{"id":420529,"date":"2021-11-17T10:05:50","date_gmt":"2021-11-17T15:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=420529"},"modified":"2025-07-15T04:40:44","modified_gmt":"2025-07-15T08:40:44","slug":"jornalistas-latino-americanos-compartilham-dicas-na-gijc21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/jornalistas-latino-americanos-compartilham-dicas-na-gijc21\/","title":{"rendered":"Jornalistas latino-americanos compartilham dicas na #GIJC21"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEu diria que \u00e9 uma \u00e9poca de ouro da reportagem investigativa na Am\u00e9rica Latina como nunca vi em muitos anos\u201d, disse recentemente a jornalista colombiana <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/mtronderos\">Mar\u00eda Teresa Ronderos<\/a> durante um painel da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/gijc21.us2.pathable.com\/\">Confer\u00eancia Global de Jornalismo Investigativo 2021<\/a> (#GIJC21).<\/p>\n<p>Jornalistas investigativos da regi\u00e3o est\u00e3o enfrentando o crime organizado, o narcoterrorismo, os abusos cometidos por empresas multinacionais, a crescente desigualdade, a corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e institucional e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cNa minha parte do mundo, acho que a imprensa\u00a0<i>watchdog<\/i>\u00a0[que fiscaliza o poder] est\u00e1 muito ocupada\u201d, disse Ronderos.<\/p>\n<p>Durante a #GIJC21, que aconteceu totalmente online de 1 a 5 de novembro, rep\u00f3rteres de todo o mundo compartilharam t\u00e9cnicas, desafios e inova\u00e7\u00f5es na investiga\u00e7\u00e3o. Rep\u00f3rteres investigativos latino-americanos tiveram destaque durante as palestras e workshops.<\/p>\n<p>E como afirmou Carlos Eduardo Huertas, diretor da\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.connectas.org\/\">CONNECTAS<\/a>, a regi\u00e3o \u00e9 como um pote de ouro para temas de investiga\u00e7\u00e3o: desmatamento da Amaz\u00f4nia, migra\u00e7\u00f5es regionais, o esc\u00e2ndalo da Odebrecht, s\u00f3 para citar alguns.<\/p>\n<p>A\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/\">LatAm Journalism Review (LJR)<\/a>\u00a0assistiu as mesas com palestrantes latino-americanos para entender o que est\u00e1 acontecendo com o jornalismo investigativo na regi\u00e3o.<\/p>\n<h4>A imprensa &#8216;watchdog&#8217;<\/h4>\n<p>Ronderos, que esteve na mesa de abertura, \u201cAutocratas, Oligarcas e Cleptocratas: A Luta Global por uma Imprensa Vigilante\u201d, \u00e9 cofundadora do Centro Latino-Americano de Jornalismo Investigativo (CLIP).<\/p>\n<div id=\"attachment_420540\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-420540\" class=\"wp-image-420540 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary-771x434.png\" alt=\"jornalistas latino-americanos #GIJC21\" width=\"771\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary-771x434.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary-336x189.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary-768x432.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary-1536x864.png 1536w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary-1170x658.png 1170w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Day-1-Plenary.png 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-420540\" class=\"wp-caption-text\">Plen\u00e1ria da #GIJC21, do qual participou a jornalista colombiana Mar\u00eda Teresa Ronderos.<\/p><\/div>\n<p>Em pouco mais de dois anos, o centro trabalhou com 70 equipes diferentes de rep\u00f3rteres investigativos no continente e produziu cerca de 15 investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEsses grupos\u00a0<i>watchdog<\/i> s\u00e3o equipes pequenas, \u00e0s vezes com muito pouco or\u00e7amento e \u00e0s vezes grandes equipes em grandes ve\u00edculos que ainda resistem e ainda sobrevivem para fazer jornalismo investigativo\u201d, disse ela. Eles investigaram temas como a influ\u00eancia\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.elclip.org\/transnacionales-de-la-fe\/\">pol\u00edtica dos l\u00edderes fundamentalistas crist\u00e3os<\/a>, a\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.elclip.org\/amazonia-en-riesgo\/\">extra\u00e7\u00e3o de madeira<\/a>\u00a0na Amaz\u00f4nia ou at\u00e9 mesmo<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.elclip.org\/proyecto-miroslava\/\">\u00a0o assassinato da sua pr\u00f3pria colega<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAs colabora\u00e7\u00f5es mostram que apesar dos grandes desafios, apesar do n\u00famero crescente de autocratas e cleptocratas na Am\u00e9rica Latina, rep\u00f3rteres investigativos est\u00e3o juntando for\u00e7as, eles continuam vigiando os abusos do governo e n\u00e3o desistem\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Ronderos citou o exemplo da equipe de Armando.info,<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/armando.info\/reportajes\/?_buscar=Alex+Saab\">\u00a0que investigou o empres\u00e1rio colombiano Alex Saab<\/a>, aliado do presidente venezuelano Nicolas Maduro.<\/p>\n<p>Os rep\u00f3rteres de Armando.info <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/articles\/four-renowned-journalists-leave-venezuela-due-to-defamation-suit-from-businessman-linked-to-maduro-government\/\">tiveram que sair do pa\u00eds em 2018<\/a>\u00a0ap\u00f3s um processo por difama\u00e7\u00e3o de Saab. O empres\u00e1rio foi extraditado de Cabo Verde para os EUA em outubro de 2021, mas a maioria das acusa\u00e7\u00f5es de lavagem de dinheiro contra ele foram indeferidas por um juiz dos EUA por causa dos acordos feitos para sua extradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os jornalistas est\u00e3o enfrentando agora uma enorme quantidade de desafios com polariza\u00e7\u00e3o, desinforma\u00e7\u00e3o e descredibiliza\u00e7\u00e3o da democracia, disse Ronderos. Para enfrentar isso, ela disse que os jornalistas deveriam abra\u00e7ar a verdade radical, colaborar e usar o poder do coletivo.<\/p>\n<h4>Investigando sa\u00fade e medicina<\/h4>\n<p>A jornalista peruana <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/fabiolatorres\">Fabiola Torres<\/a>, fundadora do site de jornalismo de sa\u00fade\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/saludconlupa.com\/\">Salud con Lupa<\/a>, falou sobre entender e reportar sobre pesquisas de medicina, al\u00e9m de expor a interfer\u00eancia da ind\u00fastria e o conflito de interesses antes e durante a COVID-19.<\/p>\n<p>\u201cOs estudos cient\u00edficos com metodologia pobre e resultados imprecisos est\u00e3o exacerbando a crise de desinforma\u00e7\u00e3o da COVID-19\u201d, Torres afirmou. Ela tamb\u00e9m apontou para os profissionais de marketing lucrando com a pseudoci\u00eancia, especialmente no que diz respeito a tratamentos n\u00e3o comprovados.<\/p>\n<p>Ela compartilhou as perguntas que sua equipe faz ao relatar sobre novas pesquisas m\u00e9dicas: Como este estudo se encaixa no contexto geral? Como ele se compara a outros estudos sobre o mesmo assunto? \u00c9 realmente novo? Quem o patrocinou? Qual \u00e9 a relev\u00e2ncia cl\u00ednica? E mais.<\/p>\n<p>Para evitar desinforma\u00e7\u00e3o ao escrever sobre sa\u00fade, ela disse que os rep\u00f3rteres deveriam consultar especialistas externos sobre os pontos fracos do estudo e o que os autores podem ter esquecido ou omitido.<\/p>\n<div id=\"attachment_420545\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-420545\" class=\"wp-image-420545 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD-771x350.png\" alt=\"jornalistas latino-americanos #GIJC21\" width=\"771\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD-771x350.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD-336x153.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD-768x349.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD-1170x531.png 1170w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SALUD.png 1361w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-420545\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Scientifically Proven&#8221;, uma plataforma em tr\u00eas idiomas sobre os tratamentos mais comuns para COVID-19. Imagem: Captura de tela<\/p><\/div>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3prias investiga\u00e7\u00f5es de Salud con Lupa sobre a pandemia, Torres apresentou\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/saludconlupa.com\/comprueba\/scientifically-proven\/\">\u201cScientifically Proven\u201d<\/a>, um recurso tril\u00edngue sobre os tratamentos mais prevalentes para a COVID-19. O projeto, que \u00e9 atualizado semanalmente, analisa evid\u00eancias, estudos e poss\u00edveis efeitos colaterais dos tratamentos.<\/p>\n<h4>Expondo o crime organizado<\/h4>\n<p>A jornalista investigativa mexicana <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/marcelaturati\">Marcela Turati<\/a> passou duas d\u00e9cadas investigando os desaparecidos em seu pa\u00eds. Ela apresentou suas descobertas sobre a cobertura do crime organizado, que costuma estar por tr\u00e1s desses desaparecimentos, na #GIJC21.<\/p>\n<p>\u201cEm primeiro lugar, temos que saber que grupos do crime organizado precisam controlar territ\u00f3rios, rotas e tudo o que est\u00e1 dentro dessas regi\u00f5es. Eles precisam controlar a economia, as pessoas e todas as coisas e todos os recursos naturais que est\u00e3o l\u00e1 dentro\u201d, disse Turati, cofundadora do\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/quintoelab.org\/\">Quinto Elemento Lab<\/a>. \u201cPara eles, isso faz parte do neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<p>Pessoas que atrapalham o neg\u00f3cio podem ser amea\u00e7adas, mortas ou desaparecer.<\/p>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">Leia aqui &#8220;<a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/06\/29\/dicas-para-entrevistar-vitimas-de-tragedias-testemunhas-e-sobreviventes\/\">Dicas para entrevistar v\u00edtimas de trag\u00e9dias, testemunhas e sobreviventes<\/a>&#8220;, artigo escrito por Marcela Turati.<\/aside>\n<p>Com base em suas investiga\u00e7\u00f5es, ela compartilhou algumas dicas para outros rep\u00f3rteres: mapear o territ\u00f3rio, din\u00e2micas e partes interessadas; planejar as suas entrevistas, incluindo a ordem e quando voc\u00ea entrar\u00e1 em contato com as pessoas; esteja ciente dos riscos que voc\u00ea enfrenta e desenvolva protocolos de seguran\u00e7a; reaja rapidamente quando algu\u00e9m desaparecer, o que inclui rastrear a pessoa digitalmente com a ajuda de parentes; pense nos riscos potenciais para as v\u00edtimas; n\u00e3o revele informa\u00e7\u00f5es que possam prejudicar a investiga\u00e7\u00e3o policial; e verificar, verificar verificar.<\/p>\n<h4><b><\/b>Encontrando novas maneiras de contar hist\u00f3rias<\/h4>\n<p>A jornalista <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/milagsalazar\">Milagros Salazar<\/a> explicou como o ve\u00edculo que ela dirige, a ag\u00eancia <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/convoca.pe\/\">Convoca<\/a>, <a href=\"https:\/\/gijn.org\/2020\/11\/16\/comic-journalism\/\">usou quadrinhos como um m\u00e9todo inovador de contar hist\u00f3rias<\/a> para mostrar como os peruanos s\u00e3o afetados pela atividade extrativista e pelas \u00e1reas industriais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cPensamos que uma hist\u00f3ria em quadrinhos interativa era um formato amig\u00e1vel que poderia ajudar os cidad\u00e3os a entender uma realidade complexa\u201d, disse ela.<\/p>\n<div id=\"attachment_281615\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m..png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-281615\" class=\"wp-image-281615 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m.-771x489.png\" alt=\"jornalistas latino-americanos #GIJC21\" width=\"771\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m.-771x489.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m.-336x213.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m.-768x487.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m.-1536x975.png 1536w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m.-1170x743.png 1170w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Captura-de-Pantalla-2020-11-02-a-las-10.12.10-p.-m..png 1582w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-281615\" class=\"wp-caption-text\">Imagem usada na hist\u00f3ria em quadrinhos, que detalha os limites legais de contamina\u00e7\u00e3o por chumbo no Peru, em compara\u00e7\u00e3o com Estados Unidos, Chile e Uruguai. Imagem: cortesia Convoca<\/p><\/div>\n<p>Quatorze pessoas trabalharam nos tr\u00eas quadrinhos que comp\u00f5em \u201c<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/convoca.pe\/expediente-toxico-el-comic\">Expediente T\u00f3xico<\/a>\u201d. Entre eles estavam jornalistas, editores, analistas de dados, toxicologistas, programadores e cartunistas.<\/p>\n<p>Para a investiga\u00e7\u00e3o, eles consultaram epidemiologistas e analisaram testes de laborat\u00f3rio, conversaram com a popula\u00e7\u00e3o afetada, viajaram para as \u00e1reas afetadas e constru\u00edram bancos de dados.<\/p>\n<p>Ao usar quadrinhos para o jornalismo investigativo, ela recomenda manter a qualidade da informa\u00e7\u00e3o, nomear algu\u00e9m com uma vis\u00e3o abrangente do projeto, empregar equipes multidisciplinares, ter canais de comunica\u00e7\u00e3o eficazes e medir o impacto do seu projeto.<\/p>\n<h4><b><\/b>Descobrindo a desigualdade na Amaz\u00f4nia<\/h4>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">Leia aqui o artigo sobre os <a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/10\/25\/mineracao-ouro-ilegal-amazonia\/\">bastidores de uma s\u00e9rie de reportagens investigativas da Amaz\u00f4nia Real sobre garimpo ilegal de ouro<\/a> na Amaz\u00f4nia.\u00a0<\/aside>\n<p>A jornalista <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/elaizefarias\">Ela\u00edze Farias<\/a>, cofundadora da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/\">Amaz\u00f4nia Real<\/a>, falou sobre o trabalho investigativo e independente da ag\u00eancia de not\u00edcias, baseada em Manaus, no estado do Amazonas, no Brasil. Ela contou que a Amaz\u00f4nia Real foi criada em 2013 com o objetivo de dar visibilidade para as popula\u00e7\u00f5es exclu\u00eddas e marginalizadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa proposta era romper com o mecanismo midi\u00e1tico de reprodu\u00e7\u00e3o do racismo, de coloniza\u00e7\u00e3o, de etnocentrismo e eurocentrismo&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Ela aproveitou o tema da mesa, Investigando a Desigualdade, para falar sobre a desigualdade regional do pa\u00eds, que, segundo ela, &#8220;\u00e9 como se fosse dividido entre o que \u00e9 Norte e o que \u00e9 Sul&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Nem sempre o que acontece na regi\u00e3o Norte, que \u00e9 onde fica a Amaz\u00f4nia, \u00e9 retratado de forma veross\u00edmil ou real no que se chama de grande imprensa. Um jornal que fica em S\u00e3o Paulo \u00e9 considerado nacional, mas uma m\u00eddia que est\u00e1 no Nordeste ou na regi\u00e3o Norte \u00e9 local ou regional, sempre tem essas diferen\u00e7as,\u201d disse.<\/p>\n<p>Farias tamb\u00e9m comentou sobre o conceito de desigualdade, que muitas vezes \u00e9 visto de uma perspectiva capitalista ou consumista, enquanto a realidade da Amaz\u00f4nia \u00e9 outra. Ela destaca que h\u00e1 sim desigualdade de acesso a servi\u00e7os, como Internet ou atendimento m\u00e9dico. Mas pessoas de fora que visitam a regi\u00e3o, principalmente jornalistas, tendem a medir a pobreza pela quantidade de objetos e posses, enquanto culturas locais nem sempre se baseiam &#8220;na valoriza\u00e7\u00e3o do capital e na acumula\u00e7\u00e3o de riqueza, no sentido de bens materiais&#8221;.<\/p>\n<p>Farias refor\u00e7a a import\u00e2ncia de se pesquisar sobre a regi\u00e3o antes de uma cobertura e esquecer &#8220;essa Amaz\u00f4nia imagin\u00e1ria&#8221; que \u00e9 retratada em livros e filmes, cheia de estere\u00f3tipos. A jornalista explica que a regi\u00e3o \u00e9 muito mais profunda e dif\u00edcil de compreender, mesmo para quem nasceu e vive l\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;A Amaz\u00f4nia \u00e9 uma regi\u00e3o de dimens\u00f5es continentais, \u00e9 heterog\u00eanea, com uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 20 milh\u00f5es de pessoas, de origem \u00e9tnica e grupos sociais diversos, onde h\u00e1 muitas barreiras de comunica\u00e7\u00e3o e acesso geogr\u00e1fico&#8221;, disse.<\/p>\n<h4>Rastreando fundos de aposentadoria<\/h4>\n<p>Durante uma apresenta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, a rep\u00f3rter econ\u00f4mica independente <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/LuisaGTellez\">Luisa Garc\u00eda Tellez<\/a>, do Peru, compartilhou a investiga\u00e7\u00e3o que dirigiu com Lilia Sa\u00fal, do M\u00e9xico.<\/p>\n<div id=\"attachment_420548\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screen-Shot-2021-11-10-at-3.51.02-PM-768x570-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-420548\" class=\"wp-image-420548 size-medium\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screen-Shot-2021-11-10-at-3.51.02-PM-768x570-1-336x249.png\" alt=\"jornalistas latino-americanos #GIJC21\" width=\"336\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screen-Shot-2021-11-10-at-3.51.02-PM-768x570-1-336x249.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screen-Shot-2021-11-10-at-3.51.02-PM-768x570-1.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-420548\" class=\"wp-caption-text\">Investiga\u00e7\u00e3o de \u201cPara onde vai a minha aposentadoria?\u201d. Imagem: Captura de tela<\/p><\/div>\n<p>O projeto \u201c<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/adondevamipension.org\/en\/\">Para onde vai a minha aposentadoria<\/a>?\u201d,\u00a0 baseado em dados, foi publicado em 2021 em ingl\u00eas e espanhol. Mais de 40 pessoas trabalharam no projeto em que leitores de nove pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina podem acompanhar quais empresas e governos se beneficiaram com seus fundos de aposentadoria.<\/p>\n<p>O projeto envolveu uma s\u00e9rie de pedidos via lei de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o em cada pa\u00eds. Al\u00e9m disso, Garc\u00eda Tellez explicou que envolveu \u201ctrabalho anf\u00edbio\u201d, com especialistas como companheiros de equipe, e n\u00e3o como fontes. E a outra li\u00e7\u00e3o principal que ela aprendeu foi a colabora\u00e7\u00e3o: garantir que os parceiros saibam sobre as informa\u00e7\u00f5es recebidas e como usar as ferramentas internas desenvolvidas para a investiga\u00e7\u00e3o, e estabelecer crit\u00e9rios de fact-checking e processos editoriais de publica\u00e7\u00e3o antecipadamente.<\/p>\n<h4>Cobrindo o clima<\/h4>\n<p>O jornalista argentino <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/ferminkoop\">Fermin Koop<\/a>, editor da revista\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dialogochino.net\/en\/\">Dialogo Chino<\/a>\u00a0para a Am\u00e9rica Latina, fez uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo direto da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, a COP 26.<\/p>\n<p>O Dialogo Chino rastreia investimentos da China em toda a Am\u00e9rica Latina. Isso envolve examinar subs\u00eddios para combust\u00edveis f\u00f3sseis, energia hidrel\u00e9trica e agricultura, como explicou Koop.<\/p>\n<p>\u201cQueremos dar voz \u00e0s pessoas no terreno que s\u00e3o afetadas por esses projetos, ao mesmo tempo que analisamos os dados e fazemos pesquisas adequadas sobre esses projetos\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Koop disse que, com base nos primeiros dias da confer\u00eancia global do clima, h\u00e1 espa\u00e7o para otimismo, mas as expectativas e as demandas s\u00e3o altas.<\/p>\n<p>\u201cAcho que vimos um bom n\u00famero de an\u00fancios at\u00e9 agora na semana cobrindo carv\u00e3o, combust\u00edveis f\u00f3sseis, desmatamento, o que quiser\u201d, disse Koop. \u201cEnt\u00e3o, temos que realmente acompanhar isso e ver se os governos os cumprem, e esse ser\u00e1 o desafio ap\u00f3s a COP.\u201d<\/p>\n<h4>Ferramentas para criar visualiza\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/boonbar\">Lisseth Boon<\/a>, coordenadora da unidade de investiga\u00e7\u00e3o do site venezuelano\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/runrun.es\/\">Runrun.es<\/a> e Alianza Rebelde Investiga (ARI), apresentou tr\u00eas de suas ferramentas favoritas para a cria\u00e7\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es como parte de uma rodada rel\u00e2mpago na #GIJC21.<\/p>\n<aside class=\"module align-right half type-pull-quote\">Leia mais sobre as <a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/09\/07\/my-favorite-tools-venezuelas-lisseth-boon-on-design-and-data-visualization\/\">ferramentas favoritas de Lisseth Boon aqui<\/a>.<\/aside>\n<p>Para construir redes, estruturas e identificar liga\u00e7\u00f5es entre pessoas, organiza\u00e7\u00f5es e empresas, ela recomenda <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cmap.ihmc.us\/\">CmapTools<\/a>.<\/p>\n<p>Para a cria\u00e7\u00e3o de mapas mentais e fluxogramas, como os que os jornalistas usaram para a investiga\u00e7\u00e3o colaborativa FinCEN Files, ela recomenda o\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.lucidchart.com\/pages\/\">LucidChart<\/a>.<\/p>\n<p>E, finalmente, para mapear pessoas e intera\u00e7\u00f5es complexas, ela usa\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/kumu.io\/\">Kumu.<\/a><\/p>\n<h4>Ganhar dinheiro para sustentar seu trabalho<\/h4>\n<p>Um dos maiores desafios para os meios de comunica\u00e7\u00e3o investigativos \u00e9 como ser financeiramente sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/ClaudiaUrquieta\">Claudia Urquieta<\/a>, editora de comunidade do site chileno\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ciperchile.cl\/\">CIPER<\/a>, argumentou que o programa de membros \u00e9 um modelo chave para o jornalismo investigativo.<\/p>\n<p>Em abril de 2019, o principal financiador da CIPER saiu, e o ve\u00edculo tinha apenas tr\u00eas jornalistas. Ele teve que se reinventar.<\/p>\n<p>\u201cApostamos em um sistema de membros que tornaria as contribui\u00e7\u00f5es de nossos leitores o pilar mais importante do financiamento\u201d, disse Urquieta.<\/p>\n<p>Hoje, CIPER tem quase 5.000 membros e 70% do seu trabalho jornal\u00edstico \u00e9 financiado pela Comunidade +CIPER, al\u00e9m de sete jornalistas e uma equipe de sustentabilidade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como CIPER consegue os seus membros? Urquieta enfatizou a publica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relevantes para os cidad\u00e3os, desenhando uma estrat\u00e9gia de viraliza\u00e7\u00e3o para as m\u00eddias sociais, buscando alian\u00e7as para distribui\u00e7\u00e3o de conte\u00fado para outros ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, sendo transparente sobre como voc\u00ea administra o meio de comunica\u00e7\u00e3o e sempre buscando ampliar seus horizontes.<\/p>\n<p>Um ponto que ela enfatizou repetidamente foi o relacionamento pr\u00f3ximo que a CIPER mant\u00e9m com seus membros.<\/p>\n<p>\u201cMantemos um relacionamento fluido e pr\u00f3ximo por email e telefone\u201d, disse ela. \u201cFazemos com que se sintam parte da fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n<p><em><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-latino-americanos-compartilham-dicas-para-investigar-saude-crime-meio-ambiente-e-muito-mais-em-conferencia-anual\/\">Este artigo<\/a> foi escrito originalmente em ingl\u00eas por Teresa Mioli, traduzido por Marina Estarque e publicado originalmente na Latam Journalism Review do Knight Center. Esta vers\u00e3o foi editada e est\u00e1 republicada aqui com permiss\u00e3o.<\/em><\/p>\n<h4>Recursos Adicionais<\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/08\/30\/novas-ferramentas-dicas-mudancas-climaticas\/\">Novas ferramentas e dicas para investigar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/10\/11\/dicas-investigando-desigualdade\/\">Dicas para rep\u00f3rteres investigando desigualdade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/11\/10\/underreported-story-ideas-that-can-be-replicated-around-the-world\/\">Hist\u00f3rias investigativas que podem ser replicadas em todo o mundo<\/a> [ingl\u00eas]<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"articles-box-text\">\n<div class=\"articles-box-text\">\n<div class=\"articles-box-text\">\n<div class=\"articles-box-text\">\n<p><span style=\"font-size: 19.55px\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/teresa-mioli.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-420351 size-thumbnail alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/teresa-mioli-140x140.jpeg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/teresa-mioli-140x140.jpeg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/teresa-mioli-336x336.jpeg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/teresa-mioli-60x60.jpeg 60w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/teresa-mioli.jpeg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><em><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/TeresaMioli\"><strong>Teresa Mioli<\/strong><\/a> coordena todo o conte\u00fado online do Centro Knight e \u00e9 editora da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/\">LatAm Journalism Review<\/a>. Teresa \u00e9 bacharel em jornalismo e artes liberais (Plan II Honors), com mestrado em estudos latinoamericanos, todos pela Universidade do Texas em Austin. Ela come\u00e7ou a sua carreira jornal\u00edstica no jornal The Beaumont Enterprise no sudeste do Texas, onde ela trabalhou como rep\u00f3rter de hard news.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalistas latino-americanos compartilharam dicas, t\u00e9cnicas, desafios e inova\u00e7\u00f5es para investigar sa\u00fade, crime, meio ambiente e outros temas durante os pain\u00e9is da #GIJC21.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":420670,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[24862,21327],"gijn_topic":[],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[],"class_list":["post-420529","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-america-latina-pt-br","tag-gijc21-pt-pt","gijn_language-pt-pt-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=420529"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2381915,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420529\/revisions\/2381915"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/420670"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=420529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=420529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=420529"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=420529"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=420529"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=420529"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=420529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}