar-imagens-smartphone\/\">TinEye<\/a> e <a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/06\/10\/portugues-dicas-wayback-machine\/\">Wayback Machine<\/a> e, claro, as ferramentas que Aos Fatos desenvolveu, mas ela tamb\u00e9m lista algumas ferramentas simples que s\u00e3o acess\u00edveis a qualquer pessoa que queira come\u00e7ar a checar fatos. Aqui est\u00e3o algumas de suas ferramentas favoritas.<\/p>\n<h4><strong>Radar Aos Fatos<\/strong><\/h4>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">Tamb\u00e9m desenvolvido pela Aos Fatos, o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/escriba.aosfatos.org\/\">Escriba<\/a> \u00e9 uma ferramenta que transcreve automaticamente grandes arquivos de \u00e1udio e v\u00eddeo em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol.<\/aside>\n<p>O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/radar\/#!\/\">Radar Aos Fatos<\/a> \u00e9 um monitor de desinforma\u00e7\u00e3o em tempo real voltado \u00e0 m\u00eddia de l\u00edngua portuguesa. Seu algoritmo mapeia v\u00e1rias plataformas, buscando por palavras-chaves e padr\u00f5es lingu\u00edsticos comuns a campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o, ajudando rep\u00f3rteres a mapear em tempo real o que est\u00e1 viralizando dentro de temas espec\u00edficos, como ataques golpistas ou COVID-19 e vacinas. Tamb\u00e9m permite identificar se uma mesma narrativa mentirosa est\u00e1 se espalhando por v\u00e1rias redes e aplicativos e de que maneira elas se interconectam.<\/p>\n<p>\u201cO Radar deve passar por melhorias em sua usabilidade\u201d, diz ela. \u201cMas sua face p\u00fablica consegue mostrar de maneira bem completa as principais mensagens com altas chances de desinforma\u00e7\u00e3o que circulam em plataformas como WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram e YouTube\u201d.<\/p>\n<p>O Radar est\u00e1 aberto a parcerias de investiga\u00e7\u00e3o, como a recente <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/apublica.org\/sentinela\/2022\/10\/a-desinformacao-que-viralizou-no-primeiro-turno\/\">colabora\u00e7\u00e3o com o membro da GIJN Ag\u00eancia P\u00fablica e o N\u00facleo Jornalismo durante as elei\u00e7\u00f5es brasileiras de 2022<\/a> ou o levantamento realizado para o jornal The Washington Post, para uma <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/2023\/01\/21\/brazil-free-speech-disinformation\/\">reportagem sobre desinforma\u00e7\u00e3o eleitoral no Brasil<\/a>. Se voc\u00ea \u00e9 jornalista ou pesquisador, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel entrar em contato com a equipe do Aos Fatos e pedir bases de dados por meio de <a href=\"mailto:radar@aosfatos.org\">radar@aosfatos.org<\/a>. No entanto, dependendo da complexidade da pesquisa, o servi\u00e7o \u00e9 pago. Aos Fatos opera um servi\u00e7o \u201cfreemium\u201d \u2014 \u00e9 gratuito para alguns setores e tem uma vers\u00e3o paga para outros.<\/p>\n<h4><strong>F\u00e1tima<\/strong><\/h4>\n<p>Atualmente dispon\u00edvel no WhatsApp e no Telegram, a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/fatima\/\">F\u00e1tima<\/a> \u2013 que vem de \u201cFactMa\u201d, abrevia\u00e7\u00e3o de \u201cFactMachine\u201d \u2013 permite que os leitores verifiquem se certas informa\u00e7\u00f5es online s\u00e3o falsas e encontrem a verifica\u00e7\u00e3o correspondente. Caso n\u00e3o haja correspond\u00eancia, ele entrega outras op\u00e7\u00f5es dentro do t\u00f3pico consultado, ou o usu\u00e1rio pode buscar uma nova palavra-chave. \u201c\u00c9 uma poderosa ferramenta de crowdsourcing para a reda\u00e7\u00e3o, porque, a partir das solicita\u00e7\u00f5es de checagens dos usu\u00e1rios, conseguimos descobrir o que est\u00e1 viralizando dentro desses aplicativos, cuja comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aberta\u201d, diz Nalon. (Tanto o WhatsApp quanto o Telegram s\u00e3o criptografados \u2013 mas com base no que os usu\u00e1rios est\u00e3o perguntando a F\u00e1tima, \u00e9 poss\u00edvel descobrir quais t\u00f3picos e poss\u00edveis desinforma\u00e7\u00f5es est\u00e3o em alta nessas plataformas.)<\/p>\n<p>A vers\u00e3o para Telegram foi desenvolvida para as elei\u00e7\u00f5es brasileiras de 2022, em uma parceria com o Instituto Votorantim. \u201cHoje nos concentramos em aperfei\u00e7oar as respostas da F\u00e1tima \u00e0s d\u00favidas dos usu\u00e1rios e de melhorar o crowdsourcing integrado ao nosso CMS pr\u00f3prio\u201d, explica Nalon.<\/p>\n<h4><strong>Escriba<\/strong><\/h4>\n<p>Tamb\u00e9m desenvolvido pela Aos Fatos, o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/escriba.aosfatos.org\/\">Escriba<\/a> \u00e9 uma ferramenta que transcreve automaticamente grandes arquivos de \u00e1udio e v\u00eddeo em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol \u2014 embora a interface seja em portugu\u00eas \u2014 que pode ser utilizada tanto para entrevistas quanto para m\u00eddias veiculadas no WhatsApp e YouTube.<\/p>\n<p>\u201cDesenvolvemos inicialmente o Escriba a partir de uma demanda interna por uma ferramenta que nos ajudasse a monitorar, por exemplo, as v\u00e1rias apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do ex-presidente Jair Bolsonaro\u201d, diz Nalon. Uma vantagem, segundo ela, \u00e9 que o Escriba foi desenvolvido para o portugu\u00eas brasileiro \u2014 algo raro no mercado.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o tem mensalidade de R $50 (aproximadamente USD $10) e pode ser assinado por pessoas f\u00edsicas ou empresas. As taxas financiam o jornalismo de Aos Fatos.<\/p>\n<h4><strong>BuiltWith<\/strong><strong> e Who.Is<\/strong><\/h4>\n<p>Nalon usa essas ferramentas tecnol\u00f3gicas \u2013 que t\u00eam fun\u00e7\u00f5es semelhantes \u2013 para encontrar propriet\u00e1rios de dom\u00ednios, seus endere\u00e7os e IPs como ponto de partida para investiga\u00e7\u00f5es. Para verificar informa\u00e7\u00f5es sobre um dom\u00ednio usando o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/who.is\/\">Who.Is<\/a>, basta inserir o URL relevante para recuperar as informa\u00e7\u00f5es associadas ao dom\u00ednio desse URL. \u201cA ferramenta faz uma varredura e traz de volta informa\u00e7\u00f5es, caso estejam dispon\u00edveis, de quem \u00e9 o dono do site em quest\u00e3o, se \u00e9 dono de outros sites, se existe compartilhamento de c\u00f3digos de AdSense e outras ferramentas de publicidade program\u00e1tica\u201d, explica Nalon. (Para saber mais sobre como usar o banco de dados Who.Is e investigar as origens dos sites, confira o <a href=\"https:\/\/gijn.org\/2023\/04\/11\/investigation-digital-threats-digital-infrastructure\/\">cap\u00edtulo sobre infraestrutura digital em nosso Guia de Reportagens sobre amea\u00e7as digitais<\/a>.)<\/p>\n<p>As ferramentas j\u00e1 ajudaram o o Aos Fatos a identificar donos de sites que publicam desinforma\u00e7\u00e3o, quais s\u00e3o as ferramentas de monetiza\u00e7\u00e3o que usam e se mais de um site usa a mesma ferramenta de monetiza\u00e7\u00e3o, o que Nalon explica que pode ser ind\u00edcio de coordena\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es para criar campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comparando as duas ferramentas, a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/builtwith.com\/\">BuiltWith<\/a> possui alguns recursos extras, que s\u00e3o pagos. Mas Nalon afirma que ambas as ferramentas se complementam. \u201c\u00c0s vezes \u00e9 bom saber que os dois existem porque, se um \u00e0s vezes n\u00e3o entrega dados atualizados sobre donos de dom\u00ednios de sites, pode ser que o outro entregue\u201d.<\/p>\n<h4><strong>SimilarWeb<\/strong><\/h4>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">\u201cSe um site tem uma audi\u00eancia grande, usa ferramentas de publicidade program\u00e1tica de v\u00e1rios tipos e publica desinforma\u00e7\u00e3o, \u00e9 certo que est\u00e1 faturando ao enganar os outros\u201d \u2014 Tai Nalon.<\/aside>\n<p>O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.similarweb.com\/\">SimilarWeb<\/a> \u00e9 uma ferramenta usada para medir a audi\u00eancia de um site e permite ver o hist\u00f3rico de acessos \u2014 como quem acessou e quantas visualiza\u00e7\u00f5es \u2014 de sites que publicam desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cOs dados n\u00e3o s\u00e3o muito precisos, mas d\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o do volume de pessoas que s\u00e3o impactadas por mat\u00e9rias, muitas vezes enganosas, desses determinados sites\u201d, diz Nalon.<\/p>\n<p>Esse pode ser um bom ponto de partida para entender os interesses por tr\u00e1s de determinada desinforma\u00e7\u00e3o: \u201cSe um site tem uma audi\u00eancia grande, usa ferramentas de publicidade program\u00e1tica de v\u00e1rios tipos e publica desinforma\u00e7\u00e3o, \u00e9 certo que est\u00e1 faturando ao enganar os outros\u201d.<\/p>\n<h4><strong>LAI (Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o brasileira)<\/strong><\/h4>\n<div id=\"attachment_636021\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-636021\" class=\"wp-image-636021 size-medium\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657-336x252.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657-336x252.jpg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657-771x578.jpg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657-768x576.jpg 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657-1170x878.jpg 1170w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657-800x600.jpg 800w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_8657.jpg 1333w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-636021\" class=\"wp-caption-text\">Tai Nalon (em p\u00e9, canto superior direito) agora lidera uma equipe de quase 20 pessoas no Aos Fatos. Foto: Cortesia de Nalon<\/p><\/div>\n<p>Para Nalon, a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI), vers\u00e3o brasileira da FOIA, \u00e9 uma poderosa arma para investigar gastos do governo com publicidade e, no limite, com desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cSe o governo for transparente de fato, vai prestar conta sobre seus an\u00fancios em sites e redes sociais \u2014 quanto gasta, onde centraliza gastos, quais empresas foram contratadas para gerir a comunica\u00e7\u00e3o de certas campanhas\u201d, explica ela. Todos esses detalhes podem ser \u00e9 subs\u00eddio para uma boa pauta, Nalon acrescenta.<\/p>\n<p>Ela aponta um poss\u00edvel caminho para usar a regulamenta\u00e7\u00e3o para investigar a desinforma\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas: \u201cUm pol\u00edtico diz que fez algo. A\u00ed voc\u00ea pede a execu\u00e7\u00e3o de determinado contrato via LAI, que mostra outra coisa. Assim voc\u00ea consegue provar que o pol\u00edtico n\u00e3o estava falando a verdade\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que os jornalistas fa\u00e7am uso do que lhes \u00e9 garantido por lei e perseverem diante da m\u00e1 vontade ou das tentativas de esconder a verdade disfar\u00e7adas de desculpas burocr\u00e1ticas. \u201cSabendo o que e como perguntar a \u00f3rg\u00e3os de governo, ser\u00e1 poss\u00edvel entender como decis\u00f5es s\u00e3o tomadas e pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o definidas\u201d, ela acrescenta.<\/p>\n<h4><strong>Recursos adicionais<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/my-favorite-tools-geo-journalist-gustavo-faleiros\/\"><em>Minhas ferramentas favoritas: Geojornalista Gustavo Faleiros<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/my-favorite-tools-how-rafael-soares-investigates-police-killings-in-rio\/\"><em>Minhas ferramentas favoritas: como Rafael Soares investiga assassinatos cometidos por policiais no Rio<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2022\/02\/02\/investigando-escandalos-bolsonaro\/\"><em>Cinco perguntas para uma rep\u00f3rter investigando os esc\u00e2ndalos de Bolsonaro<\/em><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><i><em><strong><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-335675 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-140x140.jpg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-140x140.jpg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-336x336.jpg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-771x771.jpg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-768x768.jpg 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-60x60.jpg 60w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223.jpg 899w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/anaassam\">Ana Beatriz Assam<\/a><\/strong><\/em> \u00e9 editora de l\u00edngua portuguesa da GIJN e jornalista freelancer. Trabalhou no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo como freelancer cobrindo diversos assuntos, principalmente com jornalismo de dados na editoria de Pol\u00edtica. Tamb\u00e9m trabalha na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) como coordenadora assistente de cursos de jornalismo.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a s\u00e9rie Minhas Ferramentas Favoritas da GIJN, conversamos com a jornalista brasileira Tai Nalon, diretora executiva e cofundadora do site de checagem Aos Fatos, que lidera uma premiada equipe de reportagem de quase 20 pessoas.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":636025,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[25210,19835,25211,25212,19650,25213,25214,25215,25216,19860],"gijn_topic":[18805,18817],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[],"class_list":["post-637844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-aos-fatos-pt-br","tag-brasil-pt-pt","tag-checagem-pt-br","tag-checagem-de-fatos-pt-br","tag-desinformacao-pt-pt","tag-fake-news-pt-br","tag-ferramentas-de-investigacao-pt-br","tag-tai-nalon-pt-br","tag-verificacao-pt-br","tag-verificacao-de-fatos-pt-pt","gijn_topic-estudos-de-caso","gijn_topic-ferramentas-dicas-para-reportagens","gijn_language-pt-pt-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=637844"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637844\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2364768,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637844\/revisions\/2364768"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/636025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=637844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=637844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=637844"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=637844"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=637844"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=637844"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=637844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}