{"id":356144,"date":"2021-07-09T04:02:41","date_gmt":"2021-07-09T08:02:41","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=356144"},"modified":"2023-06-25T07:32:03","modified_gmt":"2023-06-25T11:32:03","slug":"silenciando-a-imprensa-uma-decada-de-assassinatos-de-jornalistas-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/silenciando-a-imprensa-uma-decada-de-assassinatos-de-jornalistas-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Silenciando a imprensa: uma d\u00e9cada de assassinatos de jornalistas na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/07\/05\/silencing-the-press-a-decade-of-journalist-murders-in-latin-america\/\"><strong>English<\/strong><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_350275\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7145368201_4fefc9c631_b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-350275\" class=\"wp-image-350275 size-large\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7145368201_4fefc9c631_b-771x514.jpg\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"514\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7145368201_4fefc9c631_b-771x514.jpg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7145368201_4fefc9c631_b-336x224.jpg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7145368201_4fefc9c631_b-768x512.jpg 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7145368201_4fefc9c631_b.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-350275\" class=\"wp-caption-text\">Um manifestante segura um cartaz de <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/en\/news\/mexico-press-freedom-organisations-demand-re-opening-regina-martinez-investigation\">Regina Mart\u00ednez, jornalista mexicana morta em 2012.<\/a> O cartaz diz: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o mata a verdade matando o jornalista\u201d. Imagem: CIMAC \/ Creative Commons<\/p><\/div>\n<p>Apura\u00e7\u00f5es envolvendo pol\u00edtica, corrup\u00e7\u00e3o e crime organizado em cidades pequenas e m\u00e9dias no Brasil, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e Honduras est\u00e3o na origem dos 139 casos de assassinatos de comunicadores identificados pela Rep\u00f3rteres sem Fronteiras (RSF) entre 2011 e 2020. Metade dos jornalistas j\u00e1 havia registrado ter recebido amea\u00e7as por conta de seu trabalho.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do projeto \u201c<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/pt\/noticia\/rsf-lanca-projeto-de-pesquisa-sobre-programas-de-protecao-jornalistas-na-america-latina\">Sob Risco \u2013 An\u00e1lise dos programas de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas na Am\u00e9rica Latina<\/a>\u201d, apoiado pela UNESCO, a RSF analisa as principais formas de execu\u00e7\u00e3o de jornalistas para melhor compreender os desafios colocados ao programas de prote\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o. Para este estudo, a RSF se baseou nas informa\u00e7\u00f5es de seu <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/pt\/barometro\">Bar\u00f4metro<\/a>, que registra as principais agress\u00f5es cometidas contra jornalistas no mundo.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina foi, em 2020, a regi\u00e3o com o maior n\u00famero de jornalistas mortos em fun\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Juntos, os quatro pa\u00edses citados acima foram palco de <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/fr.unesco.org\/themes\/safety-journalists\/observatory\">80% dos assassinatos de jornalistas<\/a> cometidos nesta parte do mundo durante o per\u00edodo de 10 anos, de acordo com dados coletados pela RSF.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos dados foi feita em parceria com o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/voltdata.info\/\">Volt Data Lab<\/a>, que produziu os gr\u00e1ficos que ilustram esta publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos dados revela ainda que 39% deles cobriam temas relacionados \u00e0 pol\u00edtica. Outros temas mais frequentemente cobertos pelos jornalistas assassinados s\u00e3o crime organizado e corrup\u00e7\u00e3o. Os alvos priorit\u00e1rios s\u00e3o exatamente os jornalistas que est\u00e3o nas ruas, denunciando e criticando ilegalidades em suas cidades.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-thumbnail\" src=\"https:\/\/rsf.org\/sites\/default\/files\/visao_geral.png\" width=\"4800\" height=\"5984\" \/><\/p>\n<h4>Execu\u00e7\u00f5es planejadas<\/h4>\n<p>O uso da express\u00e3o \u201calvo\u201d n\u00e3o \u00e9 utilizado \u00e0 toa. Em 92% dos casos analisados, a circunst\u00e2ncia do crime revela que os agressores conscientemente visaram um jornalista espec\u00edfico. Do total de mortes ocorridas entre 2011 e 2020, somente 7,2% (10 casos de um total 139) ocorreram durante coberturas de risco, quando o jornalista acabou sendo atingido de maneira n\u00e3o necessariamente intencional.<\/p>\n<p>Embora uma parte dos jornalistas tenha sido atingida dentro de seu local de trabalho, como na reda\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo ou em frente a sede da emissora ou do jornal, a maioria (58%) foi alvejada nas proximidades de sua resid\u00eancia ou a caminho de casa ou do trabalho. As circunst\u00e2ncias nas quais uma grande parte desses crimes foi cometida se mostram id\u00eanticas: os jornalistas vinham sendo vigiados por seus agressores e sua execu\u00e7\u00e3o foi claramente planejada por assassinos profissionais.<\/p>\n<h4>Uma maioria de v\u00edtimas masculinas e vivendo em cidades pequenas<\/h4>\n<p>A maior parte das v\u00edtimas (93%) \u00e9 de homens. A minoria de jornalistas do sexo feminino vitimadas, entretanto, n\u00e3o permite afirmar que as mulheres est\u00e3o mais protegidas. Na Am\u00e9rica Latina, onde <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whomakesthenews.org\/wp-content\/uploads\/who-makes-the-news\/Imported\/reports_2015\/regional\/America_latina.pdf\">41% dos rep\u00f3rteres s\u00e3o mulheres<\/a>, as comunicadoras s\u00e3o silenciadas por violentas campanhas de amea\u00e7a e ass\u00e9dio, praticadas geralmente no ambiente digital, contra elas e suas fam\u00edlias, \u00e0s vezes diretamente por aqueles que ocupam espa\u00e7os de poder.<\/p>\n<p>O estudo da RSF mostra ainda que os jornalistas que atuam em cidades menores correm mais risco. Entre aqueles que perderam a vida, 56% viviam em localidades com menos de 100 mil habitantes. E ao menos 54% dos jornalistas assassinados em cidades com popula\u00e7\u00e3o entre 100 mil e 500 mil habitantes \u2013 consideradas como m\u00e9dias no Brasil, M\u00e9xico e Col\u00f4mbia \u2013 j\u00e1 haviam recebido amea\u00e7as antes de serem executados.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam para um padr\u00e3o diverso daquele que pode ser imaginado popularmente, do jornalista investigativo de uma grande capital, que trabalha para um grande ve\u00edculo e que perde a vida ao fazer den\u00fancias de impacto nacional. Pelo contr\u00e1rio, a maior parte dos jornalistas que foram eliminados no Brasil, no M\u00e9xico, na Col\u00f4mbia e em Honduras entre 2011 e 2020 viviam longe dos grandes centros, trabalhavam muitas vezes em situa\u00e7\u00f5es precarizadas, para mais de um ve\u00edculo, e cobriam temas que tocavam muito de perto os detentores do poder local e suas comunidades.<\/p>\n<h4>A urg\u00eancia de programas de prote\u00e7\u00e3o mais efetivos<\/h4>\n<p>Outro dado bastante relevante mostrado pelo estudo \u00e9 que uma parte importante das 139 mortes registradas poderia ter sido evitada. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/sites\/default\/files\/_nota_metodologica_pt.docx.pdf\">Pelo menos 45% das v\u00edtimas j\u00e1 haviam recebido amea\u00e7as<\/a> e as registrado publicamente &#8211; seja para os ve\u00edculos para os quais trabalhavam, seja em suas p\u00e1ginas pessoais em redes sociais, seja para as pr\u00f3prias for\u00e7as de seguran\u00e7a nas cidades em que viviam.<\/p>\n<p>Entretanto, somente 10 jornalistas entre os 139 casos analisados \u2013 nenhum deles mulheres \u2013 contavam com medidas de prote\u00e7\u00e3o do Estado. O n\u00famero representa 7,2% do total das v\u00edtimas, e cerca de 16% daqueles que haviam registrado amea\u00e7as. Tais dados levantam para a RSF o questionamento de por que apenas uma minoria de jornalistas vitimados contava com medidas de prote\u00e7\u00e3o. E por que 10 jornalistas que contavam com medidas de seguran\u00e7a perderam a vida neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Apesar de Brasil, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e Honduras n\u00e3o serem pa\u00edses oficialmente em guerra, seus n\u00fameros preocupam. Ao final de 2020, o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/sites\/default\/files\/balence_2020.pdf\">Balan\u00e7o anual da RSF<\/a> revelou o M\u00e9xico como o pa\u00eds mais perigoso para a profiss\u00e3o em todo o mundo, com pelo menos oito casos de jornalistas executados, \u00e0s vezes de maneira selvagem, por terem investigado os v\u00ednculos entre o crime organizado e a classe pol\u00edtica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-thumbnail\" src=\"https:\/\/rsf.org\/sites\/default\/files\/topicos.png\" width=\"4800\" height=\"5468\" \/><\/p>\n<h4>Viol\u00eancia estrutural<\/h4>\n<p>Considerada a forma mais extrema de censura existente, o assassinato de jornalistas \u00e9, entretanto, apenas a ponta do iceberg de uma espiral de viol\u00eancia contra a imprensa. Uma pr\u00e1tica que faz parte de um cen\u00e1rio mais amplo de amea\u00e7as permanentes e de viol\u00eancia estrutural na regi\u00e3o, que atinge de maneira sistem\u00e1tica defensores e defensoras de direitos humanos e todos que trazem a p\u00fablico den\u00fancias contra grupos poderosos \u2013 seja o poder pol\u00edtico formalmente institu\u00eddo, seja o poder paralelo de organiza\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n<p>Quando um pa\u00eds \u00e9 palco de uma situa\u00e7\u00e3o estrutural de viol\u00eancia contra a imprensa, n\u00e3o \u00e9 apenas a liberdade de express\u00e3o individual desses jornalistas que \u00e9 afetada, mas tamb\u00e9m o direito coletivo \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de toda uma sociedade. Para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, \u201co exerc\u00edcio do jornalismo s\u00f3 pode acontecer livremente quando as pessoas que o realizam n\u00e3o s\u00e3o v\u00edtimas de amea\u00e7as ou de agress\u00f5es f\u00edsicas, ps\u00edquicas ou morais, ou de outros atos de hostilidade\u201d.<\/p>\n<p>Esses comunicadores foram permanentemente silenciados em fun\u00e7\u00e3o do contexto pol\u00edtico e de seguran\u00e7a p\u00fablica no local em que viviam, que n\u00e3o lhes garantiu as condi\u00e7\u00f5es para exercer sua profiss\u00e3o em seguran\u00e7a. Al\u00e9m disso, a maior parte dos ve\u00edculos para os quais trabalhavam era muito fr\u00e1gil para assegurar sua prote\u00e7\u00e3o e 10% deles eram jornalistas totalmente independentes ou que colaboravam com r\u00e1dios comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Entender como as pol\u00edticas p\u00fablicas nacionais voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de jornalistas podem contribuir para mudar essa triste realidade \u00e9 um dos desafios do projeto Sob Risco, que conta com o apoio da UNESCO. Ele visa a avaliar a implementa\u00e7\u00e3o e efetividade dos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a comunicadores nesses quatro pa\u00edses. Entendendo como dever dos Estados garantir condi\u00e7\u00f5es para o livre e seguro exerc\u00edcio do jornalismo, ao final do do projeto a RSF apresentar\u00e1 ao poder p\u00fablico um informe detalhado com recomenda\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que possam contribuir para o fortalecimento dessas iniciativas.<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 uma vers\u00e3o editada de um artigo publicado pela Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/pt\/relacoes\/2011-2020-balanco-dos-assassinatos-de-jornalistas-confirma-importancia-de-fortalecer-politicas-de\">Voc\u00ea pode ler o original aqui<\/a>. Foi republicado com permiss\u00e3o.<\/em><\/p>\n<h4>Recursos adicionais<\/h4>\n<p><em><a href=\"https:\/\/helpdesk.gijn.org\/support\/solutions\/articles\/14000036509-safety-and-security\">Centro de recursos da GIJN: Prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a<\/a> (ingl\u00eas)<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2021\/05\/17\/what-to-do-when-you-or-your-sources-are-being-followed\/\">O que fazer quando voc\u00ea &#8211; ou suas fontes &#8211; est\u00e3o sendo seguidos<\/a> (ingl\u00eas)<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/gijn.org\/safety-and-security\/\">Prote\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a para freelancers<\/a> (ingl\u00eas)<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/rsf.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-230832 alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/rsf-140x140.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/rsf-140x140.png 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/rsf-336x336.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/rsf-60x60.png 60w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/rsf.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><em>A <strong><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rsf.org\/pt\">Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras<\/a><\/strong>, ou RSF, da sigla em franc\u00eas, \u00e9 uma das ONGs l\u00edderes mundiais em defesa da liberdade de informa\u00e7\u00e3o e da imprensa livre. Uma ONG independente com status consultivo junto \u00e0 ONU, UNESCO e Conselho da Europa, tem sede em Paris, com escrit\u00f3rios em 10 cidades e correspondentes em 130 pa\u00edses.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 130 jornalistas foram mortos no Brasil, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e Honduras entre os anos 2011 e 2020, muitos deles atacados enquanto investigavam quest\u00f5es pol\u00edticas, corrup\u00e7\u00e3o e crime organizado. A RSF analisou os ataques e descobriu que metade dos jornalistas havia recebido amea\u00e7as relacionadas ao seu trabalho.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":1088019,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[4737,24865,716,11047,11050,9122,11049,11048,1336,24867,11051,11052,542,6349],"gijn_topic":[18816],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[],"class_list":["post-356144","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-brasil","tag-colombia-pt-br","tag-colombia-2","tag-conflitos-armados","tag-crime-organizado","tag-honduras","tag-impunidade","tag-liberdade-de-expressao","tag-mexico","tag-mexico-pt-br","tag-protecao-a-jornalistas","tag-reportagem","tag-rsf","tag-violencia","gijn_topic-noticias-e-analises","gijn_language-pt-pt-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356144\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1088019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356144"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=356144"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=356144"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=356144"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=356144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}