{"id":586306,"date":"2022-10-03T17:51:44","date_gmt":"2022-10-03T21:51:44","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=586306"},"modified":"2025-07-09T10:11:36","modified_gmt":"2025-07-09T14:11:36","slug":"9-reporteres-investigativos-e-as-licoes-aprendidas-com-seus-erros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/9-reporteres-investigativos-e-as-licoes-aprendidas-com-seus-erros\/","title":{"rendered":"9 rep\u00f3rteres investigativos e as li\u00e7\u00f5es aprendidas com seus erros"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Se h\u00e1 um tipo de li\u00e7\u00e3o que os jornalistas nunca esquecem, \u00e9 o tipo que segue um erro estrat\u00e9gico de reportagem que impede uma investiga\u00e7\u00e3o promissora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A GIJN pediu a um grupo diverso de nove rep\u00f3rteres investigativos para que compartilhassem um erro memor\u00e1vel que cometeram em uma investiga\u00e7\u00e3o e a principal li\u00e7\u00e3o que aprenderam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O que chama a aten\u00e7\u00e3o em suas respostas \u00e9 que a maioria desses erros envolvia lidar com fontes humanas n\u00e3o cooperativas \u2013 e a maioria das conclus\u00f5es enfatiza o valor da prepara\u00e7\u00e3o extra antes de interagir com elas.<\/span><\/p>\n<h4><em><b>Que erro de investiga\u00e7\u00e3o voc\u00ea cometeu com o qual outros possam aprender?<\/b><\/em><\/h4>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/vuyisile62\"><b>Vuyisile Hlatshwayo<\/b><\/a><b> \u2014 rep\u00f3rter investigativo do Inhlase Centre for Investigative Journalism na \u00c1frica Austral (Eswatini)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570072\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/20220624_150744-scaled-e1659126584986-336x247-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570072\" class=\"wp-image-570072\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/20220624_150744-scaled-e1659126584986-336x247-1.jpeg\" alt=\"Vuyisile Hlatshwayo\" width=\"237\" height=\"174\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570072\" class=\"wp-caption-text\">Vuyisile Hlatshwayo, diretor do Inhlase Center for Investigative Journalism em Eswatini. Imagem: Cortesia de Hlatshwayo<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cSe houve um erro de investiga\u00e7\u00e3o que eu n\u00e3o gostaria de repetir na minha carreira, foi dar muita informa\u00e7\u00e3o a um oficial de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de um \u00f3rg\u00e3o regulador do governo. Aprendi a li\u00e7\u00e3o com um \u00f3rg\u00e3o local em uma hist\u00f3ria sobre um cartel de pre\u00e7os de uniformes escolares. Foi-me pedido por aquele \u00f3rg\u00e3o \u2013 uma ag\u00eancia reguladora \u2013 para enviar um question\u00e1rio para que pudessem dar respostas escritas. Mas eis que, dois dias depois, a comiss\u00e3o publicou um aviso nos jornais nacionais notificando o p\u00fablico que estava investigando a fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de uniformes escolares! E convidando membros interessados \u200b\u200bdo p\u00fablico para submeter suas d\u00favidas. Fui colocado de lado em toda a investiga\u00e7\u00e3o e nem recebi o relat\u00f3rio no final da chamada investiga\u00e7\u00e3o. Foi assim que aprendi \u2013 da maneira mais dif\u00edcil \u2013 que voc\u00ea n\u00e3o precisa dar muita informa\u00e7\u00e3o \u00e0s suas fontes que devem prestar contas porque elas tendem a matar hist\u00f3rias\u201c.<\/span><\/p>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/axelhumlesjo\"><b>Axel Gordh Humlesj\u00f6<\/b><\/a><b> \u2014 rep\u00f3rter investigativo da emissora p\u00fablica <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/omoss.svt.se\/about-svt.html\"><b>SVT<\/b><\/a><b> (Su\u00e9cia)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570073\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Axel-Gordh-Humlesjo-Twitter-picture.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570073\" class=\"wp-image-570073\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Axel-Gordh-Humlesjo-Twitter-picture.png\" alt=\"Axel Gordh Humlesj\u00f6\" width=\"237\" height=\"181\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570073\" class=\"wp-caption-text\">O rep\u00f3rter investigativo da SVT, Axel Gordh Humlesj\u00f6. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cFizemos muito trabalho infiltrado em nossa \u00faltima hist\u00f3ria, foi um sucesso e um fracasso. A investiga\u00e7\u00e3o era uma <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.svt.se\/nyheter\/granskning\/ug\/bribes-and-brothels-scandal-at-headquarters-of-the-world-s-leading-security-firm\"><span style=\"font-weight: 400\">hist\u00f3ria de suborno sobre a maior empresa de seguran\u00e7a do mundo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que tem cerca de 400.000 funcion\u00e1rios. T\u00ednhamos uma pista em Londres sobre uma viagem paga, ent\u00e3o quer\u00edamos a conta do hotel, e o hotel n\u00e3o queria nos dar. Ent\u00e3o criei uma conta no Gmail no nome do funcion\u00e1rio p\u00fablico e com alguns n\u00fameros na frente, liguei para o hotel e disse: \u201cEstou fazendo minhas contas; voc\u00ea pode me enviar a conta da minha \u00faltima estadia a\u00ed?\u201d Eu dei a eles o endere\u00e7o de e-mail e eles disseram que enviariam imediatamente. Mas eu nunca recebi o e-mail &#8211; foi para o e-mail do cara real! Liguei novamente, e eles disseram que enviaram para o e-mail registrado em seu banco de dados. Tentei dizer: &#8216;Ah, n\u00e3o, esse \u00e9 um e-mail antigo&#8217; e, ent\u00e3o, recebi a conta no novo endere\u00e7o, o que foi bom &#8211; mas infelizmente o funcion\u00e1rio foi alertado de que est\u00e1vamos atr\u00e1s dele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA li\u00e7\u00e3o aprendida \u00e9 que a criatividade \u00e9 boa, mas voc\u00ea tem que fazer simula\u00e7\u00f5es com os colegas para ver qual pode ser o resultado. Eu poderia ter dito a eles que o e-mail que eles tinham era antigo na primeira liga\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea est\u00e1 dois passos \u00e0 frente, tem que pensar no terceiro e no quarto passos que podem acontecer\u201d.<\/span><\/p>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/mendozamartha\"><b>Martha Mendoza<\/b><\/a><b> &#8211; rep\u00f3rter investigativa vencedora do Pulitzer na <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/apnews.com\/article\/health-california-environment-congress-213619b1270a31c4c5e8e9c977ff9351\"><b>Associated Press<\/b><\/a><b> (Estados Unidos)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570094\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/martha-mendoza-profile.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570094\" class=\"wp-image-570094\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/martha-mendoza-profile.jpeg\" alt=\"Martha Mendoza\" width=\"237\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/martha-mendoza-profile.jpeg 320w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/martha-mendoza-profile-140x140.jpeg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/martha-mendoza-profile-60x60.jpeg 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570094\" class=\"wp-caption-text\">A rep\u00f3rter investigativa da Associated Press, Martha Mendoza. Imagem: Cortesia de Mendoza<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cSempre digo \u00e0s pessoas o que estou investigando \u2013 n\u00e3o sou boa em ser sorrateira sobre isso. Em <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ap.org\/explore\/seafood-from-slaves\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Seafood from Slaves<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (Frutos do mar de escravos) rastreamos um monte de frutos do mar que tinham como destino os EUA. Fui a uma grande exposi\u00e7\u00e3o de frutos do mar e entrevistei o diretor da exposi\u00e7\u00e3o no primeiro dia, logo pela manh\u00e3. Eu pensei: quero garantir que esse cara seja filmado, j\u00e1 que ele era respons\u00e1vel pelas importa\u00e7\u00f5es de frutos do mar para os EUA em um determinado n\u00edvel. Mas depois, ele publicou um post no blog para todas as empresas de l\u00e1, com minha foto \u2013 e disse: \u2018Martha Mendoza da AP est\u00e1 aqui, escrevendo sobre abuso trabalhista; voc\u00ea n\u00e3o precisa falar com ela.&#8217; Ent\u00e3o, toda vez que eu abordava o dono de uma empresa de frutos do mar, eles diziam: &#8216;N\u00e3o, n\u00e3o vamos falar com voc\u00ea&#8217;. Antes mesmo que eu pudesse abrir a porta e dizer \u2018eu tenho um dossi\u00ea aqui com os registros de exporta\u00e7\u00e3o da sua empresa, e n\u00f3s rastreamos os frutos do mar; n\u00f3s temos a foto X\u2019. Eu n\u00e3o conseguia nem iniciar a conversa. Devia ter esperado at\u00e9 o final da exposi\u00e7\u00e3o para falar com ele\u201d.<\/span><\/p>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/miamalan\"><b>Mia Malan<\/b><\/a><b> \u2014 Editora-chefe do <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/bhekisisa.org\/\"><b>Bhekisisa Centre for Health Journalism<\/b><\/a><b> (\u00c1frica do Sul)<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_570095\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mia-Malan-336x336-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570095\" class=\"wp-image-570095\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mia-Malan-336x336-1.jpeg\" alt=\"Mia Malan\" width=\"237\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mia-Malan-336x336-1.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mia-Malan-336x336-1-140x140.jpeg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mia-Malan-336x336-1-60x60.jpeg 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570095\" class=\"wp-caption-text\">Editora-chefe do Bhekisisa Center for Health Journalism, Mia Malan. Imagem: Cortesia de Malan<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cAprendi a nunca confiar em uma fonte secund\u00e1ria para estat\u00edsticas. Isso pode parecer simples, mas muitos jornalistas n\u00e3o consideram, por exemplo, um ministro da sa\u00fade citando estat\u00edsticas internacionais \u2013 portanto, n\u00e3o de seu pr\u00f3prio pa\u00eds \u2013 ou, digamos, uma organiza\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental emitindo um comunicado de imprensa sobre a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que t\u00eam depress\u00e3o com dados de uma fonte secund\u00e1ria. Fiquei impressionada com a frequ\u00eancia com que essas fontes est\u00e3o erradas. A menos que voc\u00ea tenha verificado a fonte original que eles est\u00e3o citando, n\u00e3o acredite na estat\u00edstica e n\u00e3o a cite. O mesmo vale para estudos em peri\u00f3dicos \u2013 n\u00e3o importa qu\u00e3o prestigiados sejam \u2013 citando os resultados de outro estudo. V\u00e1 e verifique o estudo original e veja se foi interpretado corretamente. Voc\u00ea ficar\u00e1 surpreso ao ver a frequ\u00eancia com que os autores do estudo \u2018dobram\u2019 as descobertas para se adequarem aos seus argumentos\u201d.<\/span><\/p>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/davidmcswane\"><b>David McSwane<\/b><\/a><b>\u00a0 \u2014 rep\u00f3rter investigativo da ProPublica (Estados Unidos)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570096\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/David-McSwane-profile-picture-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570096\" class=\"wp-image-570096\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/David-McSwane-profile-picture-1.png\" alt=\"David McSwane\" width=\"237\" height=\"247\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570096\" class=\"wp-caption-text\">O rep\u00f3rter investigativo da ProPublica, David McSwane. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu cometi o erro de falar com algu\u00e9m, e eles dizerem: &#8216;Isso foi em off?&#8217; Eu disse: \u201cBem, n\u00f3s ter\u00edamos que concordar com isso\u201d \u2013 e ent\u00e3o pensei que tinha sido claro. Mas mais tarde eles disseram: &#8216;Eu tive a impress\u00e3o de que est\u00e1vamos em off\u201d. Aprendi que n\u00e3o podemos presumir que a fonte conhe\u00e7a as regras jornal\u00edsticas, e \u00e9 melhor deixar isso bem expl\u00edcito: \u2018Esta conversa est\u00e1 sendo registrada. Se voc\u00ea quiser falar em off, podemos fazer isso em outro momento, ou podemos conversar em off agora, e gravar depois\u201d. Voc\u00ea n\u00e3o quer que ningu\u00e9m se sinta enganado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">McSwane acrescenta uma segunda li\u00e7\u00e3o: \u201cVoc\u00ea realmente precisa escolher as hist\u00f3rias de longo prazo pelas quais voc\u00ea \u00e9 apaixonado, porque vai ser um trabalho \u00e1rduo \u2013 se for um t\u00f3pico com o qual voc\u00ea n\u00e3o se importa muito, voc\u00ea n\u00e3o far\u00e1 um \u00f3timo trabalho\u201c.<\/span><\/p>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/rosafurneaux\"><b>Rosa Furneaux<\/b><\/a><b>\u2014 rep\u00f3rter investigativa de sa\u00fade do <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/\"><b>The Bureau of Investigative Journalism<\/b><\/a><b> (Reino Unido)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570097\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Rosa-Furneaux-profile-picture-336x316-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570097\" class=\"wp-image-570097\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Rosa-Furneaux-profile-picture-336x316-1.png\" alt=\"Rosa Furneaux\" width=\"237\" height=\"223\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570097\" class=\"wp-caption-text\">A rep\u00f3rter investigativa de sa\u00fade do TBIJ, Rosa Furneaux. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu errei por ser mais cordial do que deveria na entrevista de presta\u00e7\u00e3o de contas com algu\u00e9m que eu achava suspeito, e fiz essa entrevista cedo demais. J\u00e1 tive situa\u00e7\u00f5es em que sei que tenho uma fonte complicada que vai falar comigo, e tenho que decidir se devo atac\u00e1-los imediatamente com perguntas dif\u00edceis ou tentar agrad\u00e1-los para conseguir uma segunda entrevista. Eu me enganei quando contatei uma fonte um pouco cedo demais \u2013 sem provas, tive medo de atac\u00e1-los com perguntas dif\u00edceis, sabendo que eles n\u00e3o aceitariam uma segunda entrevista. Eles dizem: &#8216;Bem, eu j\u00e1 falei com voc\u00ea uma vez\u2019. Considerando que, se eu tivesse esperado mais algumas semanas, saberia exatamente as perguntas dif\u00edceis a fazer a eles e, quando tivesse essa oportunidade, poderia obter as respostas de que precisava e n\u00e3o precisaria me preocupar com uma segunda entrevista\u201d.<\/span><\/p>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/julianadalpiva\"><b>Juliana dal Piva<\/b><\/a><b> \u2013 colunista do <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/juliana-dal-piva\/\"><b>UOL Not\u00edcias<\/b><\/a><b>, ex-rep\u00f3rter investigativa de <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/\"><b>O Globo<\/b><\/a><b> (Brasil)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570098\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Juliana-Dal-Piva-profile-picture-336x338-2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570098\" class=\"wp-image-570098\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Juliana-Dal-Piva-profile-picture-336x338-2.png\" alt=\"Juliana dal Piva\" width=\"237\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Juliana-Dal-Piva-profile-picture-336x338-2.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Juliana-Dal-Piva-profile-picture-336x338-2-140x140.png 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Juliana-Dal-Piva-profile-picture-336x338-2-60x60.png 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570098\" class=\"wp-caption-text\">A colunista do UOL Not\u00edcias, Juliana dal Piva. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cUm erro com o qual aprendi muito foi quando estava verificando dados sobre desaparecimentos pol\u00edticos na \u00e9poca da ditadura militar no Brasil. H\u00e1 alguns anos, esses dados eram muito desorganizados. Um dia, meu jornal me pediu para fazer uma reportagem \u2014 em 24 horas \u2014 sobre os casos de desaparecimentos pol\u00edticos da ditadura espec\u00edficos do Rio de Janeiro. Isso significou compilar cerca de 30 casos de um total de 500 v\u00edtimas \u2013 entre o total de desaparecidos e executados \u2013 mas cujas fam\u00edlias conseguiram enterrar os corpos. Infelizmente, ao olhar para os dados espalhados por diferentes pesquisas, esqueci um nome.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cAlguns meses depois, ao investigar documentos da ditadura que haviam sido disponibilizados para consulta pela primeira vez, acabei encontrando o primeiro documento da ditadura, em quase 40 anos, que reconhecia a morte do guerrilheiro assassinado. Tenho a certeza que s\u00f3 reparei no nome dele na enorme lista de nomes porque tinha cometido esse erro, e nunca mais esqueci o nome e a hist\u00f3ria de M\u00e1rio Alves. Os erros ensinam\u201c.<\/span><\/p>\n<h5><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/earthjournalism.net\/fellows\/alexandre-brutelle\"><b>Alexandre Brutelle<\/b><\/a><b> \u2013 rep\u00f3rter investigativo freelancer e diretor da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/eiforum.org\/\"><b>Environmental Investigative Forum<\/b><\/a><b> (Fran\u00e7a)<\/b><\/h5>\n<div id=\"attachment_570114\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Alexandre-Brutelle-336x331-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570114\" class=\"wp-image-570114\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Alexandre-Brutelle-336x331-1.png\" alt=\"Alexandre Brutelle\" width=\"237\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Alexandre-Brutelle-336x331-1.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Alexandre-Brutelle-336x331-1-60x60.png 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570114\" class=\"wp-caption-text\">Diretor do Environmental Investigative Forum, Alexandre Brutelle. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cDurante nossa investiga\u00e7\u00e3o sobre <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/inkyfada.com\/fr\/2022\/01\/11\/enquete-perenco-tunisie\/\"><span style=\"font-weight: 400\">opera\u00e7\u00f5es ilegais de fraturamento hidr\u00e1ulico no sul da Tun\u00edsia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> por uma empresa franco-tunisiana, nossa tarefa era \u2018ca\u00e7ar\u2019 lagos de \u00e1gua localizados no meio da parte tunisiana do deserto do Saara \u2013 uma grande \u00e1rea de interesse. J\u00e1 est\u00e1vamos fazendo um trabalho ruim ao procurar on-line os limites oficiais da concess\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s da empresa para restringir nossas buscas, mas n\u00e3o encontramos nada. Assim, durante semanas, revisamos uma \u00e1rea suspeita de 40.000 quil\u00f4metros quadrados que poderia estar localizada em qualquer lugar do sul do pa\u00eds, mapeando tudo o que pod\u00edamos. Ao final do projeto, percebemos que o site da ETAP (Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo da Tun\u00edsia) j\u00e1 tinha um mapa com essas concess\u00f5es. Em vez de procurar a \u201cconcess\u00e3o de petr\u00f3leo da Empresa X\u201d no Google, aprendemos a sempre procurar a fonte de dados primeiro. Portanto, tente pesquisar no Google a categoria \u2013 \u2018registro de concess\u00e3o de petr\u00f3leo\u2019 ou outras consultas semelhantes \u2013 diretamente no in\u00edcio de uma investiga\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria petrol\u00edfera!\u201d<\/span><\/p>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/FD\"><b>Dan McCrum<\/b><\/a><b> &#8211; rep\u00f3rter investigativo do <\/b><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ft.com\/\"><b>Financial Times<\/b><\/a><b> (Reino Unido)<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em um <\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/how-the-financial-times-exposed-a-billion-dollar-fraud\/\"><span style=\"font-weight: 400\">webinar recente da GIJN<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, McCrum enfatizou dois erros relacionados que cometeu ao <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/19c6be2a-ee67-11e9-bfa4-b25f11f42901\"><span style=\"font-weight: 400\">investigar enormes fraudes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> na gigante empresa alem\u00e3 de pagamentos eletr\u00f4nicos Wirecard.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_570103\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/4325f63d-d067-4653-9792-57656b2348f1_w1600_r1.3640238704177323_fpx46.13_fpy46.98-336x246-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-570103\" class=\"wp-image-570103\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/4325f63d-d067-4653-9792-57656b2348f1_w1600_r1.3640238704177323_fpx46.13_fpy46.98-336x246-1.jpg\" alt=\"Dan McCrum\" width=\"237\" height=\"174\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-570103\" class=\"wp-caption-text\">O rep\u00f3rter investigativo do Financial Times, Dan McCrum. Imagem: Cortesia de McCrum<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNo in\u00edcio de 2016, surgiu um novo grupo de vendedores a descoberto &#8211; aqueles que vendem a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o possuem em carteira &#8211; que decidiram publicar suas alega\u00e7\u00f5es anonimamente \u2013 o que \u00e9 conhecido como short-seller attack (ataque de vendedor a descoberto), na esperan\u00e7a de reduzir o pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es. Eles compartilharam uma c\u00f3pia de seu dossi\u00ea comigo com anteced\u00eancia, o que eu pensei que poderia for\u00e7ar os reguladores alem\u00e3es a investigar. Mas me empolguei um pouco. Eu estava determinado a \u2018possuir\u2019 a hist\u00f3ria e ser o primeiro a escrever sobre ela \u2013 e pensei que o dossi\u00ea estava em dom\u00ednio p\u00fablico. Cometi um erro ao concordar que n\u00e3o pediria coment\u00e1rios a ningu\u00e9m at\u00e9 que fosse publicado, porque os vendedores n\u00e3o queriam que a empresa ficasse sabendo. Por isso n\u00e3o pude verificar direito. Acabei escrevendo um post muito curto em um blog, que apenas chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que este relat\u00f3rio havia sido publicado \u2013 e com um link para o relat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cBem, a frase que usamos no FT \u00e9, se voc\u00ea fizer a pergunta: &#8216;Devemos passar isso por um advogado?&#8217;, ent\u00e3o voc\u00ea j\u00e1 sabe a resposta. Como o post do blog tinha apenas algumas frases, pensei que seria seguro n\u00e3o consultar, e isso foi um grande erro &#8211; porque os advogados da Wirecard come\u00e7aram a enviar cartas amea\u00e7adoras dizendo que o Financial Times era respons\u00e1vel por publicar todo este relat\u00f3rio e que, portanto, n\u00f3s \u00e9ramos respons\u00e1veis por tudo nele. Isso significava que a Wirecard poderia entrar com um processo por difama\u00e7\u00e3o a qualquer momento no pr\u00f3ximo ano. O que significava que eu n\u00e3o poderia escrever nada sobre o relat\u00f3rio de 100 p\u00e1ginas; seria desafiar a Wirecard a nos processar. Acho que isso foi um balde de \u00e1gua fria em outras pessoas investigando. Eu desisti por um tempo, mas sempre tive o apoio do meu editor na equipe. Felizmente, hist\u00f3rias geram hist\u00f3rias e, eventualmente, os denunciantes se apresentaram\u201c.<\/span><\/p>\n<h4><b>Recursos adicionais<\/b><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/the-art-of-the-interview\/\"><span style=\"font-weight: 400\"><em>A arte da entrevista<\/em><\/span><\/a><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/investigative-tactics-reporters-love\/\"><span style=\"font-weight: 400\">T\u00e1ticas de investiga\u00e7\u00e3o que rep\u00f3rteres adoram<\/span><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/megha-rajagopalan-what-ive-learned-about-investigative-journalism\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Megha Rajagopalan: o que aprendi sobre jornalismo investigativo<\/span><\/a><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Rowan-Philp-140x140-1-140x140-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-567351 alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Rowan-Philp-140x140-1-140x140-1.png\" alt=\"Rowan-Philp-140x140-1-140x140\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Rowan-Philp-140x140-1-140x140-1.png 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Rowan-Philp-140x140-1-140x140-1-60x60.png 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>Rowan Philp<span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 rep\u00f3rter da GIJN. Rowan foi rep\u00f3rter-chefe do <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.timeslive.co.za\/sunday-times\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Sunday Times<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> na \u00c1frica do Sul. Como correspondente estrangeiro, ele relatou sobre pol\u00edtica, corrup\u00e7\u00e3o e conflitos em mais de duas dezenas de pa\u00edses ao redor do mundo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A GIJN pediu a um grupo diversificado de nove rep\u00f3rteres investigativos que compartilhassem um erro memor\u00e1vel que cometeram em uma investiga\u00e7\u00e3o e uma li\u00e7\u00e3o importante aprendida com isso.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":1144229,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[26582,26583,19854,19656,26584,26585,19731,26586,26587],"gijn_topic":[18805,18817],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[18803],"class_list":["post-586306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-acesso-pt-br","tag-erros-pt-br","tag-fontes-pt-pt","tag-jornalismo-investigativo-pt-pt","tag-licoes-pt-br","tag-licoes-aprendidas-pt-br","tag-reportagem-investigativa-pt-pt","tag-responsabilidade-pt-br","tag-taticas-pt-br","gijn_topic-estudos-de-caso","gijn_topic-ferramentas-dicas-para-reportagens","gijn_language-pt-pt-pt-pt","gijn_region-africa-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/586306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=586306"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/586306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2369221,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/586306\/revisions\/2369221"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1144229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=586306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=586306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=586306"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=586306"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=586306"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=586306"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=586306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}