{"id":453175,"date":"2022-01-10T02:07:02","date_gmt":"2022-01-10T07:07:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=453175"},"modified":"2025-07-09T12:39:33","modified_gmt":"2025-07-09T16:39:33","slug":"deixando-sua-marca-dicas-para-jornalistas-investigativos-iniciantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/deixando-sua-marca-dicas-para-jornalistas-investigativos-iniciantes\/","title":{"rendered":"Deixando sua marca: dicas para jornalistas investigativos iniciantes"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Nunca foi f\u00e1cil encontrar um emprego como jornalista investigativo, mas os tempos est\u00e3o particularmente dif\u00edceis agora. Em todo o setor, empregos est\u00e3o sendo cortados e a era das publica\u00e7\u00f5es ricas em publicidade com uma abund\u00e2ncia de funcion\u00e1rios nas reda\u00e7\u00f5es chegou ao fim. No entanto, existem poucas carreiras mais gratificantes ou necess\u00e1rias do que as reportagens do jornalismo vigilante.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Do esc\u00e2ndalo Watergate, na d\u00e9cada de 1970, aos Pandora Papers que chegaram \u00e0s manchetes em 2021, jornalistas investigativos est\u00e3o h\u00e1 muito tempo na linha de frente de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o e crimes. Eles s\u00e3o parte essencial de qualquer democracia e ainda mais importantes em regimes autocr\u00e1ticos e repressivos. E apesar de todos os desafios, h\u00e1 muitos jovens com vontade de entrar na profiss\u00e3o. Na recente Confer\u00eancia Global de Jornalismo Investigativo, 44% dos participantes do evento tinham menos de 35 anos.<\/span><\/p>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">\u201cA imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma parte subestimada, mas indispens\u00e1vel do jornalismo investigativo.\u201d &#8211; Manisha Ganguly<\/aside>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas como voc\u00ea entra na \u00e1rea? Voc\u00ea precisa necessariamente seguir o caminho acad\u00eamico ou pode ter sucesso como um rep\u00f3rter autodidata? E quais s\u00e3o os desafios em seguir uma carreira como jornalista investigativo quando rep\u00f3rteres em todo o mundo est\u00e3o enfrentando intimida\u00e7\u00e3o e censura, <\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/standasmywitness-the-case-for-defending-journalists-and-human-rights-activists\/\"><span style=\"font-weight: 400\">pris\u00f5es e deten\u00e7\u00f5es<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, ass\u00e9dio e intimida\u00e7\u00e3o e <\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/slapp-fight\/\"><span style=\"font-weight: 400\">processos judiciais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> caros e demorados?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A verdade \u00e9 que n\u00e3o existe uma \u00fanica maneira \u201ccorreta\u201d de deixar sua marca como um jovem jornalista investigativo. Enquanto alguns come\u00e7am como estagi\u00e1rios em um jornal local, outros come\u00e7am como rep\u00f3rteres independentes oferecendo pautas para publica\u00e7\u00f5es em sua regi\u00e3o. Alguns v\u00e3o para a escola de jornalismo e outros s\u00e3o treinados em \u00e1reas como direito ou ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o. Alguns come\u00e7am como rep\u00f3rteres em outras \u00e1reas antes de se dedicarem ao jornalismo investigativo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A GIJN conversou com seis jovens rep\u00f3rteres de v\u00e1rias partes do mundo, perguntando-lhes como conseguiram sua chance na profiss\u00e3o e quais conselhos dariam aos que est\u00e3o come\u00e7ando. Embora n\u00e3o tenhamos uma faixa et\u00e1ria formal, a maioria tem cerca de 30 anos e menos de uma d\u00e9cada de experi\u00eancia. Aqui est\u00e3o as dicas que eles compartilharam.<\/span><\/p>\n<h4><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/theplainjain\"><b>Mahima Jain<\/b><\/a><b>, \u00cdndia<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_451858\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mahima-771x514-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-451858\" class=\"wp-image-451858 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mahima-771x514-1.jpeg\" alt=\"dicas para jornalistas investigativos iniciantes\" width=\"771\" height=\"514\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mahima-771x514-1.jpeg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mahima-771x514-1-336x224.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mahima-771x514-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-451858\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Cortesia da rep\u00f3rter<\/p><\/div>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Jain \u00e9 uma jornalista independente que faz <\/span><\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/mahimajain.in\/writing\/\"><i><span style=\"font-weight: 400\">reportagens sobre meio ambiente, g\u00eanero, sa\u00fade e quest\u00f5es socioecon\u00f4micas<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400\">. Seu trabalho se concentra nas vidas dos marginalizados e em quest\u00f5es sist\u00eamicas em toda a \u00cdndia. Ela foi finalista do Pr\u00eamio Jovem Jornalista 2021 da Thomson Foundation e tem destaque em v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es indianas e internacionais, incluindo The Guardian, Der Spiegel, The Fuller Project e Mongabay. Anteriormente, ela foi editora do The Hindu Group, do Indian Institute of Human Settlements na \u00cdndia e do South Asia Centre da London School of Economics no Reino Unido.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea conseguiu sua chance no jornalismo investigativo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Meu interesse por investiga\u00e7\u00f5es come\u00e7ou com o questionamento das desigualdades sist\u00eamicas, muitas vezes ocultas aos olhos dos que viviam ao meu redor. Ent\u00e3o, em vez de revelar grandes esc\u00e2ndalos, irregularidades corporativas e corrup\u00e7\u00e3o &#8211; que s\u00e3o definitivamente importantes e muito necess\u00e1rias &#8211; fui levada a investigar porque uma forma espec\u00edfica de desigualdade \u00e9 aceita; como a sociedade, os governos e as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas contribuem e toleram isso, e o lugar que o problema ocupa em sistemas maiores ao nosso redor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por exemplo, o enquadramento de viol\u00eancia de g\u00eanero como uma quest\u00e3o de justi\u00e7a criminal na \u00cdndia moldou a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica da viol\u00eancia contra as mulheres como um crime pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o. Leis mais r\u00edgidas e mais puni\u00e7\u00f5es &#8211; essa \u00e9 a resposta autom\u00e1tica de pessoas e pol\u00edticos. Quando eu estava investigando o problema, descobri que isso dificultou o acesso das mulheres aos cuidados de sa\u00fade e colocou de lado o papel dos sistemas de sa\u00fade p\u00fablica no enfrentamento do problema.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua dica para jornalistas investigativos jovens ou iniciantes que buscam entrar na profiss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Acho que boas hist\u00f3rias precisam de muito di\u00e1logo, questionar e desconstruir o \u00f3bvio e fazer muitas perguntas. Na maioria das vezes, falar com aqueles que s\u00e3o ignorados pela m\u00eddia tradicional \u00e9 a melhor maneira de encontrar uma hist\u00f3ria n\u00e3o contada de injusti\u00e7a e desigualdade. Tenho a forte convic\u00e7\u00e3o de que pessoas comuns t\u00eam hist\u00f3rias extraordin\u00e1rias, mas precisamos saber como relatar com sensibilidade e empatia, sem sensacionalismo.<\/span><\/p>\n<h4><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/manisha_bot\"><b>Manisha Ganguly<\/b><\/a><b>, Reino Unido<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_451859\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Manisha-771x514-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-451859\" class=\"wp-image-451859 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Manisha-771x514-1.jpeg\" alt=\" dicas para jornalistas investigativos iniciantes\" width=\"771\" height=\"514\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Manisha-771x514-1.jpeg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Manisha-771x514-1-336x224.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Manisha-771x514-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-451859\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Cortesia da rep\u00f3rter<\/p><\/div>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Ganguly \u00e9 uma jornalista investigativa e documentarista que usa c\u00f3digo aberto e t\u00e9cnicas tradicionais de reportagem investigativa para expor abusos de direitos humanos em conflitos e guerras. Suas <\/span><\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/manishaganguly.com\/work\"><i><span style=\"font-weight: 400\">investiga\u00e7\u00f5es para a BBC<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400\"> foram indicadas e ganharam v\u00e1rios pr\u00eamios internacionais, incluindo um Pr\u00eamio de M\u00eddia da Anistia Internacional. Ela est\u00e1 trabalhando em um doutorado que estuda o impacto das ferramentas de c\u00f3digo aberto, automatizadas e de intelig\u00eancia artificial (IA) no jornalismo investigativo na Universidade de Westminster.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea conseguiu sua chance no jornalismo investigativo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Minha primeira oportunidade foi gra\u00e7as \u00e0 brilhante <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.telegraph.co.uk\/authors\/c\/ck-co\/claire-newell\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Claire Newell, editora de investiga\u00e7\u00f5es do The Telegraph<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (Reino Unido), que descobriu alguns de meus trabalhos freelance publicados e me deu um est\u00e1gio, e depois meu primeiro trabalho como jornalista investigativa contratada. Antes disso, eu estava principalmente produzindo investiga\u00e7\u00f5es e reportagens por conta pr\u00f3pria para v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es pequenas ou no meu blog, pois n\u00e3o queria desistir do meu sonho de me tornar uma jornalista investigativa apenas por causa dos obst\u00e1culos para entrar na \u00e1rea e dos desafios enfrentados por mulheres imigrantes como eu.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua dica para jornalistas investigativos jovens ou iniciantes que buscam entrar na profiss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma grande parte do trabalho, e saber como transformar um &#8220;n\u00e3o&#8221; em um &#8220;sim&#8221; &#8211; seja uma fonte que voc\u00ea deseja entrevistar ou uma comiss\u00e3o para o seu document\u00e1rio &#8211; \u00e9 muito importante. E persist\u00eancia \u00e9 a chave para atravessar a rejei\u00e7\u00e3o &#8211; ent\u00e3o n\u00e3o desista! Tente mais e pense criativamente. A imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma parte subestimada, mas indispens\u00e1vel do jornalismo investigativo.<\/span><\/p>\n<h4><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/karinashed\"><b>Karina Shedrofsky<\/b><\/a><b>, B\u00f3snia e Herzegovina<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_451857\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-451857\" class=\"wp-image-451857 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1.jpeg\" alt=\" dicas para jornalistas investigativos iniciantes\" width=\"771\" height=\"771\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1.jpeg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1-336x336.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1-140x140.jpeg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1-768x768.jpeg 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Karina-771x771-1-60x60.jpeg 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-451857\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Cortesia da rep\u00f3rter<\/p><\/div>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\">Shedrofsky lidera uma equipe de pesquisadores em oito pa\u00edses, ajudando jornalistas do Projeto de Jornalismo sobre Corrup\u00e7\u00e3o e Crime Organizado (OCCRP) a encontrar pessoas, empresas e ativos em todo o mundo. Ela contribuiu com pesquisas para v\u00e1rios projetos do OCCRP, incluindo os Paradise Papers e o <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/en\/thedaphneproject\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Daphne Project<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, ajudando a descobrir <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/en\/thedaphneproject\/pilatus-a-private-bank-for-azerbaijans-ruling-elite\"><span style=\"font-weight: 400\">as propriedades secretas da fam\u00edlia governante do Azerbaij\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Antes de ingressar no OCCRP, Shedrofsky trabalhou para o USA Today, onde cobriu sa\u00fade e as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2016 nos Estados Unidos.<\/span><\/em><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea conseguiu sua chance no jornalismo investigativo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Eu estava prestes a come\u00e7ar um emprego em uma ag\u00eancia de not\u00edcias jur\u00eddicas em Nova York, mas logo antes de come\u00e7ar ouvi falar de uma oportunidade de est\u00e1gio de not\u00edcias\u00a0 di\u00e1rias na OCCRP em Sarajevo e decidi tentar. O est\u00e1gio em si n\u00e3o era investigativo, mas me colocou na mesma sala que alguns dos melhores jornalistas investigativos do mundo. Eu ajudei onde pude e o est\u00e1gio acabou resultando em um emprego na equipe de pesquisa que administra o <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/id.occrp.org\/\"><span style=\"font-weight: 400\">OCCRP ID, um help desk de pesquisa para jornalistas investigativos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Nessa fun\u00e7\u00e3o, pude aprender o b\u00e1sico da pesquisa investigativa e, mais importante, colaborar com jornalistas dos mais de 50 centros membros do OCCRP.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua dica para jornalistas investigativos jovens ou iniciantes que buscam entrar na profiss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De uma perspectiva de pesquisa investigativa, eu diria que voc\u00ea deve se familiarizar com as informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que existem em sua parte do mundo e descobrir como colocar suas m\u00e3os nelas. O trabalho que fazemos no OCCRP ultrapassa fronteiras e estamos constantemente colaborando com jornalistas de todo o mundo que t\u00eam o conhecimento do idioma e da regi\u00e3o para obter informa\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es locais. A pesquisa investigativa \u00e9 apenas uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a &#8211; mas eu diria que \u00e9 uma muito importante.<\/span><\/p>\n<h4><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/MartnLeandroAm1\"><b>Mart\u00edn Leandro Amaya Camacho<\/b><\/a><b>, Peru<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_451860\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Martin-771x553-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-451860\" class=\"wp-image-451860 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Martin-771x553-1.jpeg\" alt=\"dicas para jornalistas investigativos iniciantes\" width=\"771\" height=\"553\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Martin-771x553-1.jpeg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Martin-771x553-1-336x241.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Martin-771x553-1-768x551.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-451860\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Cortesia do rep\u00f3rter<\/p><\/div>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\">Amaya Camacho \u00e9 um dos fundadores da <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/revistanuberoja.com\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Nube Roja (que se traduz por Nuvem Vermelha)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, uma revista digital, e vencedora do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.thomsonfoundation.org\/latest\/martin-leandro-camacho-the-compassionate-face-of-peru\/\">Pr\u00eamio Jovem Jornalista 2020 da Thomson Foundation<\/a>. Tamb\u00e9m fundou e editou a revista cultural Malos H\u00e1bitos. Atualmente, ele est\u00e1 trabalhando em hist\u00f3rias que investigam a corrup\u00e7\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, \u00e0 ind\u00fastria de exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e quest\u00f5es ambientais no Peru.<\/span><\/em><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea conseguiu sua chance no jornalismo investigativo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sempre vi o jornalismo como um servi\u00e7o ao povo. Tenho grandes esperan\u00e7as de que a imprensa possa mudar alguns aspectos negativos de nossa sociedade, por exemplo, a corrup\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um mal terr\u00edvel que assola a Am\u00e9rica Latina. Sob essa premissa, decidi deixar o maior jornal da minha cidade &#8211; Piura &#8211; e me tornar um rep\u00f3rter freelance cobrindo temas que a grande m\u00eddia normalmente n\u00e3o explora. Para fazer isso sem restri\u00e7\u00f5es, criei a revista Nube Roja.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Contamos com uma extensa equipe de jovens jornalistas e o projeto j\u00e1 recebeu tr\u00eas pr\u00eamios importantes. No Peru, as unidades de investiga\u00e7\u00e3o dos jornais maiores desapareceram ou perderam a import\u00e2ncia que costumavam ter, por isso, como ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o independentes, estamos tentando preencher essa lacuna. Nosso objetivo \u00e9 realizar projetos de investiga\u00e7\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o convencionais e que podem incomodar aqueles que det\u00eam o poder. O jornalismo investigativo \u00e9 a busca da verdade e aproximar o sistema, e nossa democracia, das pessoas.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua dica para jornalistas investigativos jovens ou iniciantes que buscam entrar na profiss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nunca aceite a vers\u00e3o oficial das coisas, pois sempre h\u00e1 v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s de tudo. \u00c9 importante entender que jornalismo de qualidade n\u00e3o \u00e9 apenas sobre reportagem, \u00e9 tamb\u00e9m interpreta\u00e7\u00e3o de dados, e sobre dar aos n\u00fameros que usamos um rosto humano, porque s\u00e3o as pessoas que s\u00e3o afetadas pelos eventos que cobrimos. Os rep\u00f3rteres precisam ser capazes de ver atrav\u00e9s de diferentes perspectivas, deixar nossos preconceitos para tr\u00e1s e ter conhecimento sobre muitos assuntos e disciplinas &#8211; at\u00e9 mesmo estat\u00edstica e matem\u00e1tica &#8211; para poder trazer informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis e verdadeiras aos leitores.<\/span><\/p>\n<h4><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/Andee_Mat\"><b>Andiswa Matikinca<\/b><\/a><b>, \u00c1frica do Sul<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_451854\" style=\"width: 786px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andiswa.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-451854\" class=\"wp-image-451854\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andiswa.jpeg\" alt=\"dicas para jornalistas investigativos iniciantes\" width=\"776\" height=\"515\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andiswa.jpeg 506w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andiswa-336x223.jpeg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 776px) 100vw, 776px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-451854\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Cortesia da rep\u00f3rter<\/p><\/div>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\">Matikinca \u00e9 uma jornalista premiada com interesse em reportagens ambientais e jornalismo de dados. Ela \u00e9 bolsista do Code for Africa WanaData e atualmente gerencia a plataforma de <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/mine-alert.oxpeckers.org\/\"><span style=\"font-weight: 400\">#MineAlert<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> do <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/oxpeckers.org\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Oxpeckers Investigative Environmental Journalism<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Ela produziu v\u00e1rias investiga\u00e7\u00f5es com base em dados obtidos na plataforma, uma das quais lhe rendeu o <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.journalismfund.eu\/journalists\/andiswa-matikinca\"><span style=\"font-weight: 400\">Pr\u00eamio Vodacom Jovem Jornalista Regional para a regi\u00e3o de KwaZulu-Natal em 2019<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/em><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea conseguiu sua chance no jornalismo investigativo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tive minha grande chance no jornalismo investigativo com a Oxpeckers em 2018, logo depois de me formar. Eles estavam procurando um estagi\u00e1rio para ingressar na #MineAlert, uma plataforma de geojornalismo que ajuda seus usu\u00e1rios a rastrear e compartilhar licen\u00e7as de minera\u00e7\u00e3o, bem como licen\u00e7as de uso de \u00e1gua relacionadas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o solicitadas e concedidas na \u00c1frica do Sul. Os dados coletados para alimentar o mapa #MineAlert tamb\u00e9m s\u00e3o usados para informar muitas investiga\u00e7\u00f5es. Tornei-me gerente de projetos da plataforma no mesmo ano.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua dica para jornalistas investigativos jovens ou iniciantes que buscam entrar na profiss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Eu diria que qualquer jornalista investigativo jovem e iniciante precisa ser proativo em sua abordagem em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho e \u00e0 carreira em geral. Esta \u00e9 uma qualidade muito boa para se ter, porque permite que voc\u00ea seja capaz de lidar com quase tudo que aparece em seu caminho nesta profiss\u00e3o. Voc\u00ea ficar\u00e1 desapontado com as fontes, ter\u00e1 dificuldades em seu caminho enquanto trabalha em hist\u00f3rias importantes, mas se for proativo estar\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o muito melhor para lidar com isso e ainda dar o seu melhor no que diz respeito ao seu trabalho.<\/span><\/p>\n<h4><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RealBanjo\"><b>Banjo Damilola<\/b><\/a><b>, Nig\u00e9ria<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_451855\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Banjo-771x520-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-451855\" class=\"wp-image-451855 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Banjo-771x520-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"520\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Banjo-771x520-1.jpeg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Banjo-771x520-1-336x227.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Banjo-771x520-1-768x518.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-451855\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Cortesia da rep\u00f3rter<\/p><\/div>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\">Damilola \u00e9 uma jornalista investigativa que faz reportagens sobre educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e justi\u00e7a social. Ela foi uma das Jovens Jornalistas da Transparency International em 2018. Ela investigou <\/span><a href=\"blank\"><span style=\"font-weight: 400\">assassinatos e sequestros cometidos por bandidos no estado de Zamfara<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, o que levou a um protesto nacional exigindo melhoria da seguran\u00e7a na regi\u00e3o. Ela tamb\u00e9m investigou a corrup\u00e7\u00e3o no sistema de justi\u00e7a e documentou irregularidades na pol\u00edcia, nos tribunais e no <\/span><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.thecable.ng\/justice-for-sale-i-inside-illegal-police-detention-centre-in-lagos\/amp\"><span style=\"font-weight: 400\">sistema penitenci\u00e1rio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Seu trabalho foi publicado nas principais plataformas de not\u00edcias da Nig\u00e9ria e internacionalmente por ve\u00edculos como a BBC. Ela tamb\u00e9m trabalhou com a GIJN <\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/?s=banjo+damilola\"><span style=\"font-weight: 400\">na cobertura da Confer\u00eancia de Jornalismo Investigativo Global 2021<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/em><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea conseguiu sua chance no jornalismo investigativo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tive a sorte de come\u00e7ar em uma organiza\u00e7\u00e3o que incentivava a investiga\u00e7\u00e3o. Meu primeiro artigo investigativo foi sobre o estado dilapidado das escolas p\u00fablicas em um dos estados do sudoeste da Nig\u00e9ria. Eu estava realmente cansada das mentiras que o governador do estado estava contando na m\u00eddia. Ele falou muito sobre o quanto havia melhorado a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica no estado e eu senti que precisava dizer a verdade &#8211; mostrar \u00e0s pessoas qual era a verdadeira situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o fui disfar\u00e7ada para mostrar o estado real das coisas. Quando meu relato foi publicado, fiquei muito animada com a rea\u00e7\u00e3o que ele gerou. O governo estadual realocou uma das escolas. O impacto daquela primeira investiga\u00e7\u00e3o foi o incentivo que eu precisava.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua dica para jornalistas investigativos jovens ou iniciantes que buscam entrar na profiss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 f\u00e1cil se perder no ciclo de not\u00edcias de rotina. \u00c9 por isso que a gest\u00e3o do tempo \u00e9 importante para jovens jornalistas que procuram fazer investiga\u00e7\u00f5es. Como a nova pessoa na reda\u00e7\u00e3o, voc\u00ea provavelmente ficar\u00e1 sobrecarregado com a cobertura de coletivas de imprensa e eventos. Encontre um interesse e use seu tempo livre para pesquis\u00e1-lo. Dedique duas horas todos os dias para trabalhar em sua investiga\u00e7\u00e3o. Por mais intensa que a reda\u00e7\u00e3o possa ser, h\u00e1 momentos em que tudo fica tranquilo &#8211; aqueles dias de not\u00edcias lentas. Use-os para aprofundar suas investiga\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">\u201cN\u00e3o corra riscos imprudentes.\u201d &#8211; Banjo Damilola<\/aside>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Seja resiliente. Reportagens investigativas s\u00e3o dif\u00edceis. Haver\u00e1 obst\u00e1culos no caminho; as fontes ficar\u00e3o frias, seu contato de repente deixar\u00e1 de atender suas liga\u00e7\u00f5es, o governo n\u00e3o responder\u00e1 a seus pedidos a tempo e um milh\u00e3o de outras coisas o deixar\u00e3o frustrado. Ao enfrentar desafios como esses, d\u00ea um passo para tr\u00e1s e fale com seu editor ou com um jornalista investigativo mais experiente. Colegas seniores e editores t\u00eam uma vasta experi\u00eancia. Explore isso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Seja corajoso, mas n\u00e3o est\u00fapido. Tenho um colega s\u00eanior cuja resposta a &#8220;nenhuma reportagem vale sua vida&#8221; \u00e9 &#8220;a sorte favorece os bravos&#8221;. As duas m\u00e1ximas est\u00e3o corretas, mas um grande jornalista investigativo encontrar\u00e1 um equil\u00edbrio. As reportagens investigativas t\u00eam o potencial de mudar as coisas, mas tamb\u00e9m podem colocar o jornalista em perigo. N\u00e3o corra riscos imprudentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Obtenha os conjuntos de habilidades. Voc\u00ea tem que saber fazer muitas coisas. N\u00e3o basta ser um grande escritor, voc\u00ea tamb\u00e9m deve saber gravar e editar v\u00eddeos, ser capaz de obter \u00e1udio de qualidade, saber usar ferramentas digitais e ter esp\u00edrito para aprender.<\/span><\/p>\n<h4><b>Recursos adicionais<\/b><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/the-collaboration-that-matched-award-winning-reporters-with-university-students\/\"><span style=\"font-weight: 400\">A colabora\u00e7\u00e3o que uniu rep\u00f3rteres premiados e estudantes universit\u00e1rios<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/the-teenage-investigative-reporters-taking-on-corruption-in-kyrgyzstan\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Os jovens rep\u00f3rteres investigativos enfrentando a corrup\u00e7\u00e3o no Quirguist\u00e3o<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Centro de recursos da GIJN: <\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/resources-grants-and-fellowships\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Bolsas para jornalistas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><a href=\"https:\/\/gijn.org\/resource\/investigative-journalism-manuals\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Manuais de jornalismo investigativo<\/span><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><i><\/i><\/b><b><i><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Emily-e1620796353872-140x140-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-451856 alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Emily-e1620796353872-140x140-1.jpg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Emily-e1620796353872-140x140-1.jpg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Emily-e1620796353872-140x140-1-60x60.jpg 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>Emily O\u2019Sullivan<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 assistente editorial na GIJN. Anteriormente, trabalhou como editora adjunta de um grupo de m\u00eddia com sede em Birmingham, antes de iniciar um mestrado em jornalismo investigativo na City, University of London. Ela trabalhou como assistente de pesquisa para uma s\u00e9rie de projetos de jornalismo investigativo.<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca foi f\u00e1cil encontrar um emprego como jornalista investigativo, mas neste artigo seis rep\u00f3rteres premiados de diversas partes do mundo falam sobre como come\u00e7aram na \u00e1rea e d\u00e3o dicas para aqueles interessados em entrar no setor.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":451861,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[27245,27246,27247,27248,26239,27249,27250,22483,26294],"gijn_topic":[18816],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[],"class_list":["post-453175","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-comeco-de-carreira-pt-br","tag-como-se-tornar-um-jornalista-investigativo-pt-br","tag-dicas-para-jornalistas-investigativos-iniciantes-pt-br","tag-estagio-em-jornalismo-investigativo-pt-br","tag-experiencia-em-redacao-pt-br","tag-jornalistas-premiados-pt-br","tag-jovens-jornalistas-pt-br","tag-nigeria-pt-pt","tag-peru-pt-br","gijn_topic-noticias-e-analises","gijn_language-pt-pt-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=453175"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2369664,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453175\/revisions\/2369664"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/451861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=453175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=453175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=453175"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=453175"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=453175"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=453175"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=453175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}