{"id":370889,"date":"2021-08-18T13:12:16","date_gmt":"2021-08-18T17:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=370889"},"modified":"2023-06-25T07:31:57","modified_gmt":"2023-06-25T11:31:57","slug":"jornalismo-investigativo-guatemala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/jornalismo-investigativo-guatemala\/","title":{"rendered":"Rep\u00f3rteres lutam para fazer jornalismo investigativo na Guatemala"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/08\/16\/guatemala-press-freedom\/\"><strong>English<\/strong><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_364544\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/LatAmCom.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-364544\" class=\"wp-image-364544 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/LatAmCom-771x473.png\" alt=\"jornalismo investigativo na Guatemala\" width=\"771\" height=\"473\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/LatAmCom-771x473.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/LatAmCom-336x206.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/LatAmCom-768x471.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/LatAmCom.png 1067w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-364544\" class=\"wp-caption-text\">A equipe da Prensa Comunitaria Kil\u00f3metro 169 &#8211; reda\u00e7\u00e3o que tem o nome em homenagem \u00e0s v\u00edtimas do massacre de ind\u00edgenas na Guatemala. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p>Em um ambiente de crescentes restri\u00e7\u00f5es ao acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, agress\u00f5es constantes por parte do presidente contra jornalistas e um alto n\u00edvel de impunidade em rela\u00e7\u00e3o a crimes contra profissionais da imprensa, meios digitais na Guatemala se esfor\u00e7am para fazer e manter um jornalismo investigativo e aprofundado. Para isso, usam diferentes ferramentas e m\u00e9todos de trabalho: longas narrativas, dados, jornalismo comunit\u00e1rio e colabora\u00e7\u00f5es com artistas.<\/p>\n<p>Segundo a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/pt\">Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras<\/a>, a Guatemala\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/en\/guatemala\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/rsf.org\/en\/guatemala\">ocupa o 116\u00ba lugar<\/a>\u00a0no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2021. A ONG afirma que a viol\u00eancia end\u00eamica, o crime organizado, a corrup\u00e7\u00e3o e a impunidade tornam o trabalho de reportar no pa\u00eds &#8220;extremamente dif\u00edcil&#8221; e aponta que assassinatos de jornalistas s\u00e3o &#8220;muito frequentes&#8221;.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es como a Human Rights Watch e o Comit\u00ea para a Prote\u00e7\u00e3o dos Jornalistas (CPJ) alertaram, em\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.hrw.org\/es\/news\/2021\/02\/18\/guatemala-ataques-la-libertad-de-prensa\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.hrw.org\/es\/news\/2021\/02\/18\/guatemala-ataques-la-libertad-de-prensa\">comunicado no in\u00edcio do ano<\/a>, que o presidente Alejandro Giammattei tem atacado a imprensa com &#8220;uma ret\u00f3rica beligerante e acusa\u00e7\u00f5es falsas&#8221;, desde o in\u00edcio do seu mandato, em janeiro de 2020. As organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m destacaram que o governo tem restringido o acesso a informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, o que se agravou no contexto da pandemia.<\/p>\n<p>Mais recentemente,\u00a0em maio, a entrada em vigor da chamada &#8220;Lei das ONGs&#8221; na Guatemala foi condenada por diversas entidades internacionais,\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.oas.org\/pt\/cidh\/jsForm\/?File=\/pt\/cidh\/prensa\/notas\/2021\/128.asp\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.oas.org\/es\/CIDH\/jsForm\/?File=\/es\/cidh\/prensa\/comunicados\/2021\/128.asp\">incluindo a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos<\/a>. O conjunto de medidas d\u00e1 ao governo um amplo controle dessas organiza\u00e7\u00f5es, incluindo associa\u00e7\u00f5es de imprensa e meios jornal\u00edsticos sem fins lucrativos,\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/news\/proposta-de-lei-das-ongs-ameaca-a-liberdade-de-imprensa-e-o-jornalismo-independente-na-guatemala\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/cpj.org\/es\/2021\/05\/propuesta-de-ley-de-las-ong-amenaza-la-libertad-de-prensa-y-el-periodismo-independiente-en-guatemala\/\">afirmou o CPJ<\/a>. Al\u00e9m disso, a lei possibilita que o Estado, por meio de uma decis\u00e3o unilateral, feche uma ONG por considerar que a organiza\u00e7\u00e3o \u201cviolou a ordem p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>Diante desse contexto, a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/\">LatAm Journalism Review<\/a> (LJR) falou com representantes de tr\u00eas meios digitais na Guatemala, que contaram os principais desafios para fazer jornalismo investigativo no pa\u00eds e tamb\u00e9m como est\u00e3o inovando e investindo em novas estrat\u00e9gias narrativas e de neg\u00f3cios.<\/p>\n<h4>Agencia Ocote<\/h4>\n<div style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Fundadores-Agencia-Ocote-768x512.jpg\" alt=\"jornalismo investigativo na Guatemala\" width=\"768\" height=\"512\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Julio Serrano, Alejandra Guti\u00e9rrez Valdiz\u00e1n (meio) e Luc\u00eda Reinoso, da Ag\u00eancia Ocote. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p>Os s\u00f3cios fundadores da\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.agenciaocote.com\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.agenciaocote.com\/\">Agencia Ocote<\/a>\u00a0passaram dois anos planejando o novo meio digital, inclusive elaborando o plano estrat\u00e9gico e de sustentabilidade, at\u00e9 o seu lan\u00e7amento, em 2019.<\/p>\n<p>Segundo Alejandra Guti\u00e9rrez Valdiz\u00e1n, cofundadora, coordenadora geral e diretora editorial de Ocote, a motiva\u00e7\u00e3o de criar o ve\u00edculo partiu de identificar necessidades espec\u00edficas do p\u00fablico e ter um espa\u00e7o para explorar narrativas transm\u00eddia.<\/p>\n<p>&#8220;Uma quest\u00e3o que sempre esteve presente era essa necessidade de que n\u00f3s, mulheres, sejamos fundadoras e, principalmente, diretoras de meios de comunica\u00e7\u00e3o, porque acreditamos que n\u00e3o se trata apenas de ter um enfoque de g\u00eanero e [tratar de] quest\u00f5es voltadas \u00e0s mulheres, mas tamb\u00e9m mudar algumas din\u00e2micas dentro das reda\u00e7\u00f5es de jornalismo&#8221;, disse Guti\u00e9rrez \u00e0 LJR.<\/p>\n<p>Dos fundadores, tr\u00eas continuam na Ocote: um homem, Julio Serrano Echeverr\u00eda, que \u00e9 artista audiovisual e poeta, e duas mulheres, Luc\u00eda Reinoso Flores, especializada em produ\u00e7\u00e3o audiovisual e em comunica\u00e7\u00e3o digital, e Guti\u00e9rrez, que \u00e9 jornalista.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo, cujo foco \u00e9 o jornalismo de profundidade, tem alguns temas priorit\u00e1rios de cobertura, que chamam de linhas program\u00e1ticas. Uma delas \u00e9 mulher e diversidade e outra trata de meios de comunica\u00e7\u00e3o, que inclui acompanhar e fazer perfis de jornalistas amea\u00e7ados no pa\u00eds. Essa linha program\u00e1tica tamb\u00e9m engloba o projeto de fact-checking de Ocote, chamado\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.agenciaocote.com\/proyectos\/factica\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.agenciaocote.com\/proyectos\/factica\/\">F\u00e1ctica<\/a>, que participa de redes de fact-checking como a\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/projeto-colaborativo-de-fact-checking-na-america-latina-faz-plataforma-sobre-coronavirus-para-ajudar-jornalistas\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/projeto-colaborativo-de-fact-checking-na-america-latina-faz-plataforma-sobre-coronavirus-para-ajudar-jornalistas\/\">Latam Chequea<\/a>.<\/p>\n<p>Outro tema importante \u00e9 a cultura, que a ag\u00eancia entende n\u00e3o apenas como entretenimento, mas como &#8220;uma explica\u00e7\u00e3o social e ato pol\u00edtico&#8221;. Por fim, h\u00e1 uma linha program\u00e1tica sobre meio ambiente e outra sobre mem\u00f3ria hist\u00f3rica e Justi\u00e7a, porque, segundo Guti\u00e9rrez, o pa\u00eds vive em uma &#8220;sociedade do p\u00f3s-guerra&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Olha, na Guatemala houve uma guerra de 36 anos e ainda existem julgamentos transicionais, por exemplo, e acreditamos que essa cobertura ainda \u00e9 importante, porque parece que a quest\u00e3o j\u00e1 passou, mas n\u00e3o&#8221;, explica ela.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Guti\u00e9rrez destaca a participa\u00e7\u00e3o de Ocote no\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/guatemalaleaks.org\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/guatemalaleaks.org\/\">Guatemala Leaks,\u00a0<\/a>uma rede de meios que faz um &#8220;jornalismo investigativo mais cl\u00e1ssico sobre corrup\u00e7\u00e3o e impunidade&#8221;, bem como de projetos de cobertura sobre a COVID-19, como o programa de <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/saludconlupa.com\/\">Salud con Lupa<\/a>, um ve\u00edculo de ci\u00eancia e sa\u00fade.<\/p>\n<p>O plano de Ocote \u00e9 ampliar, aos poucos, as linhas program\u00e1ticas. Esses temas foram escolhidos, afirma Guti\u00e9rrez, n\u00e3o s\u00f3 por serem importantes e do seu interesse, mas tamb\u00e9m porque eles acreditam ser \u00e1reas &#8220;em que a imprensa tradicional ou outros meios n\u00e3o est\u00e3o cobrindo com a profundidade ou periodicidade que se requer&#8221;.<\/p>\n<p>Um diferencial de Ocote, conta Guti\u00e9rrez, \u00e9 uma abordagem multidisciplinar, em que experimentam com a colabora\u00e7\u00e3o entre jornalismo, ci\u00eancias sociais e as artes. Segundo ela, os m\u00e9todos cl\u00e1ssicos do jornalismo investigativo e de profundidade t\u00eam um peso maior nos trabalhos, mas a ag\u00eancia busca sempre apresentar o conte\u00fado de uma forma diferente.<\/p>\n<p>&#8220;Lan\u00e7amos um\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/estaciondelsilencio.agenciaocote.com\/category\/desaparecidas\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/estaciondelsilencio.agenciaocote.com\/category\/desaparecidas\/\">especial regional<\/a> no ano passado, coordenado por Ocote, que fizemos com El Faro [de El Salvador] e ContraCorriente [de Honduras], e a maior parte era jornalismo de dados e reportagens puras e duras sobre viol\u00eancia contra mulheres, mas havia outra parte em que os artistas tamb\u00e9m faziam uma releitura do trabalho jornal\u00edstico, eles faziam um trabalho visual sobre isso&#8221;.<\/p>\n<p>Para Guti\u00e9rrez, os piores ataques contra a reda\u00e7\u00e3o aconteceram em retalia\u00e7\u00e3o a investiga\u00e7\u00f5es sobre temas relacionados a mulheres e ass\u00e9dios. Foram amea\u00e7as, intimida\u00e7\u00f5es e tentativas de descredibilizar os jornalistas e o meio vindas, muitas vezes, de contas an\u00f4nimas. &#8220;Existem grupos de desinforma\u00e7\u00e3o, grupos muito conservadores na Guatemala [&#8230;] que, bom, tamb\u00e9m est\u00e3o de olho em n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, ela destaca que s\u00e3o os jornalistas comunit\u00e1rios, que trabalham fora da capital, os que correm maior risco no pa\u00eds. &#8220;Eu n\u00e3o ousaria nos comparar.&#8221;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s completar dois anos de funcionamento, a Ocote tem, atualmente, uma reda\u00e7\u00e3o de 12 pessoas. O meio se financia, principalmente, com fundos doados por organiza\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Al\u00e9m disso, est\u00e3o investindo em projetos editoriais e em viabilizar contribui\u00e7\u00f5es financeiras por parte de leitores e j\u00e1 mant\u00eam, desde 2018, uma ag\u00eancia que vende servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Agencia Prensa Comunitaria Kil\u00f3metro 169<\/h4>\n<p>A\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.prensacomunitaria.org\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.prensacomunitaria.org\/\">ag\u00eancia Prensa Comunitaria Kil\u00f3metro 169<\/a>\u00a0surgiu em 2012 e recebeu esse nome em refer\u00eancia\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ciperchile.cl\/2012\/10\/11\/totonicapan-la-historia-de-la-ultima-masacre-en-guatemala\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.ciperchile.cl\/2012\/10\/11\/totonicapan-la-historia-de-la-ultima-masacre-en-guatemala\/\">a um massacre de ind\u00edgenas<\/a> por for\u00e7as de seguran\u00e7a que ocorreu no mesmo ano, no departamento de Totonicap\u00e1n, conta o soci\u00f3logo Francisco Sim\u00f3n Francisco, investigador e jornalista do ve\u00edculo. &#8220;Prensa Comunitaria deu esse outro nome, quil\u00f4metro 169, em homenagem ao massacre que ocorreu no km 169&#8221;, explicou ele, em entrevista \u00e0 LJR.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo, com foco comunit\u00e1rio e multidisciplinar, \u00e9 formado por uma equipe de ind\u00edgenas e mesti\u00e7os, de heran\u00e7a \u00e9tnica mista. Quinze pessoas integram a equipe fixa, mas h\u00e1 um total de 45 correspondentes nos departamentos do pa\u00eds, entre jornalistas, acad\u00eamicos e cientistas sociais. Para se financiar, realizam consultorias, vendem servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e participam de editais de fundos de filantropia e bolsas.<\/p>\n<p>A sede \u00e9 na capital, e os correspondentes ficam espalhados em v\u00e1rios departamentos do pa\u00eds, principalmente nas \u00e1reas rurais e territ\u00f3rios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos nas comunidades, somos parte dos acontecimentos, somos sujeitos dos acontecimentos [que reportamos]&#8221;, disse Sim\u00f3n.<\/p>\n<p>Segundo ele, o ve\u00edculo decidiu cobrir a crise humanit\u00e1ria decorrente da &#8220;imposi\u00e7\u00e3o do modelo extrativista&#8221; no pa\u00eds e, junto com isso, tem\u00e1ticas relacionadas ao feminismo, povos ind\u00edgenas e migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_365621\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/PrensaImage.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-365621\" class=\"wp-image-365621 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/PrensaImage-771x492.png\" alt=\"jornalismo investigativo Guatemala\" width=\"771\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/PrensaImage-771x492.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/PrensaImage-336x214.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/PrensaImage-768x490.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/PrensaImage.png 826w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-365621\" class=\"wp-caption-text\">Francisco Sim\u00f3n Francisco, rep\u00f3rter investigativo da Prensa Comunitaria. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p>&#8220;Nosso interesse \u00e9 mostrar os esfor\u00e7os que realizam e as situa\u00e7\u00f5es amea\u00e7adoras por que passam esses povos em seus territ\u00f3rios, como a din\u00e2mica de expropria\u00e7\u00e3o por hidrel\u00e9tricas, minera\u00e7\u00e3o e monocultura&#8221;, conta ele, que come\u00e7ou a trabalhar na Prensa Comunitaria em 2014.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eles reportam sobre a crise humanit\u00e1ria causada pelos <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/news.un.org\/pt\/story\/2020\/11\/1733172\">furac\u00f5es Eta e Lota<\/a>, que atingiram o pa\u00eds no ano passado, e temas relacionados \u00e0 liberdade de imprensa e de express\u00e3o. Respons\u00e1vel pelo Programa de Autocuidado e Prote\u00e7\u00e3o a Jornalistas Comunit\u00e1rios de Prensa Comunitaria, Sim\u00f3n afirma que seu objetivo \u00e9 &#8220;dignificar esse trabalho comunit\u00e1rio, com reconhecimento social e legal&#8221;. Isso porque, de acordo com ele, n\u00e3o h\u00e1 um marco legal que regule a profiss\u00e3o do jornalista comunit\u00e1rio, que sofre com racismo e discrimina\u00e7\u00e3o, inclusive com persegui\u00e7\u00e3o judicial e criminaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Na Guatemala, embora seja verdade que existam leis que garantem e defendem a liberdade de imprensa e express\u00e3o, n\u00e3o existe nenhuma lei que reconhe\u00e7a o trabalho realizado por jornalistas ou comunicadores nas prov\u00edncias. Muitas vezes a pr\u00f3pria sociedade n\u00e3o os reconhece&#8221;.<\/p>\n<p>Por isso, ele afirma ainda que o jornalista comunit\u00e1rio est\u00e1 mais exposto a riscos. Sim\u00f3n diz que os colaboradores da Prensa Comunitaria j\u00e1 foram v\u00edtimas de agress\u00f5es f\u00edsicas, censura e amea\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;O risco, pelo menos para n\u00f3s que praticamos jornalismo com m\u00e9todos de ci\u00eancias sociais, \u00e9 alto, porque nossas investiga\u00e7\u00f5es s\u00e3o de longo prazo e com trabalho de campo. Visitamos [as comunidades] e l\u00e1 nos encontramos com o crime organizado, tr\u00e1fico de drogas e os coiotes&#8221;, explica ele.<\/p>\n<p>Sim\u00f3n afirma que, muitas vezes, os ataques contra jornalistas s\u00e3o cometidos por autoridades e funcion\u00e1rios p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&#8220;Um promotor do Minist\u00e9rio P\u00fablico obrigou [uma jornalista] a apagar algumas fotos que ela tirou de uma situa\u00e7\u00e3o de assassinato na comunidade. Ou seja, a restri\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio do jornalismo n\u00e3o \u00e9 feita apenas pelas autoridades locais, pelo governo, mas tamb\u00e9m pelo juiz, pelo procurador&#8221;, contou.<\/p>\n<h4>No-Ficci\u00f3n<\/h4>\n<div id=\"attachment_365622\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NoFicciona.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-365622\" class=\"wp-image-365622 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NoFicciona-771x414.png\" alt=\"jornalismo investigativo na Guatemala\" width=\"771\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NoFicciona-771x414.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NoFicciona-336x180.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NoFicciona-768x412.png 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NoFicciona.png 1129w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-365622\" class=\"wp-caption-text\">A equipe editorial da No-Ficci\u00f3n. Imagem: captura de tela<\/p><\/div>\n<p>O meio digital\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.no-ficcion.com\/\" data-cke-saved-href=\"http:\/\/www.no-ficcion.com\">No-Ficci\u00f3n<\/a>\u00a0come\u00e7ou a ser planejado em 2017 e foi lan\u00e7ado no ano seguinte por cinco jornalistas, que tinham passado pelo ve\u00edculo Plaza P\u00fablica e estavam trabalhando como freelancers. A ideia, segundo Oswaldo J. Hern\u00e1ndez, jornalista e cofundador do No-Ficci\u00f3n, era ter um enfoque coletivo, que evitasse as armadilhas do ego jornal\u00edstico.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o unipessoais, ou seja, s\u00f3 o diretor ou diretora se destaca, o nome dele \u00e9 o que aparece, e quando algo acontece com o diretor, todo o projeto desmorona&#8221;, afirmou Hern\u00e1ndez \u00e0\u00a0LJR.<\/p>\n<p>A proposta do coletivo era preencher um vazio informativo. Hern\u00e1ndez diz que, na Guatemala, os meios tradicionais cobrem a agenda di\u00e1ria, e os meios digitais alternativos lutam para fazer essa mesma cobertura, mas com uma equipe menor. O coletivo acreditava, ent\u00e3o, que faltava uma an\u00e1lise estrutural e, assim, faltava &#8220;contar bem o pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O que nos propusemos foi partir da ideia: n\u00e3o vamos contar para voc\u00eas o que est\u00e1 acontecendo, mas por que est\u00e1 acontecendo, por que chegamos a essa crise conjuntural. A gente v\u00ea que a Guatemala passa de crise em crise, de esc\u00e2ndalo em esc\u00e2ndalo, mas ningu\u00e9m conseguia dar sentido a isso, porque quando voc\u00ea lida com esse cen\u00e1rio, voc\u00ea tem informa\u00e7\u00f5es dispersas na m\u00eddia tradicional, sem um sentido l\u00f3gico&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>E, para contar bem o pa\u00eds, No-Ficci\u00f3n aposta em tr\u00eas aspectos: a narrativa, a investiga\u00e7\u00e3o e os dados, que \u00e9 o slogan do coletivo. Hoje o ve\u00edculo conta com dez profissionais e se mant\u00e9m por meio de fundos nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>No-Ficci\u00f3n foca a sua cobertura em temas como transpar\u00eancia e corrup\u00e7\u00e3o, crime organizado e justi\u00e7a, meio ambiente, interculturalidade (diversidade de culturas na Am\u00e9rica Central) e servi\u00e7os p\u00fablicos \u2013 que inclui direitos humanos, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p>De acordo com Hern\u00e1ndez, um dos momentos mais tensos, em termos de ataques, foi quando receberam intimida\u00e7\u00f5es de dirigentes esportivos, quando estavam investigando a corrup\u00e7\u00e3o no setor. Ele adverte que os jornalistas n\u00e3o devem &#8220;se vitimizar&#8221; e diz que, na sua reda\u00e7\u00e3o, eles tomam certos cuidados, como melhorar a seguran\u00e7a digital e investir em parcerias com organiza\u00e7\u00f5es que apoiam defensores de direitos humanos.<\/p>\n<p>As alian\u00e7as, segundo ele, servem para aumentar a influ\u00eancia e incid\u00eancia do meio entre outros pa\u00edses da regi\u00e3o, porque, ao se tornarem mais conhecidos, se sentem mais protegidos. Ao mesmo tempo, a rede regional de meios pode ajudar a encontrar um abrigo em outro pa\u00eds, caso algum jornalista precise sair da Guatemala de forma emergencial.<\/p>\n<p>Hern\u00e1ndez conta que se preocupa com grupos chamados pela Comiss\u00e3o Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), das Na\u00e7\u00f5es Unidas, de\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-america-latina-49517442\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-america-latina-49517442\">&#8220;redes pol\u00edtico-econ\u00f4micas il\u00edcitas&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Um fen\u00f4meno na Guatemala \u00e9 que os corpos ilegais e os aparatos de seguran\u00e7a clandestinos que trabalhavam na intelig\u00eancia do Estado na d\u00e9cada de 1980 ainda persistem hoje. J\u00e1 recebemos intimida\u00e7\u00f5es desses grupos &#8230; S\u00e3o um corpo paralelo clandestino [&#8230;], s\u00e3o funcion\u00e1rios do Estado, mas ao mesmo tempo t\u00eam suas confrarias fora do Estado com advogados, empres\u00e1rios e com todas as engrenagens, inclusive o tr\u00e1fico de drogas&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Hern\u00e1ndez afirma que esses grupos t\u00eam o h\u00e1bito de fazer fichas dos jornalistas e que os nomes dos profissionais de No-Ficci\u00f3n costumam aparecer nessas listas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da seguran\u00e7a, Hern\u00e1ndez cita a falta de transpar\u00eancia por parte das autoridades e funcion\u00e1rios p\u00fablicos como uma das dificuldades para fazer jornalismo investigativo na Guatemala. Segundo ele, recentemente, os pedidos de informa\u00e7\u00e3o feitos seguindo a lei de acesso n\u00e3o est\u00e3o mais sendo cumpridos. Os dados at\u00e9 s\u00e3o enviados, mas demoram muito.<\/p>\n<p>&#8220;Sim, entregam a informa\u00e7\u00e3o, mas te cansam, te esgotam, e voc\u00ea at\u00e9 precisa entrar com recursos legais para ver se te entregam&#8221;.<\/p>\n<p>Para ele, houve uma piora na transpar\u00eancia com a chegada de Giammattei ao cargo de presidente. &#8220;H\u00e1 uma retic\u00eancia maior dos funcion\u00e1rios para entregar informa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Hern\u00e1ndez menciona ainda a lei das ONGs como uma amea\u00e7a e afirma que o pa\u00eds est\u00e1 vivendo um retrocesso, ap\u00f3s anos de avan\u00e7o com a CICIG. De acordo com ele, esse per\u00edodo de luta contra a corrup\u00e7\u00e3o foi &#8220;uma primavera&#8221;, na qual &#8220;at\u00e9 o presidente\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2015\/09\/presidente-da-guatemala-renuncia-por-acusacoes-de-corrupcao-20150903051502938217.html\" data-cke-saved-href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2015\/09\/presidente-da-guatemala-renuncia-por-acusacoes-de-corrupcao-20150903051502938217.html\">teve que renunciar<\/a>&#8221; e &#8220;foi poss\u00edvel atingir o poder tradicional&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, ele afirma que esses setores se articularam em um contra-ataque.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse momento, eles cooptaram o Tribunal Constitucional, [&#8230;] o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a e as c\u00e2maras de recurso, o Congresso da Rep\u00fablica e o Poder Executivo, a Presid\u00eancia. A dificuldade que temos como jornalistas \u00e9 enfrentar aquele monstro que se est\u00e1 criando e que luta pela impunidade e pelo decl\u00ednio de toda credibilidade democr\u00e1tica, e eles nos negam documentos e negam fontes&#8221;.<\/p>\n<p>Hern\u00e1ndez afirma que, &#8220;quando um Estado se torna autorit\u00e1rio&#8221;, h\u00e1 um &#8220;campo f\u00e9rtil para reportagens investigativas&#8221;, mas isso tamb\u00e9m preocupa pela seguran\u00e7a dos jornalistas.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos vendo um sistema autorit\u00e1rio que est\u00e1 se desenvolvendo gradativamente, n\u00e3o \u00e9 como em El Salvador, que j\u00e1 \u00e9 evidente, mas na Guatemala est\u00e1 ocorrendo gradativamente. Sim, notamos que o Estado est\u00e1 se articulando de forma preocupante&#8221;.<\/p>\n<p><em>Este artigo <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-na-guatemala-lutam-contra-ameacas-e-falta-de-transparencia-para-fazer-jornalismo-investigativo-e-comunitario\/\">apareceu pela primeira vez<\/a> na <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/\">LatAm Journalism Review<\/a> em 16 de junho de 2021 e est\u00e1 republicado aqui com permiss\u00e3o. Esta vers\u00e3o foi editada.<\/em><\/p>\n<h4>Recursos Adicionais<\/h4>\n<p class=\"entry-title\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/07\/27\/sob-ataque-reportagens-e-investigacoes-corajosas-do-site-salvadorenho-el-faro\/\"><em>Sob ataque: reportagens e investiga\u00e7\u00f5es corajosas do site salvadorenho El Faro<\/em><\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2020\/05\/04\/how-latin-american-media-outlets-are-collaborating-on-covid-19-investigations\/\"><em>Como os meios de comunica\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina est\u00e3o colaborando nas investiga\u00e7\u00f5es do COVID-19<\/em><\/a><em> (ingl\u00eas)<\/em><\/p>\n<p class=\"entry-title\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/08\/03\/como-investigar-feminicidio-um-guia-da-gijn\/\"><em>Como investigar feminic\u00eddio: um guia da GIJN<\/em><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MarinaLatAm.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-364535 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MarinaLatAm-140x140.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MarinaLatAm-140x140.png 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MarinaLatAm-60x60.png 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><em><strong><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/staff\/marina-estarque\/\">Marina Estarque<\/a><\/strong> \u00e9 uma jornalista brasileira que vive em S\u00e3o Paulo. Trabalhou em ve\u00edculos de not\u00edcias brasileiras como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Dia. Foi correspondente no Brasil para a emissora internacional da Alemanha, a Deutsche Welle, e rep\u00f3rter de r\u00e1dio para a DW \u00c1frica na Alemanha.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalistas de tr\u00eas ve\u00edculos de m\u00eddia digital da Guatemala detalham as estrat\u00e9gias e ferramentas que est\u00e3o usando para sobreviver e produzir hist\u00f3rias investigativas de qualidade em um ambiente de crescentes restri\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":1093871,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[11427,4732,11428],"gijn_topic":[19038],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[],"class_list":["post-370889","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-guatemana","tag-jornalismo-investigativo","tag-midia-independente","gijn_topic-liberdade-de-imprensa","gijn_language-pt-pt-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1093871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370889"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=370889"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=370889"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=370889"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=370889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}