{"id":3285428,"date":"2026-09-28T06:48:02","date_gmt":"2026-09-28T10:48:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=3285428"},"modified":"2026-10-02T05:07:02","modified_gmt":"2026-10-02T09:07:02","slug":"guia-para-investigar-algoritmos-de-midias-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/recursos\/guia-para-investigar-algoritmos-de-midias-sociais\/","title":{"rendered":"Guia para investigar algoritmos de m\u00eddias sociais"},"content":{"rendered":"<p>Os impactos dos algoritmos das redes sociais s\u00e3o m\u00faltiplos: os feeds de not\u00edcias algor\u00edtmicos nas redes sociais amea\u00e7am desestabilizar pa\u00edses e governos em todo o mundo, impactar profundamente a sa\u00fade mental e destruir nossos relacionamentos. Aqui est\u00e3o alguns exemplos not\u00e1veis:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.hrw.org\/report\/2023\/12\/21\/metas-broken-promises\/systemic-censorship-palestine-content-instagram-and\">Conte\u00fado censurado de contas pr\u00f3-Palestina<\/a>.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/disinfo.africa\/is-ghana-the-next-target-for-russian-influence-operations-85bafa731b71\">Campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es falsas destinadas a fomentar a agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em Gana<\/a>.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.buzzfeednews.com\/article\/lamvo\/facebook-filter-bubbles-liberal-daughter-conservative-mom\">Uma m\u00e3e deixando de seguir a filha nas redes sociais porque as suas diferen\u00e7as pol\u00edticas s\u00e3o amplificadas online<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Cobrir os algoritmos das redes sociais pode assumir muitas formas. Algumas abordagens investigativas podem levar semanas e exigir conhecimentos de per\u00edcia digital e programa\u00e7\u00e3o. Mas muitas outras investiga\u00e7\u00f5es podem ser feitas com pouco ou nenhum conhecimento t\u00e9cnico, simplesmente rastreando conte\u00fado em diferentes contas ou realizando experimentos em plataformas sociais para ilustrar como eles causam danos.<\/p>\n<aside>Os algoritmos das redes sociais n\u00e3o s\u00e3o apenas extremamente complexos, como as empresas que os produzem tamb\u00e9m n\u00e3o divulgam seu funcionamento.<\/aside>\n<p>Independentemente da abordagem escolhida, as reportagens sobre a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos algoritmos das redes sociais exigem um pouco de criatividade. Isso se deve, em grande parte, ao fato de empresas privadas como a Meta ou o TikTok n\u00e3o serem obrigadas a divulgar como seus algoritmos s\u00e3o desenvolvidos. Al\u00e9m de eventuais <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/technology\/2021\/oct\/24\/frances-haugen-i-never-wanted-to-be-a-whistleblower-but-lives-were-in-danger\">vazamentos de documentos<\/a>, a maioria dos jornalistas precisar\u00e1 encontrar maneiras de fazer engenharia reversa para entender como os algoritmos funcionam ou, simplesmente, provar que eles causam danos ao disseminar conte\u00fado odioso ou enganoso.<\/p>\n<h2><b>O que s\u00e3o algoritmos e como funcionam?<\/b><\/h2>\n<p>Algoritmos s\u00e3o conjuntos de regras ou c\u00e1lculos criados para realizar uma tarefa. No contexto das m\u00eddias sociais, os algoritmos avaliam dados de entrada \u2014 informa\u00e7\u00f5es como o conte\u00fado que um usu\u00e1rio curtiu, quem s\u00e3o suas conex\u00f5es na plataforma ou com quais publica\u00e7\u00f5es ele interagiu \u2014 para determinar quais informa\u00e7\u00f5es o usu\u00e1rio ver\u00e1 em seu feed de not\u00edcias, linha do tempo ou feed de conte\u00fado e para prever com o que esses usu\u00e1rios t\u00eam maior probabilidade de interagir.<\/p>\n<p>Esses algoritmos s\u00e3o constantemente alterados por suas empresas propriet\u00e1rias e se tornaram cada vez mais sofisticados ao longo do tempo. O algoritmo do Facebook, por exemplo, recebe cerca de 10.000 sinais para prever com que tipos de publica\u00e7\u00f5es um usu\u00e1rio tem maior probabilidade de interagir, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/technology\/interactive\/2021\/how-facebook-algorithm-works\/\">de acordo com uma reportagem do The Washington Post de 2021<\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_2553615\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Washington-Post-2021-investigation-Facebook-algorithm-771x489-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2553615\" class=\"wp-image-2553615 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Washington-Post-2021-investigation-Facebook-algorithm-771x489-1.png\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Washington-Post-2021-investigation-Facebook-algorithm-771x489-1.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Washington-Post-2021-investigation-Facebook-algorithm-771x489-1-336x213.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Washington-Post-2021-investigation-Facebook-algorithm-771x489-1-768x487.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2553615\" class=\"wp-caption-text\">Em 2021, o The Washington Post fez uma an\u00e1lise aprofundada das mudan\u00e7as no algoritmo do Facebook e como isso afeta o que os usu\u00e1rios veem em seus feeds. Imagem: Captura de tela, The Washington Post<\/p><\/div>\n<p>Os algoritmos das redes sociais n\u00e3o s\u00e3o apenas extremamente complexos, como as empresas que os produzem tamb\u00e9m n\u00e3o divulgam seu funcionamento. Por isso, jornalistas investigativos se concentram principalmente nos efeitos nocivos desses algoritmos ao fazer jornalismo de presta\u00e7\u00e3o de contas sobre as plataformas. Isso pode incluir analisar os tipos de conte\u00fado que viralizam nessas plataformas, entender que tipo de v\u00eddeos podem ser exibidos para certos grupos vulner\u00e1veis, criar contas falsas para testar o funcionamento dos algoritmos ou investigar a dissemina\u00e7\u00e3o de trolls \u2014 tentativas intencionais de provocar ou &#8220;pescar&#8221; algu\u00e9m com publica\u00e7\u00f5es ofensivas ou inflamat\u00f3rias \u2014 ou de informa\u00e7\u00f5es falsas em uma plataforma.<\/p>\n<p>Cobrir not\u00edcias sobre a web social, tamb\u00e9m implica discutir o fluxo de informa\u00e7\u00f5es. Quando voc\u00ea est\u00e1 conduzindo investiga\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea, pode ser \u00fatil desenvolver um entendimento comum de termos e conceitos, j\u00e1 que muitos fen\u00f4menos que observamos online s\u00e3o exclusivos das m\u00eddias sociais.<\/p>\n<h2><b>Desinforma\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00f5es incorretas e discurso de \u00f3dio nas redes sociais: o que s\u00e3o e como se propagam?<\/b><\/h2>\n<p>Embora haja uma infinidade de recursos relevantes para jornalistas que cobrem o fluxo de informa\u00e7\u00f5es online, como o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.disinfo.eu\/publications\/disinformation-glossary-150-terms-to-understand-the-information-disorder\/\">gloss\u00e1rio de desinforma\u00e7\u00e3o<\/a> criado pela organiza\u00e7\u00e3o de pesquisa sem fins lucrativos EU DisinfoLab, tr\u00eas termos s\u00e3o os mais populares no discurso p\u00fablico: desinforma\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00f5es incorretas e discurso de \u00f3dio online.<\/p>\n<aside>\u00c9 igualmente importante para os jornalistas entender quem s\u00e3o os principais atores dentro de qualquer ecossistema midi\u00e1tico.<\/aside>\n<p><b>Informa\u00e7\u00f5es incorretas.<\/b> Esse termo \u00e9 frequentemente usado como um guarda-chuva para descrever uma infinidade de problemas online. Mas, na verdade, seu significado \u00e9 muito mais espec\u00edfico: informa\u00e7\u00f5es incorretas s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es falsas ou imprecisas que muitas vezes s\u00e3o acreditadas como verdadeiras por aqueles que as compartilham e disseminam. Por exemplo, em situa\u00e7\u00f5es de not\u00edcias de \u00faltima hora, as pessoas podem compartilhar, por engano, fotos de um evento diferente ou ocorrido no passado, pensando que elas est\u00e3o relacionadas \u00e0 not\u00edcia em desenvolvimento.<\/p>\n<p><b>Desinforma\u00e7\u00e3o<\/b> s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es criadas ou compartilhadas intencionalmente para enganar ou prejudicar. Por exemplo, durante a elei\u00e7\u00e3o presidencial dos EUA em 2016,<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2017\/09\/06\/technology\/facebook-russian-political-ads.html\"> uma investiga\u00e7\u00e3o conduzida pelos Comit\u00eas de Intelig\u00eancia do Senado e da C\u00e2mara dos Representantes dos EUA<\/a>, em coopera\u00e7\u00e3o com o Facebook, descobriu que agentes russos se fizeram passar por eleitores americanos e espalharam informa\u00e7\u00f5es falsas sobre protestos fict\u00edcios para gerar divis\u00e3o pol\u00edtica. A R\u00fassia negou qualquer interfer\u00eancia nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Discurso de \u00f3dio<\/b> \u00e9 outro tipo importante de informa\u00e7\u00e3o prejudicial que frequentemente se espalha online. Eles <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.pewresearch.org\/internet\/2021\/01\/13\/the-state-of-online-harassment\/\">expressam e incitam a viol\u00eancia contra um grupo com base em suas caracter\u00edsticas<\/a>, incluindo ra\u00e7a, religi\u00e3o, g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual. Por exemplo, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.buzzfeednews.com\/article\/meghara\/facebook-myanmar-rohingya-genocide\">l\u00edderes pol\u00edticos de Mianmar usaram o Facebook<\/a> para desumanizar e demonizar os rohingya, uma minoria \u00e9tnica mu\u00e7ulmana, o que levou \u00e0 viol\u00eancia contra o grupo. Posteriormente, o Facebook baniu 20 organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos em Mianmar \u2014 em resposta a um <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.buzzfeednews.com\/article\/hazelshearing\/the-un-says-top-myanmar-military-leaders-should-be\">relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a> \u2014 para impedir \u201ca dissemina\u00e7\u00e3o de \u00f3dio e desinforma\u00e7\u00e3o\u201d. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-asia-45338986\">Autoridades militares do pa\u00eds rejeitaram as conclus\u00f5es desse relat\u00f3rio<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 igualmente importante para os jornalistas entender quem s\u00e3o os principais atores dentro de qualquer <b>ecossistema midi\u00e1tico<\/b>. Os algoritmos criam experi\u00eancias online personalizadas, o que significa que cada um de n\u00f3s habita seu pr\u00f3prio pequeno universo de informa\u00e7\u00f5es, frequentemente chamado de &#8220;c\u00e2maras de eco&#8221; ou &#8220;bolhas de filtro&#8221;.<\/p>\n<p>Existem os membros da <b>audi\u00eancia<\/b>, ou usu\u00e1rios em grande parte passivos que fazem parte desse ecossistema e podem compartilhar conte\u00fado, mas n\u00e3o necessariamente criam grandes quantidades dele. Depois, h\u00e1 os <b>criadores de conte\u00fado<\/b> ativos que produzem muita informa\u00e7\u00e3o. Eles tendem a ter muita influ\u00eancia sobre o tipo de informa\u00e7\u00e3o que os membros da audi\u00eancia consomem e podem incluir entidades governamentais, organiza\u00e7\u00f5es de not\u00edcias e influenciadores, bem como agentes mal-intencionados que tentam semear a disc\u00f3rdia. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, existem os <b>algoritmos<\/b> \u2014 o equivalente a um conjunto de regras baseadas em dados que determinam qual conte\u00fado \u00e9 exibido nas linhas do tempo das pessoas \u2014 que ajudam a moldar as experi\u00eancias nesses ecossistemas de m\u00eddia.<\/p>\n<h2><b>Tr\u00eas abordagens para investigar algoritmos de m\u00eddias sociais<\/b><\/h2>\n<p>H\u00e1 alguns anos, a rep\u00f3rter Jane Lytvynenko e eu tamb\u00e9m <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/docs.google.com\/presentation\/d\/1DthIa4-GpIFFw-dLLP6X5Y5brrN5E767bs7_X9y_zNk\/edit?usp=sharing\">desenvolvemos uma estrutura para investigar essas quest\u00f5es<\/a>. A chave \u00e9 abordar as hist\u00f3rias tendo como ponto focal central uma das tr\u00eas entidades que comp\u00f5em um ecossistema midi\u00e1tico: o p\u00fablico, os criadores de conte\u00fado ou o algoritmo.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<h4>Investigando como o p\u00fablico interage com os feeds algor\u00edtmicos<\/h4>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>Focar nos membros da audi\u00eancia ou nos usu\u00e1rios das redes sociais \u00e9 um bom ponto de partida. Muitas vezes, s\u00e3o pessoas que n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia do que est\u00e1 acontecendo e usam as redes sociais para se conectar com amigos ou consumir not\u00edcias e informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<aside>A rep\u00f3rter da NBC News, Kat Tenbarge, encontrou diversos grupos de usu\u00e1rios no X que promoviam dist\u00farbios alimentares e que haviam acumulado entre 2.000 e 173.000 usu\u00e1rios, com alguns se identificando como com apenas 13 anos de idade.<\/aside>\n<p>Como discutimos anteriormente, a forma como algu\u00e9m vivencia desinforma\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es enganosas \u00e9 muito individual. Para aprofundar as vis\u00f5es de mundo distorcidas criadas por algoritmos e feeds de not\u00edcias, os jornalistas poderiam considerar focar nos dados das visualiza\u00e7\u00f5es de um usu\u00e1rio online \u2014 ou fazer uma &#8220;<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.informationisbeautifulawards.com\/showcase\/1168-quantified-selfie\">selfie quantificada<\/a>&#8221; da experi\u00eancia de uma pessoa na web social.<\/p>\n<p>Essa abordagem envolve solicitar acesso aos dados de uma pessoa para analisar como ela interage com as redes sociais. Gra\u00e7as ao Regulamento Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/gdpr-info.eu\/\">RGPD<\/a>) da Uni\u00e3o Europeia, muitas empresas de redes sociais que operam na UE, incluindo TikTok, Meta e X, s\u00e3o obrigadas a dar aos usu\u00e1rios mais controle sobre seus pr\u00f3prios dados, o que significa que permitem que as pessoas acessem, baixem e excluam dados de suas atividades online.<\/p>\n<p>Nesta <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/documentedny.com\/2024\/09\/26\/newyork-migration-tiktok-misinformation-senegal\/\">reportagem para o Documented<\/a>, por exemplo, o rep\u00f3rter <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/malick-gai\">Malick Gai<\/a> reuniu arquivos de visualiza\u00e7\u00e3o do TikTok de cinco migrantes senegaleses diferentes que foram influenciados a ir para os Estados Unidos, em parte, pelas informa\u00e7\u00f5es que encontraram no TikTok. Os migrantes ainda dependiam muito da plataforma para obter informa\u00e7\u00f5es em seu idioma nativo. Por meio do arquivo, o rep\u00f3rter p\u00f4de constatar que os migrantes estavam assistindo a muitos v\u00eddeos que lhes forneciam informa\u00e7\u00f5es imprecisas ou enganosas sobre os processos de imigra\u00e7\u00e3o. Por exemplo, alguns v\u00eddeos apresentavam informa\u00e7\u00f5es incorretas sobre como preencher um pedido de asilo, o que, se seguido, poderia ter consequ\u00eancias negativas em seus processos de imigra\u00e7\u00e3o. Outro v\u00eddeo afirmava falsamente que o prefeito da cidade de Nova York estava distribuindo US$50 milh\u00f5es entre migrantes. A ByteDance, empresa propriet\u00e1ria do TikTok, n\u00e3o respondeu ao pedido de coment\u00e1rio.<\/p>\n<p>Da mesma forma, rep\u00f3rteres investigaram o impacto devastador das redes sociais na sa\u00fade mental de mulheres jovens. A <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nbcnews.com\/tech\/internet\/x-became-hub-groups-encouraging-eating-disorders-rcna167609\">rep\u00f3rter da NBC News, Kat Tenbarge<\/a>, encontrou diversos grupos de usu\u00e1rios no X que promoviam dist\u00farbios alimentares e que haviam acumulado entre 2.000 e 173.000 usu\u00e1rios, com alguns se identificando como com apenas 13 anos de idade. De acordo com uma declara\u00e7\u00e3o fornecida \u00e0 NBC News: \u201cO X pro\u00edbe conte\u00fado que promova ou incentive comportamentos de automutila\u00e7\u00e3o e tem toler\u00e2ncia zero para explora\u00e7\u00e3o sexual infantil. Neste caso, ap\u00f3s uma an\u00e1lise minuciosa, suspendemos a Comunidade por violar nossas Regras\u201d.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio de 2025, &#8220;<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.jolt.film\/watch\/cantlookaway\">Can&#8217;t Look Away<\/a>&#8220;, apresenta denunciantes que trabalharam anteriormente no Facebook, TikTok e Instagram. Ele explora como os algoritmos podem causar danos na forma como exibem conte\u00fado, especialmente para os mais jovens. Em uma <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Zwx1or7aB3s\">discuss\u00e3o sobre o document\u00e1rio<\/a> e seu trabalho no TikTok, Charles Bahr, um dos denunciantes apresentados, afirma que os algoritmos otimizam tudo sem intelig\u00eancia emocional, o que leva a danos. Ele falou sobre como o TikTok, especificamente, mostrava conte\u00fado no qual os usu\u00e1rios passavam mais tempo, em vez do conte\u00fado que eles buscavam. Em outras palavras, se um usu\u00e1rio assiste a um v\u00eddeo deprimente, seu feed se tornar\u00e1 rapidamente uma c\u00e2mara de eco de conte\u00fado semelhante. O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.cnbc.com\/2025\/01\/22\/tiktok-return-harms-kids-jonathan-haidt-anxious-generation.html\">TikTok argumenta<\/a> que oferece &#8220;<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/transparency\/en-us\/protecting-teens\/\">prote\u00e7\u00f5es<\/a> para o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/newsroom.tiktok.com\/en-us\/more-ways-for-our-community-to-enjoy-what-they-love\">p\u00fablico mais jovem<\/a>, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/support.tiktok.com\/en\/account-and-privacy\/account-information\/screen-time\">ferramentas de gerenciamento de tempo de tela<\/a>, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/safety\/en\/guardians-guide\">ferramentas de seguran\u00e7a para pais e respons\u00e1veis<\/a> \u200b\u200be outros recursos semelhantes&#8221;.<\/p>\n<div class=\"oembed-container\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"CAN&amp;apos;T LOOK AWAY (2025) - Official Trailer | JOLT\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kSmyNHKMYB4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.arturobejar.org\/\">Arturo Bejar<\/a>, outro denunciante que trabalhou tanto no Facebook quanto no Instagram, afirmou que as empresas gostam de &#8220;fingir&#8221; que existem maneiras de os usu\u00e1rios controlarem o conte\u00fado que n\u00e3o desejam mais em seus feeds por meio do bot\u00e3o &#8220;N\u00e3o tenho interesse&#8221;. No entanto, esses controles n\u00e3o s\u00e3o eficazes porque o algoritmo ainda mostra aos usu\u00e1rios principalmente conte\u00fados nos quais eles passam mais tempo. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/lifeandstyle\/2024\/jan\/18\/tech-workers-kids-social-media-screen-time\">A Meta, por sua vez, alega<\/a> ter &#8220;implementado mais de 30 recursos para melhorar a experi\u00eancia dos adolescentes em suas plataformas&#8221;.<\/p>\n<p>Bahr tamb\u00e9m afirmou que, se for f\u00e1cil replicar o problema que os usu\u00e1rios est\u00e3o enfrentando em uma plataforma, especialmente em rela\u00e7\u00e3o a conte\u00fado perturbador ou angustiante, isso significa que o problema \u00e9 mais estrutural. Assim, jornalistas podem tentar fazer engenharia reversa de como seu feed se apresenta quando interagem mais com um determinado tipo de conte\u00fado, para entender como isso pode impactar os usu\u00e1rios em geral.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>\n<h4><b> Investigando como os criadores de conte\u00fado se aproveitam dos algoritmos para amplificar informa\u00e7\u00f5es prejudiciais ou falsas<\/b><\/h4>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>Se optar por investigar criadores de conte\u00fado problem\u00e1ticos em suas investiga\u00e7\u00f5es, voc\u00ea talvez queira analisar conte\u00fados virais falsos ou enganosos e rastre\u00e1-los at\u00e9 sua origem.<\/p>\n<p>Muitos agentes mal-intencionados que conduzem campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o usam conte\u00fado falso ou enganoso e o publicam repetidamente em diversas plataformas.<\/p>\n<p>Em <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/disinfo.africa\/is-ghana-the-next-target-for-russian-influence-operations-85bafa731b71?gi=778abe511fad\">uma reportagem da Code for Africa<\/a>, jornalistas descobriram que uma rede de 16 contas do Facebook, n\u00e3o sediadas em Gana, disseminava sistematicamente informa\u00e7\u00f5es falsas sobre supostas pris\u00f5es de manifestantes pr\u00f3-R\u00fassia em Gana, copiando e colando repetidamente a mesma publica\u00e7\u00e3o. Segundo os jornalistas, as contas estavam sediadas na Costa do Marfim, Burkina Faso, Mali, Fran\u00e7a e Espanha.<\/p>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/youtu.be\/K90QjwjSZXY?t=91\">Em outra reportagem<\/a>, jornalistas da emissora p\u00fablica su\u00ed\u00e7a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.srf.ch\/\">Schweizer Radio und Fernsehen (SRF)<\/a> usaram aprendizado de m\u00e1quina para identificar contas falsas. Eles compraram 5.000 contas falsas, treinaram seu modelo de aprendizado de m\u00e1quina com base nas caracter\u00edsticas dessas contas e, em seguida, identificaram outras contas falsas usando esse modelo treinado.<\/p>\n<div id=\"attachment_2598415\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Code-for-Africa-pro-Russian-influence-campaign-in-Ghana-771x502-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2598415\" class=\"wp-image-2598415 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Code-for-Africa-pro-Russian-influence-campaign-in-Ghana-771x502-1.png\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"502\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Code-for-Africa-pro-Russian-influence-campaign-in-Ghana-771x502-1.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Code-for-Africa-pro-Russian-influence-campaign-in-Ghana-771x502-1-336x219.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Code-for-Africa-pro-Russian-influence-campaign-in-Ghana-771x502-1-768x500.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2598415\" class=\"wp-caption-text\">Em uma investiga\u00e7\u00e3o sobre uma campanha de influ\u00eancia pr\u00f3-R\u00fassia em Gana, a Code for Africa descobriu em quais pa\u00edses estrangeiros as diferentes contas estavam realmente sediadas. Imagem: Code for Africa<\/p><\/div>\n<ol start=\"3\">\n<li><b>Investigando como os algoritmos funcionam<\/b><\/li>\n<\/ol>\n<p>Outra abordagem \u00e9 escrever sobre os algoritmos que impulsionam grande parte das redes sociais.<\/p>\n<p>Essas hist\u00f3rias examinam o sistema que rege grande parte da nossa experi\u00eancia online, incluindo o impacto dos algoritmos na propaga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ou no acesso a oportunidades.<\/p>\n<p>Mas examinar ou auditar os algoritmos das redes sociais pode ser extremamente dif\u00edcil \u2014 s\u00e3o sistemas opacos e complexos, de dif\u00edcil compreens\u00e3o e inacess\u00edveis ao p\u00fablico. Segundo o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/technology\/interactive\/2021\/how-facebook-algorithm-works\/\">The Washington Post<\/a>, por exemplo, o algoritmo do Facebook leva em considera\u00e7\u00e3o mais de 10.000 sinais diferentes para prever se uma pessoa pode interagir com uma publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<aside>Rep\u00f3rteres da ProPublica criaram uma conta para veicular an\u00fancios no Facebook e descobriram que a plataforma n\u00e3o os impedia de publicar an\u00fancios que exclu\u00edam pessoas com base em ra\u00e7a, g\u00eanero e outras caracter\u00edsticas pessoais.<\/aside>\n<p>Isso significa que, muitas vezes, os jornalistas precisam fazer engenharia reversa para descobrir como alguns algoritmos funcionam, com base na coleta de dados e em experimentos com contas de teste. Por exemplo, o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.wsj.com\/tech\/tiktok-algorithm-video-investigation-11626877477\">The Wall Street Journal criou 100 contas do TikTok<\/a> para testar qual impacto diferentes a\u00e7\u00f5es \u2014 desde permanecer por mais tempo em uma publica\u00e7\u00e3o at\u00e9 rever v\u00eddeos \u2014 teriam no conte\u00fado que essas contas veriam.<\/p>\n<p>Mas nem todo mundo precisa usar uma abordagem de alta tecnologia para investigar a tecnologia. Como rep\u00f3rter, voc\u00ea nem sempre precisa explicar os sistemas. \u00c0s vezes, basta &#8220;testar o sistema&#8221; e mostrar que ele causa danos.<\/p>\n<p>Nesta <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.propublica.org\/article\/facebook-lets-advertisers-exclude-users-by-race\">reportagem da ProPublica<\/a>, jornalistas criaram uma conta para veicular an\u00fancios no Facebook e descobriram que a plataforma n\u00e3o os impedia de publicar an\u00fancios que exclu\u00edam pessoas com base em ra\u00e7a, g\u00eanero e outras caracter\u00edsticas pessoais. Ao demonstrarem que conseguiram encontrar maneiras de infringir a lei, eles comprovaram a falha do Facebook em impedir que danos ocorressem. O Facebook informou \u00e0 ProPublica que pro\u00edbe anunciantes de usar seus servi\u00e7os de forma discriminat\u00f3ria.<\/p>\n<h2><b>Investigando como as empresas de m\u00eddia social falham em mitigar os danos algor\u00edtmicos<\/b><\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m pode ser \u00fatil tentar investigar mais a fundo o funcionamento interno das empresas de redes sociais. Jornalistas podem fazer isso desenvolvendo relacionamentos com funcion\u00e1rios atuais e antigos dessas empresas, investigando processos judiciais movidos contra elas ou trabalhando com <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/technology\/2021\/oct\/24\/frances-haugen-i-never-wanted-to-be-a-whistleblower-but-lives-were-in-danger\">denunciantes<\/a>. O rep\u00f3rter Tekendra Parmar, por exemplo, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20230416083546\/https:\/\/www.businessinsider.com\/facebooks-local-partners-say-hate-speech-stays-on-the-platform-2023-4\">investigou a morte de Meareg Amare<\/a>, um professor et\u00edope assassinado ap\u00f3s a dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fado falso e odioso sobre ele no Facebook.<\/p>\n<p>Parmar conversou com v\u00e1rias pessoas que trabalharam com o Facebook por meio do programa <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/transparency.meta.com\/policies\/improving\/bringing-local-context\">Parceiros de Confian\u00e7a<\/a> da empresa, uma rede de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que possu\u00edam o conhecimento lingu\u00edstico e cultural necess\u00e1rio para identificar e sinalizar informa\u00e7\u00f5es de \u00f3dio para a empresa. Seis participantes do programa disseram a Parmar que o Facebook \u201crotineiramente ignorava seus alertas sobre conte\u00fado de \u00f3dio\u201d, incluindo alertas sobre desinforma\u00e7\u00e3o que circulavam em torno de Amare. Eles tamb\u00e9m permitiram que Parmer revisasse suas comunica\u00e7\u00f5es com a empresa.<\/p>\n<p>A Meta, empresa controladora do Facebook, disse ao Insider que seu objetivo \u00e9 revisar o conte\u00fado relatado pelos Parceiros de Confian\u00e7a o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, e que o tempo de revis\u00e3o pode variar dependendo do caso.<\/p>\n<p>Como demonstram esses exemplos, existem diversos m\u00e9todos de reportagem que podem ser utilizados em investiga\u00e7\u00f5es sobre a web social. Isso pode incluir abordagens de alta tecnologia, como a extra\u00e7\u00e3o de dados das plataformas para an\u00e1lise ou o uso de m\u00e9todos de per\u00edcia digital para rastrear agentes mal-intencionados. Mas os rep\u00f3rteres tamb\u00e9m podem obter sucesso com solu\u00e7\u00f5es de baixa tecnologia, como entrevistar pessoas que sofreram danos nas plataformas ou realizar experimentos nas plataformas para comprovar resultados prejudiciais. Sendo um campo em expans\u00e3o, a principal chave para investiga\u00e7\u00f5es bem-sucedidas sobre algoritmos de m\u00eddias sociais \u00e9 uma abordagem criativa.<\/p>\n<h2><b>Leitura adicional<\/b><\/h2>\n<h4><b>Ferramentas para jornalistas<\/b><\/h4>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/alfj.org\/\">Alfabetiza\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica para jornalistas<\/a>: um guia pr\u00e1tico para ajudar jornalistas e reda\u00e7\u00f5es a compreenderem algoritmos. Os mesmos pesquisadores tamb\u00e9m escreveram um guia conciso para <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/rjionline.org\/news\/how-to-conduct-a-diy-algorithm-audit\/\">realizar uma auditoria algor\u00edtmica por conta pr\u00f3pria<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/indicator.media\/\">Indicator<\/a>, um boletim informativo dos especialistas em desinforma\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es enganosas Craig Silverman e Alexios Mantzarlis<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.bellingcat.com\/category\/resources\/\">Bellingcat<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o que realiza um extenso trabalho de verifica\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito das redes sociais e publica muitos guias \u00fateis<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Artigo da GIJN &#8220;<a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/new-investigative-tools-for-monitoring-social-media-platforms\/\">Novas ferramentas de investiga\u00e7\u00e3o para monitoriza\u00e7\u00e3o de plataformas de redes sociais<\/a>&#8221; (em ingl\u00eas)<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/socialdata.site\/\">Mining Social Media<\/a> (Minera\u00e7\u00e3o de M\u00eddias Sociais), um livro em Python sobre extra\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados da web social<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/datajournalism.com\/read\/handbook\/two\/investigating-data-platforms-and-algorithms\/the-algorithms-beat-angles-and-methods-for-investigation\">A Editoria dos Algoritmos: \u00c2ngulos e M\u00e9todos de Investiga\u00e7\u00e3o<\/a>, um cap\u00edtulo do Manual de Jornalismo de Dados sobre Investiga\u00e7\u00e3o de Algoritmos<\/li>\n<\/ul>\n<h4><b>Pesquisa<\/b><\/h4>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ajl.org\/\">Algorithmic Justice League<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o que documenta e examina os danos causados \u200b\u200bpor algoritmos<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ainowinstitute.org\/\">AI Now Institute<\/a>, um instituto independente que publica pesquisas sobre IA e responsabilidade algor\u00edtmica<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cdt.org\/\">Centro para a Democracia e a Tecnologia<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que publica relat\u00f3rios sobre liberdades civis na era digital<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/datasociety.net\/\">Data and Society<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos de pesquisa focada em tecnologia, dados e pol\u00edticas<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/algorithmwatch.org\/en\/\">Algorithm Watch<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos com sede em Zurique e Berlim<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<p><b><i><\/i><\/b><b><i><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lam-Thuy-No-Undocumented-336x276-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2442321 size-thumbnail alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lam-Thuy-No-Undocumented-336x276-1-140x140.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/><\/a>Lam Thuy Vo<\/i><\/b><i> \u00e9 uma jornalista que combina an\u00e1lise de dados com reportagens in loco para examinar como sistemas e pol\u00edticas afetam os indiv\u00edduos. Atualmente, ela \u00e9 rep\u00f3rter investigativa da <\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/documentedny.com\/\"><i>Documented<\/i><\/a><i>, uma reda\u00e7\u00e3o independente e sem fins lucrativos dedicada a reportagens com e para comunidades imigrantes, e professora associada de jornalismo de dados na <\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.journalism.cuny.edu\/2021\/03\/lam-thuy-vo-named-to-new-role-to-strengthen-data-journalism-curriculum\/\"><i>Craig Newmark Graduate School of Journalism<\/i><\/a><i>. Anteriormente, trabalhou como jornalista no <\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/themarkup.org\/\"><i>The Markup<\/i><\/a><i>, BuzzFeed News, The Wall Street Journal, Al Jazeera America e no programa Planet Money da NPR.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentando dicas, t\u00e9cnicas e pr\u00e1ticas recomendadas para cobrir os algoritmos \u2014 e seus impactos correspondentes \u2014 usados \u200b\u200bpelas plataformas de m\u00eddia social dos gigantes da tecnologia.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":2468447,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"TEC\\Tickets\\Commerce\\Module","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23166,23164],"tags":[25705,19650,25399,25213,25199,28965,28966,28967,19656],"gijn_topic":[],"series":[],"gijn_language":[],"gijn_region":[],"class_list":["post-3285428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-guia","category-recursos","tag-centro-de-recursos-pt-br","tag-desinformacao-pt-pt","tag-facebook-pt-br","tag-fake-news-pt-br","tag-guia-de-reportagem","tag-informacoes-enganosas","tag-investigacao-de-algoritmos","tag-investigacao-de-redes-sociais","tag-jornalismo-investigativo-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3285428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3285428"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3285428\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3285441,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3285428\/revisions\/3285441"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2468447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3285428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3285428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3285428"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=3285428"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=3285428"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=3285428"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=3285428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}