{"id":2691020,"date":"2025-12-23T01:58:35","date_gmt":"2025-12-23T06:58:35","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=2691020"},"modified":"2026-04-02T01:59:36","modified_gmt":"2026-04-02T05:59:36","slug":"da-mentoria-a-recusa-em-permanecer-em-silencio-estrategias-para-mulheres-no-jornalismo-investigativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/da-mentoria-a-recusa-em-permanecer-em-silencio-estrategias-para-mulheres-no-jornalismo-investigativo\/","title":{"rendered":"Da mentoria \u00e0 recusa em permanecer em sil\u00eancio: estrat\u00e9gias para mulheres no jornalismo investigativo"},"content":{"rendered":"<p>No in\u00edcio de sua carreira, a rep\u00f3rter de neg\u00f3cios e investiga\u00e7\u00e3o Selina Cheng obteve acesso privilegiado a mulheres que alegavam ter sido abusadas por Bey Logan, um associado e ex-executivo de alto escal\u00e3o de Harvey Weinstein \u2014 o produtor de Hollywood condenado \u00e0 pris\u00e3o e em julgamento por m\u00faltiplas acusa\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>As sobreviventes confiaram a Cheng detalhes \u00edntimos, que deram suporte para uma investiga\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, mas houve um custo pessoal \u2014 a ira de Logan, o associado de Weinstein que estava no centro da hist\u00f3ria.<\/p>\n<aside>Estima-se que 70% das jornalistas mulheres j\u00e1 sofreram algum tipo de ass\u00e9dio, amea\u00e7a ou ataque.<\/aside>\n<p>Em 2019, dois anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino da investiga\u00e7\u00e3o, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/x.com\/selina_cheng\/status\/1168737457111592962\">Cheng afirma que Logan ligou para ela<\/a>, a xingando, insultando-a e proferindo palavr\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEle s\u00f3 me manda coisas quando est\u00e1 com raiva. N\u00e3o sei se ele est\u00e1 b\u00eabado ou algo assim\u201d, disse Cheng, durante um painel sobre os riscos e perigos espec\u00edficos que as jornalistas mulheres enfrentam na <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/x.com\/selina_cheng\/status\/1168737457111592962\">14\u00aa Confer\u00eancia Global de Jornalismo Investigativo<\/a> (GIJC25), na Mal\u00e1sia.<\/p>\n<p>Esse tipo de ass\u00e9dio e agress\u00e3o \u00e9 especialmente comum contra jornalistas investigativas mulheres. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.iwmf.org\/attacks-and-harassment\/\">Um estudo da International Women\u2019s Media Foundation (IWMF)<\/a> sugere que os riscos online e offline contra jornalistas est\u00e3o aumentando e impactando desproporcionalmente jornalistas que se identificam como mulheres, como pessoas de cor ou LGBTQIA+.<\/p>\n<p>Os \u00edndices de incid\u00eancia s\u00e3o alarmantes \u2014 e o impacto, abrangente. Estima-se que 70% das jornalistas mulheres j\u00e1 sofreram algum tipo de ass\u00e9dio, amea\u00e7a ou ataque. Cerca de um ter\u00e7o delas j\u00e1 pensou em abandonar a profiss\u00e3o por causa desses ataques e amea\u00e7as.<\/p>\n<h4><b>In\u00fameros riscos<\/b><\/h4>\n<p>Amea\u00e7as como ass\u00e9dio e intimida\u00e7\u00e3o coexistem com riscos menos discutidos, como negociar sal\u00e1rios justos e iguais ou, talvez, ter que se impor em uma reda\u00e7\u00e3o composta predominantemente por colegas homens mais velhos. Esses desafios raramente ocorrem isoladamente. Eles se acumulam, se cruzam e, muitas vezes, transcendem fronteiras e \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No painel da GIJC25, Cheng contou com a participa\u00e7\u00e3o das jornalistas <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/draganapeco\/\">Dragana Pe\u0107o<\/a>, jornalista investigativa e pesquisadora do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/en\">Organized Crime and Corruption Reporting Project<\/a> (OCCRP); <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/x.com\/hayatteabodu\">Hayatte Abdou<\/a>, cofundadora da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/national-magazine\/\">National Magazine Comores<\/a>; <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/mais-katt-6a777462\/\">Mais Katt<\/a>, fundadora e editora da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/womenwhowonthewar.net\/\">Women Who Won the War<\/a>; e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/taisseibt\/\">Ta\u00eds Seib<\/a>t, chefe de estrat\u00e9gia da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/fiquemsabendo.com.br\/\">Fiquem Sabendo<\/a>. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/gijc2025.org\/speakers\/sarahulrich1\/\">Sarah Ulrich<\/a>, jornalista investigativa independente e editora alem\u00e3 da GIJN, moderou a sess\u00e3o.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias das mulheres no painel revelaram n\u00e3o apenas qu\u00e3o comuns certos desafios s\u00e3o, mas tamb\u00e9m as estrat\u00e9gias criativas que elas desenvolveram para se manterem seguras e continuarem a denunciar.<\/p>\n<h4><b>Fale e busque apoio<\/b><\/h4>\n<p>A jornalista investigativa s\u00e9rvia Pe\u0107o <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/safe-haven-investigative-reporters-seek-time-out-to-rest-and-recuperate\/\">descreveu o terror de encontrar seu apartamento revirado h\u00e1 alguns anos<\/a>. Nada foi roubado \u2014 a invas\u00e3o foi apenas uma t\u00e1tica psicol\u00f3gica para lembr\u00e1-la de que seu mundo privado poderia ser violado.<\/p>\n<aside>\u201cEu queria que eles soubessem que, se essa \u00e9 a maneira de me impedir de fazer minha reportagem, as coisas n\u00e3o funcionam assim.\u201d \u2014 Dragana Pe\u0107o, jornalista investigativa s\u00e9rvia<\/aside>\n<p>Como parte da equipe que criou o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.krik.rs\/en\/\">KRIK<\/a>, uma reda\u00e7\u00e3o digital independente focada em corrup\u00e7\u00e3o e crime organizado, Pe\u0107o esteve envolvida em investiga\u00e7\u00f5es de grande repercuss\u00e3o, incluindo os Panama Papers e os Pandora Papers.<\/p>\n<p>Essa n\u00e3o foi a primeira tentativa de intimida\u00e7\u00e3o. Pe\u0107o e sua equipe j\u00e1 haviam sofrido campanhas difamat\u00f3rias, vigil\u00e2ncia em que &#8220;eles literalmente sabiam do que est\u00e1vamos falando no escrit\u00f3rio&#8221; e mensagens afirmando que ela e seus colegas deveriam ser &#8220;enfileirados e fuzilados&#8221;.<\/p>\n<p>Em vez de recuar, Pe\u0107o estrategicamente tornou seu caso p\u00fablico, detalhando n\u00e3o apenas a invas\u00e3o, mas tamb\u00e9m o padr\u00e3o de ass\u00e9dio contra sua reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu queria que eles soubessem que, se essa \u00e9 a maneira que eles pensam que podem me impedir de contar minha hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 assim que as coisas funcionam. Se voc\u00eas v\u00e3o jogar esse jogo, eu vou ditar as regras\u201d, disse ela, acrescentando que foi a ajuda e o apoio de seus colegas que a encorajaram e a impediram de se sentir sozinha.<\/p>\n<p>Falar abertamente proporcionou duas formas de prote\u00e7\u00e3o: aten\u00e7\u00e3o internacional de outros grupos de defesa da liberdade de imprensa e uma onda de apoio financeiro de doadores que reconheceram os ataques como tentativas de silenciar o jornalismo investigativo.<\/p>\n<h4><b>Lute por sal\u00e1rios justos com base em dados<\/b><\/h4>\n<p>Globalmente, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.un.org\/en\/observances\/equal-pay-day\">as mulheres ainda ganham, em m\u00e9dia, quase 20% menos que os homens.<\/a> De acordo com a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jornalistas, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ifj.org\/media-centre\/news\/detail\/article\/equal-pay-day-global-gender-pay-gap-in-journalism-must-be-addressed-immediately\">a disparidade salarial entre g\u00eaneros no jornalismo persiste em todos os continentes, tamanhos de reda\u00e7\u00e3o e \u00e1reas de cobertura<\/a>.<\/p>\n<p>Quando o aumento salarial previsto para o final do per\u00edodo probat\u00f3rio n\u00e3o se concretizou, Cheng foi assegurada por seu chefe de que n\u00e3o estava recebendo menos do que nenhum de seus colegas. Em vez de questionar a situa\u00e7\u00e3o, Cheng fez sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o de desempenho. Ela listou suas mat\u00e9rias mais importantes, adicionou dados internos sobre o n\u00famero de visualiza\u00e7\u00f5es de cada uma e incluiu links para outras publica\u00e7\u00f5es que haviam repercutido ou mencionado suas mat\u00e9rias. No fim, ela conseguiu o aumento.<\/p>\n<h4><b>Construir comunidade para construir visibilidade<\/b><\/h4>\n<aside>\u201cAcredito na comunidade, no poder da visibilidade\u2026 \u00c9 uma pequena contribui\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 importante\u201d. \u2014 Ta\u00eds Seibt, chefe de estrat\u00e9gia da Fiquem Sabendo<\/aside>\n<p>Um <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/reutersinstitute.politics.ox.ac.uk\/women-and-leadership-news-media-2025-evidence-12-markets\">estudo do Instituto Reuters de 2025<\/a> revelou como as disparidades de g\u00eanero persistem na lideran\u00e7a das reda\u00e7\u00f5es. O estudo analisou 240 grandes ve\u00edculos de not\u00edcias online e impressos em 12 pa\u00edses. Nesses ve\u00edculos, as mulheres representam apenas 27% dos editores-chefes, embora constituam cerca de 40% dos jornalistas nos mesmos pa\u00edses. Surpreendentemente, em todos os mercados estudados, inclusive naqueles em que as mulheres s\u00e3o maioria na profiss\u00e3o, os homens ainda dominam os cargos editoriais de alto escal\u00e3o. Os dados revelam uma persistente lacuna de lideran\u00e7a que continua a moldar a cultura, as prioridades e as oportunidades nas reda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ta\u00eds Seibt, diretora de estrat\u00e9gia da Fiquem Sabendo, trabalha ativamente para mudar o cen\u00e1rio desde a base. Ela intencionalmente convida mulheres para palestras em suas aulas de jornalismo na universidade, acreditando que ver mulheres liderando investiga\u00e7\u00f5es ajuda os alunos a se imaginarem nesses pap\u00e9is.<\/p>\n<p>\u201cEu acredito na comunidade, no poder da visibilidade\u201d, disse ela. \u201c\u00c9 uma pequena contribui\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 importante\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo de uma d\u00e9cada lecionando para aspirantes a rep\u00f3rteres, ela observou a representatividade transformar a confian\u00e7a e a ambi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da sala de aula, ela criou bolsas de estudo espec\u00edficas para jovens mulheres, oferecendo treinamento em reportagem, design e m\u00e9todos de pesquisa seguros. Das oito bolsistas de 2024, metade foi finalista de importantes pr\u00eamios de jornalismo investigativo no Brasil, afirmou.<\/p>\n<h4><b>Reformule o descanso como normal<\/b><\/h4>\n<p>Cheng, que tamb\u00e9m dirige um sindicato de jornalistas em Hong Kong, descreveu a rotina exaustiva de reportar em ambientes repressivos, com amea\u00e7as que podem durar meses, anos \u2014 at\u00e9 d\u00e9cadas. Para se recuperar f\u00edsica e mentalmente, ela organiza caminhadas, dias na praia e clubes informais, incluindo noites de culin\u00e1ria e c\u00edrculos de leitura.<\/p>\n<p>A alegria de relaxar e se distanciar do ciclo incessante de not\u00edcias gera resist\u00eancia, explicou ela: \u201cAs pessoas precisam se divertir (&#8230;) para conseguirem continuar por muito mais tempo\u201d. A alegria n\u00e3o \u00e9 um luxo, mas sim essencial para evitar o abandono da profiss\u00e3o por esgotamento profissional, acrescentou.<\/p>\n<p><b>Construir redes feministas globais<\/b><\/p>\n<aside>Quando as mulheres jornalistas se unem, os sistemas autorit\u00e1rios perdem uma de suas estrat\u00e9gias mais eficazes \u2014 fazer-nos acreditar que estamos sozinhas.<\/aside>\n<p>A repress\u00e3o autorit\u00e1ria n\u00e3o para na fronteira, e os sistemas de apoio a jornalistas tamb\u00e9m n\u00e3o deveriam. As palestrantes, assim como membros da plateia, defenderam a cria\u00e7\u00e3o de redes que conectem mulheres em diferentes pa\u00edses, para que as amea\u00e7as \u00e0 liberdade de imprensa que afetam desproporcionalmente as mulheres, como o exterm\u00ednio das mulheres pelo Talib\u00e3 no Afeganist\u00e3o, recebam press\u00e3o global coletiva, e n\u00e3o apenas indigna\u00e7\u00e3o isolada.<\/p>\n<p>A Rede de Jornalismo Investigativo Feminino da GIJN e seus grupos, incluindo o &#8220;Women Who Won the War&#8221; (Mulheres que Venceram a Guerra), treinam, orientam e defendem mulheres em toda a regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica. As palestrantes e o p\u00fablico pediram a expans\u00e3o desses modelos por meio de mais listas de discuss\u00e3o, encontros, compartilhamento de recursos e at\u00e9 mesmo conversas informais em confer\u00eancias. Quando as jornalistas mulheres se unem, os sistemas autorit\u00e1rios perdem uma de suas estrat\u00e9gias mais eficazes: fazer-nos acreditar que estamos sozinhas.<\/p>\n<h4><b>Mais dicas e estrat\u00e9gias de enfrentamento<\/b><\/h4>\n<p>Outras dicas compartilhadas durante a sess\u00e3o inclu\u00edram:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Se voc\u00ea ocupa uma posi\u00e7\u00e3o de poder e influ\u00eancia, use-a para criar espa\u00e7o para outras jornalistas mulheres e marginalizadas. Ofere\u00e7a os recursos que voc\u00ea tem e invista em si mesma e umas nas outras.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Identifique e valorize o apoio masculino.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Para colegas homens: v\u00e1rias participantes do painel descreveram como colegas homens solid\u00e1rios as ajudaram discretamente a progredir em suas carreiras, abrindo portas para oportunidades, oferecendo mentoria ou fazendo perguntas simples, por\u00e9m cruciais, como: \u201cDo que voc\u00ea precisa?\u201d e \u201cComo posso te apoiar?\u201d.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Invista em si mesma por meio de treinamento e desenvolvimento de capacidades. Conhecer o seu valor \u00e9 essencial para afirm\u00e1-lo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Hayatte Abdou, cofundadora da revista National Magazine Comores, contou que um colega australiano regularmente checa sobre o bem-estar dela e a conecta a equipes de investiga\u00e7\u00e3o internacionais: &#8220;Se sou a jornalista investigativa que sou hoje, \u00e9 gra\u00e7as a ele&#8221;. O verdadeiro apoio amplifica as mulheres sem ofusc\u00e1-las.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/recursos\/recursos-para-jornalistas-mulheres\/\">GIJN compilou este guia completo<\/a> para jornalistas mulheres, pessoas que se identificam como mulheres e pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias, com o objetivo de ajud\u00e1-las a lidar com ass\u00e9dio, discrimina\u00e7\u00e3o e a combater o isolamento. Esses recursos incluem orienta\u00e7\u00f5es sobre como se conectar com colegas, buscar apoio e reivindicar seus direitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalistas investigativas enfrentam ass\u00e9dio, vigil\u00e2ncia e riscos pessoais. Aqui est\u00e3o estrat\u00e9gias pr\u00e1ticas para enfrentar esses desafios, apresentadas por jornalistas que atuam na linha de frente.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":2658336,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[28559,28560,28562,28561],"gijn_topic":[25378],"series":[],"gijn_language":[],"gijn_region":[],"class_list":["post-2691020","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-diversidade","tag-igualdade-de-genero","tag-jornalistas-mulheres","tag-mulheres-no-jornalismo","gijn_topic-gijc25-3"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2691020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2691020"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2691020\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2719032,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2691020\/revisions\/2719032"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2658336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2691020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2691020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2691020"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=2691020"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=2691020"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=2691020"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=2691020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}