{"id":623204,"date":"2023-02-20T03:00:52","date_gmt":"2023-02-20T08:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=623204"},"modified":"2025-07-07T09:40:48","modified_gmt":"2025-07-07T13:40:48","slug":"10-perguntas-investigativas-para-fazer-apos-um-desastre-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/recursos\/10-perguntas-investigativas-para-fazer-apos-um-desastre-natural\/","title":{"rendered":"10 perguntas investigativas para fazer ap\u00f3s um desastre natural"},"content":{"rendered":"<p>O desastroso terremoto de 6 de fevereiro na Turquia e na S\u00edria lembrou aos jornalistas de todo o mundo que, cada vez mais, os \u201cdesastres naturais\u201d n\u00e3o s\u00e3o totalmente naturais \u2013 e muitas vezes s\u00e3o agravados por erros humanos, neglig\u00eancia ou corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">Um bom ponto de partida para os rep\u00f3rteres investigativos \u00e9 eliminar a ideia de que os danos causados por um desastre natural como os terremotos na Turquia s\u00e3o causados simplesmente por \u201catos da natureza\u201d.<\/aside>\n<p>Por exemplo, enquanto dezenas de empreiteiros ligados a edif\u00edcios desmoronados foram presos na Turquia, muitas dessas estruturas nunca foram fortalecidas devido a leis de anistia imprudentes <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2023\/02\/12\/world\/middleeast\/turkey-syria-quake.html\">impostas por pol\u00edticos e outras autoridades<\/a> que n\u00e3o foram responsabilizadas.<\/p>\n<p>At\u00e9 meados de fevereiro, pelo menos 40.000 pessoas haviam morrido &#8211; um n\u00famero que foi piorado por essa neglig\u00eancia, de acordo com especialistas.<\/p>\n<p>Dado o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, da corrup\u00e7\u00e3o e do enfraquecimento das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas na \u00faltima d\u00e9cada, \u00e9 mais importante do que nunca que os rep\u00f3rteres investiguem ativamente as consequ\u00eancias de inunda\u00e7\u00f5es, terremotos, tsunamis, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, tuf\u00f5es e outros desastres ambientais, e fa\u00e7am com que os principais atores envolvidos sejam responsabilizados &#8211; local ou remotamente.<\/p>\n<p>O fundador da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nimjn.org\/\">Nepal Investigative Multimedia Journalism Network<\/a>, o jornalista <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RajneeshB\">Rajneesh Bhandari<\/a>, cobriu as consequ\u00eancias do terremoto de 2015 no Nepal <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/video\/world\/100000003656946\/searching-for-survivors-outside-katmandu.html?searchResultPosition=3\">para o The New York Times<\/a>, National Geographic e outros ve\u00edculos. Esse evento matou cerca de 9.000 pessoas.<\/p>\n<p>\u201cEu estava em uma delegacia de tr\u00e2nsito usando a internet deles para <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/video\/world\/asia\/100000003676077\/stranded-in-nepal.html?searchResultPosition=4\">enviar minha primeira hist\u00f3ria<\/a>\u201d, lembra ele sobre um v\u00eddeo que fez para o The Times.<\/p>\n<p>Bhandari diz que as investiga\u00e7\u00f5es de desastres apresentam muitos dos m\u00e9todos cl\u00e1ssicos de reportagem, como bancos de dados e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/earth.google.com\/web\/\">ferramentas de sensoriamento remoto<\/a>, <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/the-most-comprehensive-tweetdeck-research-guide-in-existence-probably\/\">pesquisa em redes sociais<\/a> e rastreamento de dinheiro \u2013 especialmente, diz ele, na fase de reconstru\u00e7\u00e3o, onde o potencial de corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 alto. No entanto, ele observa que essas hist\u00f3rias exigem esfor\u00e7o extra por parte dos jornalistas investigativos: reportar do local (ou fazer parceria com um colaborador na regi\u00e3o); mostrar empatia pelos sobreviventes e fam\u00edlias enlutadas; e continuar fazendo perguntas novas e criativas nas semanas e meses ap\u00f3s o evento.<\/p>\n<p>Um bom ponto de partida para os rep\u00f3rteres investigativos \u00e9 eliminar a ideia de que os danos causados por um desastre natural como os terremotos na Turquia s\u00e3o causados simplesmente por \u201catos da natureza\u201d. Pense, em vez disso, como uma <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.unisdr.org\/files\/20108_mediabook.pdf\">mistura de eventos perigosos e a\u00e7\u00f5es humanas<\/a>. E ent\u00e3o comece a seguir as pistas forenses: o dinheiro, as pessoas, as necessidades imprevistas, os funcion\u00e1rios respons\u00e1veis. Sua investiga\u00e7\u00e3o pode muito bem ser a primeira a apontar o que realmente aconteceu e potencialmente salvar vidas no futuro.<\/p>\n<p>Com isso em mente, aqui est\u00e3o 10 perguntas para editores e rep\u00f3rteres investigativos fazerem &#8211; para suas fontes e para si mesmos.<\/p>\n<div id=\"attachment_620463\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><a style=\"font-weight: bold; font-size: 16px;\" href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/CIJ-Nepalese-aid-investigation.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-620463\" class=\"wp-image-620463 size-medium\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/CIJ-Nepalese-aid-investigation-336x235.png\" alt=\"investigando desastre natural terremoto Nepal\" width=\"336\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/CIJ-Nepalese-aid-investigation-336x235.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/CIJ-Nepalese-aid-investigation-771x539.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/CIJ-Nepalese-aid-investigation-768x537.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/CIJ-Nepalese-aid-investigation.png 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-620463\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Captura de tela, Centro de Jornalismo Investigativo, Nepal<\/p><\/div>\n<p><b>1. Para onde foi o dinheiro da ajuda &#8211; e onde est\u00e3o os pontos de estrangulamento que interrompem o fluxo? <\/b>Os desastres desencadeiam a libera\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de d\u00f3lares em ajuda, subs\u00eddios de reconstru\u00e7\u00e3o e recursos de socorro. Al\u00e9m de casos de corrup\u00e7\u00e3o, os jornalistas frequentemente revelam erros alarmantes e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/archive.nepalitimes.com\/article\/nation\/earthquake-scars-relief,3628\">falhas sist\u00eamicas de distribui\u00e7\u00e3o<\/a> que desviam ou paralisam esse dinheiro. O Centro de Jornalismo Investigativo, do Nepal, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20230503195041\/https:\/\/cijnepal.org.np\/quake-waiting-relief\/\">produziu uma excelente reportagem<\/a> sobre os pontos de estrangulamento no financiamento da reconstru\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o terremoto devastador do Nepal em 2015, que mostrou que apenas 3% do dinheiro ajudou os sobreviventes deslocados ap\u00f3s 21 meses. Perguntas importantes sobre a trilha de dinheiro a serem feitas: \u201cQuem s\u00e3o as figuras-chave na cadeia de distribui\u00e7\u00e3o \u2013 e quem supervisiona isso?\u201d, \u201cProvis\u00f5es de emerg\u00eancia ou alimentos foram roubados ou desviados para o mercado negro?\u201d e \u201cComo os provedores de servi\u00e7os privados foram escolhidos e eles cumpriram esses contratos?\u201d<\/p>\n<p><b>2. O desastre foi agravado por a\u00e7\u00f5es humanas \u2014 antes e depois do evento? <\/b>Essa \u00fanica pergunta pode desencadear v\u00e1rios \u00e2ngulos de investiga\u00e7\u00e3o \u2013 desde mat\u00e9rias r\u00e1pidas sobre falhas de planejamento e falhas de comunica\u00e7\u00e3o at\u00e9 os efeitos de longo prazo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com poucas exce\u00e7\u00f5es, os desastres naturais s\u00e3o geralmente previs\u00edveis e podem ser mitigados com planejamento, aloca\u00e7\u00e3o de recursos e \u2014 em casos como furac\u00f5es, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e tsunamis \u2014 at\u00e9 mesmo alertas p\u00fablicos feitos a tempo. E os danos e a perda de vidas podem ser limitados pela mobiliza\u00e7\u00e3o efetiva e coordenada do governo, como foi visto na resposta bem-sucedida ao terremoto de magnitude 7,1 em Canterbury na Nova Zel\u00e2ndia em 2010 \u2013 que matou apenas uma pessoa.<\/p>\n<p><b>3. O desastre pode ter causado vazamentos ou contamina\u00e7\u00e3o t\u00f3xica de locais pr\u00f3ximos?<\/b> O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2012\/jul\/05\/fukushima-meltdown-manmade-disaster\">desastre nuclear de Fukushima<\/a> \u2013 e os <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2011\/dec\/26\/fukushima-investigation-reveals-failings\">erros t\u00e9cnicos e de comunica\u00e7\u00e3o envolvidos<\/a> \u2013 ap\u00f3s o tsunami de 2011 no Jap\u00e3o \u00e9 o exemplo mais conhecido. Mas terremotos, inunda\u00e7\u00f5es e tsunamis podem desencadear efeitos em cascata, como contamina\u00e7\u00e3o vinda de refinarias de petr\u00f3leo, bases militares e f\u00e1bricas de produtos qu\u00edmicos danificadas, que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o reveladas sem investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica.<\/p>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">Os jornalistas devem tomar cuidado para evitar estere\u00f3tipos e relatar incidentes do tipo saques no contexto das condi\u00e7\u00f5es enfrentadas por cada comunidade afetada.<\/aside>\n<p><b>4. O n\u00famero de mortos foi agravado pela <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/foreignpolicy.com\/2023\/02\/10\/turkey-earthquake-erdogan-government-response-corruption-construction\/\"><b>corrup\u00e7\u00e3o ou fisiologismo<\/b><\/a><b>? <\/b>De acordo com <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/469153a\">um estudo da revista Nature<\/a>, 83% de todas as <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/globalist.yale.edu\/onlinecontent\/blogs\/corruption-kills-earthquake-death-tolls-and-the-role-of-corruption\/\">mortes causadas por desabamento de pr\u00e9dios<\/a> devido a terremotos nas \u00faltimas d\u00e9cadas ocorreram em pa\u00edses caracterizados pela corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica. Os autores observaram que as m\u00e1s pr\u00e1ticas de constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o \u201cem grande parte respons\u00e1veis por transformar terremotos moderados em grandes desastres\u201d. Em outros casos, autoridades irrespons\u00e1veis colocaram aliados incompetentes em postos cr\u00edticos de resposta a emerg\u00eancias, enquanto a corrup\u00e7\u00e3o e o desvio il\u00edcito de fundos de ajuda levaram a mais perdas de vidas, como supostamente ocorreu <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/en\/daily\/16888-us-responds-to-alleged-corruption-in-pakistan-s-flood-relief-efforts\">ap\u00f3s as enormes inunda\u00e7\u00f5es do Paquist\u00e3o<\/a> em 2022.<\/p>\n<p><b>5. O que os dados dizem sobre problemas nas ag\u00eancias de gerenciamento de emerg\u00eancia ou disparidades na assist\u00eancia a desastres? <\/b>Em 2021, o jornalista de dados do Washington Post, Andrew Ba Tran, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/nation\/2021\/04\/25\/fema-disaster-assistance-denied\/?itid=lk_inline_manual_69\">vasculhou profundamente os bancos de dados do governo<\/a> para mostrar que a taxa de aprova\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia da Ag\u00eancia Federal de Gerenciamento de Emerg\u00eancias (FEMA) dos EUA caiu de 63% em 2010 para apenas 13% em 2021. A equipe tamb\u00e9m <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/journalistsresource.org\/politics-and-government\/washington-post-fema-investigation-goldsmith\/\">comparou dados de assist\u00eancia com categorias raciais nos dados do censo<\/a> para mostrar que a assist\u00eancia foi sistematicamente negada aos sobreviventes de desastres negros no &#8220;Sul profundo&#8221; da Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p><b>6. Como podemos relatar saques e poss\u00edveis ilegalidades entre os sobreviventes de maneira \u00e9tica? <\/b>N\u00e3o \u00e9 exatamente um \u00e2ngulo investigativo, mas vale a pena observar: tenha cuidado com estere\u00f3tipos e preconceitos. Como a pesquisadora Nadia Dawisha descobriu em uma <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dartcenter.org\/content\/teaching-effective-coverage-natural-disaster\">an\u00e1lise da cobertura jornal\u00edstica do desastre do furac\u00e3o Katrina em 2005 nos EUA<\/a>, os sobreviventes negros eram frequentemente descritos em termos de ilegalidade, enquanto os sobreviventes brancos eram retratados como buscando ajuda. Ela apontou como um afro-americano visto carregando comida de uma loja foi descrito como um \u201csaqueador\u201d, enquanto um branco fazendo o mesmo estava \u201cencontrando comida\u201d. Os especialistas enfatizam que os jornalistas devem tomar cuidado para evitar estere\u00f3tipos e relatar incidentes do tipo saques no contexto das condi\u00e7\u00f5es enfrentadas por cada comunidade afetada.<\/p>\n<p><b>7. O que podemos aprender com os novos atores de resposta a emerg\u00eancias? <\/b>Como Josephine Schmidt, editora executiva do The New Humanitarian, <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/the-new-humanitarian-expands-its-investigations-into-the-aid-sector\/\">disse \u00e0 GIJN<\/a>, a resposta a desastres \u2013 e a \u201c<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/devinit.org\/resources\/global-humanitarian-assistance-report-2019\/international-humanitarian-assistance\/\">ind\u00fastria de ajuda humanit\u00e1ria de US$ 30 bilh\u00f5es<\/a>\u201d \u2013 n\u00e3o s\u00e3o mais assunto exclusivo dos governos, das Na\u00e7\u00f5es Unidas e das \u201cgrandes funda\u00e7\u00f5es\u201d. Eles agora incluem indiv\u00edduos particulares, comunidades on-line e at\u00e9 bombeiros volunt\u00e1rios que viajam para desastres por conta pr\u00f3pria. Esses atores podem fornecer fatos independentes importantes e confi\u00e1veis, serem pontos de acesso valiosos e at\u00e9 mesmo atuar como denunciantes.<\/p>\n<p><b>8. Que amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica poderiam ser desencadeadas pelo desastre inicial? <\/b>Novas condi\u00e7\u00f5es criadas por desastres \u2013 especialmente \u00e1gua pot\u00e1vel contaminada e falhas de saneamento \u2013 muitas vezes criaram novas ondas de mortes por doen\u00e7as ap\u00f3s desastres naturais. Al\u00e9m disso, as interrup\u00e7\u00f5es nos servi\u00e7os de sa\u00fade di\u00e1rios cr\u00edticos \u2013 de comprimidos para tuberculose a cuidados pr\u00e9-natais e ventiladores \u2013 precisam ser examinadas de perto.<\/p>\n<p><b>9. Quem est\u00e1 explorando o desastre? <\/b>Desastres passados viram uma variedade alarmante de oportunistas emergir \u2013 de desinforma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica a funcion\u00e1rios corruptos e golpistas se passando por v\u00edtimas para desviar doa\u00e7\u00f5es on-line. Semanas ap\u00f3s o terremoto no Haiti, em 2010, um funcion\u00e1rio de folga no danificado aeroporto internacional de Port-au-Prince tentou extorquir esse rep\u00f3rter e um piloto particular em troca de nosso direito de partir, fazendo com que o piloto tivesse que taxiar o avi\u00e3o para longe de uma gangue violenta convocada por aquele oficial.<\/p>\n<p><b>10. O que estamos perdendo aqui?<\/b> Desde a falta de artes\u00e3os qualificados necess\u00e1rios para projetos de reconstru\u00e7\u00e3o at\u00e9 comunidades pobres abandonadas no caminho de prov\u00e1veis calamidades, as quest\u00f5es que se seguem aos desastres s\u00e3o t\u00e3o numerosas que exigem um brainstorming editorial regular. Informe-nos se voc\u00ea tiver ideias para adicionar e as integraremos em um guia maior de investiga\u00e7\u00f5es de desastres no qual estamos trabalhando.<\/p>\n<h4><strong>Recursos adicionais<\/strong><\/h4>\n<p><em><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/gijc2015.org\/2015\/10\/14\/how-to-investigate-disasters\/\">Como reportar sobre desastres<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/noticias\/guia-para-encontrar-e-usar-imagens-de-satelite\">Guia para encontrar e usar imagens de sat\u00e9lite<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/noticias\/crise-climatica-ideias-para-jornalistas-investigativos\">Crise clim\u00e1tica: Ideias para jornalistas investigativos<\/a><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><em><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/336x336-staff-profile-photo-Rowan-Philp-140x140-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-621222 alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/336x336-staff-profile-photo-Rowan-Philp-140x140-1.png\" alt=\"Rowan Philp, senior reporter GIJN\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/336x336-staff-profile-photo-Rowan-Philp-140x140-1.png 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/336x336-staff-profile-photo-Rowan-Philp-140x140-1-60x60.png 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/gijn.org\/about\/staff-member\/rowan-philp\/\"><strong>Rowan Philp<\/strong><\/a> \u00e9 rep\u00f3rter s\u00eanior da GIJN. Ele j\u00e1 foi rep\u00f3rter-chefe do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.timeslive.co.za\/sunday-times\/\">Sunday Times<\/a>, da \u00c1frica do Sul. Como correspondente estrangeiro, cobriu desastres naturais que incluem as inunda\u00e7\u00f5es de 2000 em Mo\u00e7ambique, o tsunami de 2004 no Sri Lanka e o terremoto de 2010 no Haiti.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um bom ponto de partida para os rep\u00f3rteres investigativos \u00e9 eliminar a ideia de que os danos causados por um desastre natural como os terremotos na Turquia s\u00e3o causados simplesmente por \u201catos da natureza\u201d. 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