{"id":1620932,"date":"2024-07-12T04:25:53","date_gmt":"2024-07-12T08:25:53","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=1620932"},"modified":"2024-07-12T16:22:06","modified_gmt":"2024-07-12T20:22:06","slug":"lancando-luz-onde-ha-sombras-veiculos-latino-americanos-inovando-com-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/lancando-luz-onde-ha-sombras-veiculos-latino-americanos-inovando-com-dados\/","title":{"rendered":"\u2018Lan\u00e7ando luz onde h\u00e1 sombras\u2019: Ve\u00edculos latino-americanos inovando com dados"},"content":{"rendered":"<p>Do mapeamento do impacto do crime organizado \u00e0 an\u00e1lise do comportamento das empresas extrativistas, e da investiga\u00e7\u00e3o do desvio de fundos e dos contratos p\u00fablicos \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o do impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o jornalismo de dados est\u00e1 ajudando ve\u00edculos em toda a Am\u00e9rica Latina a realizar projetos inovadores que revelam as hist\u00f3rias escondidas por tr\u00e1s de grandes volumes de dados.<\/p>\n<p>Permitiu novos formatos, estimulou a narrativa criativa e desencadeou projetos de colabora\u00e7\u00e3o internacional, como <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/es\/narcofiles-the-new-criminal-order\/\">NarcoFiles<\/a> e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.elclip.org\/mercenarios-digitales\/\">Mercen\u00e1rios Digitais<\/a>. Tamb\u00e9m levou ao desenvolvimento de novas ferramentas, como <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ojo-publico.com\/especiales\/funes\/\">o algoritmo \u201cFunes\u201d<\/a> do Ojo P\u00fablico, um meio de comunica\u00e7\u00e3o peruano que utiliza o jornalismo de dados para explorar realidades ocultas.<\/p>\n<aside>\u201cN\u00f3s realmente entendemos que os dados n\u00e3o s\u00e3o algo flutuando no espa\u00e7o, mas que devem ser integrados \u00e0 hist\u00f3ria\u201d \u2014 Hassel Fallas, fundador do La Data Cuenta<\/aside>\n<p>De acordo com <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.infobae.com\/autor\/sandra-crucianelli\/\">Sandra Crucianelli<\/a>, coordenadora da unidade de intelig\u00eancia de dados da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.infobae.com\/infobae-data\/\">Infobae<\/a> na Argentina, as reportagens investigativas baseadas em dados na regi\u00e3o est\u00e3o ajudando os rep\u00f3rteres a \u201clan\u00e7ar a luz onde h\u00e1 sombras\u201d.<\/p>\n<p>E embora existam desafios \u2013 em termos de recursos, forma\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u2013 os resultados s\u00e3o impressionantes. \u201cEstamos passando por um boom no jornalismo independente da mais alta qualidade\u201d, diz <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/HasselFallas\">Hassel Fallas<\/a>, analista de dados e fundador da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ladatacuenta.com\/\">La Data Cuenta<\/a> da Costa Rica.<\/p>\n<h4><b>A arte de construir hist\u00f3rias com dados<\/b><\/h4>\n<p>Em todo o continente h\u00e1 hist\u00f3rias de sucesso inovadoras: No Brasil, a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/es\/\">InfoAmazonia<\/a> \u2014 um ve\u00edculo especializado na utiliza\u00e7\u00e3o de dados para reportar \u00e1reas isoladas na Amaz\u00f4nia \u2014 utilizou visualiza\u00e7\u00f5es de dados e mapeamento para publicar <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/es\/projects\/\">reportagens<\/a> sobre desmatamento, grupos de tr\u00e1fico de drogas que amea\u00e7am comunidades, e guerrilheiros que recrutam jovens ind\u00edgenas para lutar.<\/p>\n<p>No Peru, a equipe da Convoca realizou uma grande an\u00e1lise de dados para sua s\u00e9rie <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/issuu.com\/convocape\/docs\/libro_final_12?e=0\/30909595\">Excesso Sem Puni\u00e7\u00e3o<\/a>. Esta publica\u00e7\u00e3o, composta por v\u00e1rias partes, entrela\u00e7ou jornalismo de dados, reportagens in loco e pedidos de liberdade de informa\u00e7\u00e3o para explorar o comportamento das ind\u00fastrias extrativistas no pa\u00eds e o impacto na vida dos residentes dos Andes e da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>No Paraguai, o El Surtidor literalmente saiu \u00e0s ruas para coletar dados: usando sensores para registrar a temperatura corporal dos motoristas de entrega de alimentos para a investiga\u00e7\u00e3o \u201c<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/elsurti.com\/fotorreportaje\/2023\/11\/20\/como-es-trabajar-en-una-de-las-ciudades-mas-calientes-de-sudamerica\/\">Como \u00e9 trabalhar em uma das cidades mais quentes da Am\u00e9rica do Sul<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>Um dos pontos fortes dos jornalistas que trabalham nesta regi\u00e3o \u00e9 tornar as hist\u00f3rias sobre dados relacion\u00e1veis. \u201cN\u00f3s realmente entendemos que os dados n\u00e3o s\u00e3o algo flutuando no espa\u00e7o, mas que devem ser integrados \u00e0 hist\u00f3ria\u201d, diz Fallas. E combinar narrativas com dados, mantendo um forte foco na narrativa, \u00e9 uma especialidade particular em toda a regi\u00e3o, acrescenta ela.<\/p>\n<p>\u201cNa Am\u00e9rica Latina humanizamos as investiga\u00e7\u00f5es relacionadas a dados. N\u00e3o sobrecarregamos as pessoas com uma quantidade muito grande de informa\u00e7\u00f5es, sabemos priorizar a an\u00e1lise dos dados e o que \u00e9 relevante para a investiga\u00e7\u00e3o\u201d, explica Fallas. \u201cN\u00e3o nos concentramos tanto na forma quanto na ess\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Ao lado de Crucianelli e Fallas, a GIJN conversou com <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/escuela.convoca.pe\/profile\/Luis+Enrique+Pinto\/\">Luis Enrique Perez Pinto<\/a>, coordenador do projeto <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/deepdata.convoca.pe\/\">Convoca Deep Data<\/a>, no Peru; <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/DanGuazoM\">Daniela Guazo<\/a>, jornalista de dados do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.eluniversal.com.mx\/\">El Universal<\/a>, no M\u00e9xico; e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/x.com\/tainalon\">Tai Nalon<\/a>, diretora executiva do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/\">Aos Fatos<\/a> no Brasil, sobre os projetos inovadores em que trabalharam e os desafios que enfrentam na produ\u00e7\u00e3o de jornalismo de dados no continente.<\/p>\n<h4><b>Da investiga\u00e7\u00e3o da ditadura militar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de bancos de dados p\u00fablicos: encontrando hist\u00f3rias nos dados da Infobae<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_1609842\" style=\"width: 1002px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mapa-Centro-de-Poder_Decretos-secretos-de-la-dictadura-e1720099577559.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1609842\" class=\"wp-image-1609842 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mapa-Centro-de-Poder_Decretos-secretos-de-la-dictadura-e1720099577559.jpg\" alt=\"\" width=\"992\" height=\"1323\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1609842\" class=\"wp-caption-text\">Um mapa dos diferentes distritos de Buenos Aires, a partir de um documento secreto no qual a junta militar exp\u00f4s infraestruturas essenciais, como destilarias, centrais el\u00e9tricas e esta\u00e7\u00f5es de abastecimento de \u00e1gua, nos meses anteriores \u00e0 perda de energia. Imagem: Captura de tela da investiga\u00e7\u00e3o da Infobae<\/p><\/div>\n<p>D\u00e9cadas ap\u00f3s a queda da ditadura militar na Argentina, o time da Infobae conseguiu investigar os decretos clandestinos dos antigos l\u00edderes do pa\u00eds \u2013 com o download de 7 mil documentos que nunca tinham sido processados \u200b\u200be analisados \u200b\u200bna sua totalidade.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o resultante \u2013 <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.infobae.com\/politica\/2019\/03\/24\/los-decretos-secretos-de-la-dictadura\/\">Os Decretos Secretos da Ditadura<\/a> \u2013 revelaram os mandados de pris\u00e3o ordenados pelo poder, detalhes de deporta\u00e7\u00f5es e censura de not\u00edcias, al\u00e9m de n\u00fameros sobre o com\u00e9rcio de armas. Analisando os dados, os jornalistas constataram que o ano de 1977 registrou o maior n\u00famero de decretos secretos, 1.212, quando a junta militar justificou o sigilo como uma medida a favor da \u201cconsolida\u00e7\u00e3o da paz e preserva\u00e7\u00e3o dos interesses da Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>O trabalho, liderado por Crucianelli e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.infobae.com\/autor\/mariel-fitz-patrick\/\">Mariel Fitz Patrick<\/a>, envolveu pesquisas qualitativas e quantitativas. \u201cO que fizemos foi process\u00e1-los em um banco de dados e buscar padr\u00f5es, repeti\u00e7\u00f5es e diversos aspectos que nos permitissem conhecer detalhes sobre os empr\u00e9stimos que foram feitos durante a ditadura, os livros que foram proibidos, as pessoas que foram proibidas de sair do pa\u00eds e outros ramos de trabalho\u201d, explica Crucianelli.<\/p>\n<p>O projeto rendeu-lhes o Pr\u00eamio Nacional do F\u00f3rum de Jornalistas Argentinos (FOPEA) na categoria jornalismo investigativo, e mostrou o valor de investigar os segredos do passado para reportagens investigativas.<\/p>\n<p>Os dados continuam sendo fundamentais para a produ\u00e7\u00e3o da Infobae e, com a publica\u00e7\u00e3o de duas hist\u00f3rias baseadas em dados por semana, est\u00e3o entre os principais produtores de reportagens baseadas em dados na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para manter essa taxa de publica\u00e7\u00e3o, a equipe busca sistematicamente uma grande lista de dados nacionais e internacionais para encontrar novos materiais, al\u00e9m de adotar uma abordagem \u201cagressiva\u201d na solicita\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Embora os dados abertos tenham fornecido aos jornalistas acesso a informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis, como registros de despesas p\u00fablicas, n\u00fameros or\u00e7amentais, declara\u00e7\u00f5es oficiais e detalhes salariais,\u201ch\u00e1 d\u00edvidas pendentes quando se trata de governos\u201d, observa Crucianelli, particularmente em termos de qualidade e de dados publicados \u201cem tempo h\u00e1bil&#8221;<\/p>\n<h4><b>Usando dados para investigar corrup\u00e7\u00e3o, peculato e meio ambiente na Convoca<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_1623017\" style=\"width: 1546px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.31.57-e1720099977948-1536x766-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1623017\" class=\"wp-image-1623017 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.31.57-e1720099977948-1536x766-1.png\" alt=\"\" width=\"1536\" height=\"766\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.31.57-e1720099977948-1536x766-1.png 1536w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.31.57-e1720099977948-1536x766-1-336x168.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.31.57-e1720099977948-1536x766-1-771x384.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.31.57-e1720099977948-1536x766-1-768x383.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1536px) 100vw, 1536px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1623017\" class=\"wp-caption-text\">Um mapa interativo no qual os leitores podem explorar como os fundos p\u00fablicos foram gastos para ajudar as pessoas expostas a metais pesados \u200b\u200bt\u00f3xicos. Imagem: Captura de tela da investiga\u00e7\u00e3o da Convoca<\/p><\/div>\n<p>Um dos primeiros projetos de big data do ve\u00edculo peruano Convoca foi o grande sucesso regional chamado Lava Jato, resultado do trabalho colaborativo de jornalistas da Am\u00e9rica Latina para investigar um dos maiores casos de corrup\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, que esmiu\u00e7ou um esquema de suborno transfronteiri\u00e7o centrado em diversas empresas brasileiras, levou os jornalistas da Convoca a realizarem an\u00e1lises de dados para encontrar excessos de custos financeiros e para permitir que os rep\u00f3rteres acompanhassem o dinheiro.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o ve\u00edculo tem utilizado dados para explorar temas ambientais, como em <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/convoca.pe\/ruta-ilegal-algas-marinas\/\">A Rota Ilegal da Algas Peruanas<\/a>, uma investiga\u00e7\u00e3o com a Connectas e o International Center of Journalists (ICFJ); e <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/convoca.pe\/expedientetoxico\/\">Legado T\u00f3xico<\/a>, onde os rep\u00f3rteres pesquisaram o impacto de metais pesados em crian\u00e7as e outras pessoas expostas a subst\u00e2ncias como chumbo e merc\u00fario.<\/p>\n<p>Recentemente, a equipe tem usado dados para desenvolver novos formatos, criando a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/gamesfornews.convoca.pe\/\">Games For News<\/a> \u2013 que dizem ser uma das primeiras plataformas de videogame interativo de interesse p\u00fablico da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Foi utilizado para criar o jogo <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/convoca.pe\/newsgames\/videojuego-verdades-vs-mentiras-sobre-la-comision-de-la-verdad\">Verdades vs. Mentiras da Comiss\u00e3o da Verdade<\/a>, onde usu\u00e1rios tentam identificar se discursos supostamente provenientes do relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o de Verdade e Reconcilia\u00e7\u00e3o do pa\u00eds &#8211; relacionados ao conflito armado interno &#8211; s\u00e3o verdadeiros ou falsos.<\/p>\n<p>P\u00e9rez Pinto afirma que melhorar a experi\u00eancia do usu\u00e1rio \u00e9 fundamental para atrair p\u00fablico e um compromisso ao qual a m\u00eddia deveria prestar mais aten\u00e7\u00e3o. Ele destacou como inspiradores os exemplos de unidades de dados em outras regi\u00f5es que re\u00fanem projetos com visualiza\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas, elementos interativos e designs impressionantes.<\/p>\n<p>Mas ele diz que, para todos estes projetos, ter acesso aos dados \u00e9 vital e os rep\u00f3rteres t\u00eam que lidar, cada vez mais, com \u201cbarreiras burocr\u00e1ticas\u201d. \u201cComo jornalistas, temos que recorrer ao Tribunal da Transpar\u00eancia e, \u00e0s vezes, eles n\u00e3o nos d\u00e3o uma raz\u00e3o\u201d para conceder ou negar o pedido de dados, observa.<\/p>\n<h4><b>Sistematiza\u00e7\u00e3o e bancos de dados: o caso do El Universal<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_1609911\" style=\"width: 1930px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.35.19-e1720100153521.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1609911\" class=\"wp-image-1609911 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.35.19-e1720100153521.png\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1609911\" class=\"wp-caption-text\">El Universal criou mapas interativos para explorar a crise das pessoas desaparecidas no M\u00e9xico e na Col\u00f4mbia. Imagem: Captura de tela<\/p><\/div>\n<p>No M\u00e9xico, os rep\u00f3rteres t\u00eam usado dados para ajudar em investiga\u00e7\u00f5es minuciosas sobre um dos problemas mais desafiadores do pa\u00eds: o crime organizado.<\/p>\n<p>Um dos primeiros sucessos foi o projeto <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/interactivo.eluniversal.com.mx\/desaparecidos\/index.html\">Desaparecidos<\/a>, um projeto multim\u00eddia colaborativo criado para contar as hist\u00f3rias das v\u00edtimas do crime organizado e do tr\u00e1fico de pessoas no M\u00e9xico e na Col\u00f4mbia, e detalhar algumas das hist\u00f3rias de mais de 25 mil pessoas que desapareceram na \u00faltima d\u00e9cada. O jornal di\u00e1rio mexicano <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.eluniversal.com.mx\/articulo\/nacion\/sociedad\/2016\/04\/20\/gana-el-universal-el-ortega-y-gasset\/\">El Universal<\/a> juntou-se ao colombiano El Tiempo para realizar este projeto, que ganhou o Pr\u00eamio Ortega y Gasset pela melhor cobertura multim\u00eddia em 2016.<\/p>\n<p>Em <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/interactivos.eluniversal.com.mx\/2023\/mapa-crimen-organizado\/\">M\u00e9xico, Pa\u00eds dos Cart\u00e9is<\/a>, o time criou um sistema para analisar e revisar um vazamento de e-mails que continham relat\u00f3rios de intelig\u00eancia da Secretaria de Defesa Nacional Mexicana. \u201cEsses documentos informavam quais organiza\u00e7\u00f5es criminosas estavam em diferentes estados e munic\u00edpios\u201d, explica Daniela Guazo. A equipe conseguiu revelar que o pa\u00eds tem mais de 80 grupos de crime organizado e aproximadamente 16 gangues criminosas e, por meio dos dados, criou um mapa interativo.<\/p>\n<p>Mais recentemente, em colabora\u00e7\u00e3o com a Connectas, o time trabalhou na publica\u00e7\u00e3o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.connectas.org\/especiales\/depredadores-en-las-aulas\/\">Predadores nas salas de aula<\/a>, uma investiga\u00e7\u00e3o sobre abuso sexual infantil nas escolas, com base em dados solicitados a 32 ag\u00eancias estaduais de todo o pa\u00eds. Ap\u00f3s receber a informa\u00e7\u00e3o, process\u00e1-la e analis\u00e1-la, a equipe p\u00f4de criar uma base de dados com mais de 3 mil supostos ataques a menores dentro de escolas, em um per\u00edodo de 10 anos. A investiga\u00e7\u00e3o venceu o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.eluniversal.com.mx\/mundo\/entregan-a-el-universal-premio-rey-de-espana-por-trabajo-depredadores-en-las-aulas\/\">Pr\u00eamio Rei da Espanha de Jornalismo de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional e A\u00e7\u00e3o Humanit\u00e1ria, neste ano<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEstamos avan\u00e7ando, ainda n\u00e3o na escala dos meios de comunica\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, da Europa\u2026 mas de acordo com o nosso contexto\u201d, diz Guazo.<\/p>\n<p>Mas a reportagem investigativa de dados tem um pre\u00e7o. N\u00e3o s\u00f3 a tecnologia e o equipamento s\u00e3o caros, mas a equipe tamb\u00e9m \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>\u201cO jornalismo de dados custa e custa caro\u201d, observa Guazo, acrescentando que os rep\u00f3rteres tamb\u00e9m est\u00e3o lutando contra um cen\u00e1rio complexo de baixos sal\u00e1rios, amea\u00e7as do crime organizado e at\u00e9 mesmo resist\u00eancia dos governos.<\/p>\n<h4><b>Usando dados para explorar temas importantes para novos p\u00fablicos: La Data Cuenta<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_1609957\" style=\"width: 1930px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.38.21-e1720100339816.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1609957\" class=\"wp-image-1609957 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.38.21-e1720100339816.png\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1609957\" class=\"wp-caption-text\">Um gr\u00e1fico que explora como as temperaturas aumentaram na Costa Rica, publicado como parte do projeto sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Imagem: Captura de tela de La Data Cuenta<\/p><\/div>\n<p>La Data Cuenta literalmente significa \u201cOs dados importam\u201d. E desde que foi lan\u00e7ada, a plataforma fez seu nome, explorando temas como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, migra\u00e7\u00e3o, direitos humanos e desigualdade de g\u00eanero por meio de dados.<\/p>\n<p>Um projeto \u2014 <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ladatacuenta.com\/2022\/01\/03\/cambio_climatico_costarica\/\">\u00c9 assim que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas te afetam <\/a>\u00a0\u2013 usou dados, gr\u00e1ficos e pesquisa para mostrar como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas impactam a Costa Rica, onde a equipe est\u00e1 baseada. Envolveu a an\u00e1lise e a visualiza\u00e7\u00e3o de dados e permitiu que o ve\u00edculo abordasse um tema que interessa aos leitores mais jovens.<\/p>\n<aside>\u201cH\u00e1 pa\u00edses onde um governo promove a abertura de dados ou transpar\u00eancia, e de repente chega outro governo, com outra ideologia, e bloqueia a informa\u00e7\u00e3o, ou torna mais dif\u00edcil a sua obten\u00e7\u00e3o\u201d. \u2014 Hassel Fallas<\/aside>\n<p>\u201cEsse projeto foi a chave para diversas coisas [inclusive] para criarmos conex\u00e3o com o p\u00fablico que nos acompanhava, a maioria jovens com idade entre 18 e 25 anos,\u201d diz Fallas. \u201cFoi um importante projeto porque nos permitiu explicar a quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos seus diferentes \u00e2ngulos e fases, com dados, hist\u00f3rias e exemplo da vida quotidiana&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, a investiga\u00e7\u00e3o sobre financiamento clim\u00e1tico, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ladatacuenta.com\/2023\/06\/20\/finanzas-climaticas\/\">Show Me the Money!<\/a>, desvendou a forma como funciona o sistema de financiamento global para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e como o sistema est\u00e1 \u2013 de acordo com a reportagem \u2013 aprisionando a regi\u00e3o numa \u201cdepend\u00eancia excessiva dos cr\u00e9ditos clim\u00e1ticos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsta investiga\u00e7\u00e3o abriu as portas para fazermos alian\u00e7as com outros meios de comunica\u00e7\u00e3o como o Centro de Jornalismo Investigativo de Porto Rico\u201d, afirma Fallas. Ela acrescenta que o ve\u00edculo atualmente est\u00e1 concentrando as energias na regionaliza\u00e7\u00e3o \u2013 procurando criar conte\u00fados que sejam relevantes para al\u00e9m da Costa Rica \u2013 ao mesmo tempo que mant\u00e9m o seu foco em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e g\u00eanero, dois temas que anteriormente n\u00e3o estavam no topo da agenda da imprensa.<\/p>\n<p>Mas, diz ela, que as mudan\u00e7as governamentais tornaram o acesso aos dados mais dif\u00edcil, com as ideologias pol\u00edticas influenciando o acesso dos rep\u00f3rteres \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. \u201cH\u00e1 pa\u00edses onde um governo promove a abertura de dados ou transpar\u00eancia, e de repente chega outro governo, com outra ideologia, e bloqueia a informa\u00e7\u00e3o, ou torna mais dif\u00edcil a sua obten\u00e7\u00e3o\u201d, disse ela.<\/p>\n<h4><b>Como o brasileiro Aos Fatos est\u00e1 usando modelos de linguagem para combater a desinforma\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b><\/h4>\n<div id=\"attachment_1609980\" style=\"width: 1930px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.40.28-e1720100481423.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1609980\" class=\"wp-image-1609980 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-04-at-14.40.28-e1720100481423.png\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1609980\" class=\"wp-caption-text\">Radar Aos Fatos, monitor multiplataforma de desinforma\u00e7\u00e3o que analisa milhares de postagens em plataformas digitais como o WhatsApp. Imagem: Captura de tela<\/p><\/div>\n<p>Aos Fatos \u2013 organiza\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o de fatos que utiliza tecnologia para combater a desinforma\u00e7\u00e3o \u2013 foi criada em 2015. Dados e tecnologia sempre foram fundamentais para sua estrat\u00e9gia, e \u00e9 por isso que, desde o in\u00edcio, a equipe estruturou seu sistema de gerenciamento de conte\u00fado de forma que poderiam organizar suas reportagens por temas, fontes utilizadas e termos comuns para permitir a integra\u00e7\u00e3o de diferentes projetos.<\/p>\n<aside>&#8220;Obviamente, sem dados n\u00e3o h\u00e1 jornalismo de dados&#8221;. \u2014 Tai Nalon, co-fundadora e diretora executiva da Aos Fatos<\/aside>\n<p>Isso permitiu o desenvolvimento de projetos como o chatbot <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/fatimagpt.aosfatos.org\/\">F\u00e1tima<\/a>, que opera com um grande modelo de linguagem e mapeia todo o arquivo do Aos Fatos para responder ao p\u00fablico. \u201cOi!\u201d diz F\u00e1tima aos leitores, \u201cEstou aqui para te ajudar a verificar se as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o verdadeiras ou n\u00e3o. Para interagir comigo, fa\u00e7a uma pergunta ou envie uma mensagem de texto que voc\u00ea gostaria que fosse verificada&#8221;.<\/p>\n<p>A equipe multidisciplinar tamb\u00e9m criou o\u00a0 <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/radar\/\">Radar Aos Fatos<\/a>, um monitor de desinforma\u00e7\u00e3o multiplataforma que analisa milhares de postagens em plataformas digitais como o Whatsapp, Facebook, Instagram e YouTube em busca de padr\u00f5es lingu\u00edsticos comuns em campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o. Ou seja, processa automaticamente os dados das plataformas e gera outra base de dados, filtrada de acordo com o tema, com a qual seus jornalistas podem trabalhar.<\/p>\n<p>Radar rendeu \u00e0 equipe o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/premioggm.org\/noticias\/2021\/01\/meet-the-winners-of-the-gabo-2020-award\/#:~:text=La%20frontera%20desconocida%20de%20Am%C3%A9rica%E2%80%9D%20was%20selected%20as%20the%20winner,the%202020%20Gabo%202020%20Award.\">Pr\u00eamio Gabo em 2020<\/a>, onde os jurados disseram que o projeto \u201cfaz excelente uso da intelig\u00eancia artificial para detectar e exibir tend\u00eancias e padr\u00f5es de desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos muito orgulho disso, mas o projeto depende dos dados fornecidos pelas plataformas\u201d, afirma Nalon, co-fundadora do Aos Fatos. \u201c\u00c0 medida que restringem cada vez mais o acesso aos seus dados, fica mais dif\u00edcil manter funcionando. Obviamente, sem dados n\u00e3o h\u00e1 jornalismo de dados&#8221;.<\/p>\n<p>Ela est\u00e1 preocupada com o impacto da IA \u200b\u200bno jornalismo e com a possibilidade de o jornalismo de dados se tornar mais dependente, econ\u00f4mica e tecnologicamente, de grandes empresas tecnol\u00f3gicas sediadas no exterior e de modelos de IA desenvolvidos a partir de uma perspectiva do norte global.<\/p>\n<p>O acesso a dados confi\u00e1veis tamb\u00e9m se tornou mais dif\u00edcil em todos os sentidos, diz Nalon, com reda\u00e7\u00f5es cada vez menores e com menos profissionais dispon\u00edveis para exigir transpar\u00eancia e utilizar mecanismos como a leis de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o para promover uma cultura de dados p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Projetos de reportagem inovadores, diz ela, sempre implicar\u00e3o um risco de investimento, algo que \u00e9 \u201ccontr\u00e1rio \u00e0 cultura empresarial dos nossos tempos, que favorece recompensas imediatas\u201d.<\/p>\n<p>Mas ainda h\u00e1 espa\u00e7o para otimismo. Por sua vez, Luis Enrique P\u00e9rez sugere um futuro em que as universidades colaborem com os meios de comunica\u00e7\u00e3o, proporcionando forma\u00e7\u00e3o em visualiza\u00e7\u00f5es, cria\u00e7\u00e3o de aplicativos de not\u00edcias e jogos interativos. A colabora\u00e7\u00e3o entre disciplinas, espera ele, pode ajudar a difundir o conhecimento e aumentar o \u00e2mbito das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na Argentina, Crucianelli tamb\u00e9m est\u00e1 um pouco otimista.<\/p>\n<p>\u201cO jornalismo de dados vai crescer nos pr\u00f3ximos anos muito mais do que cresceu at\u00e9 agora\u201d, diz ela.\u00a0 \u201cO desafio \u00e9 que a m\u00eddia encontre os recursos necess\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"prose\">\n<p><b><em><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/lucero-140x140-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1607938 alignleft\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/lucero-140x140-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/><\/a><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/linktr.ee\/lucerohernandezgarcia\">Lucero Hern\u00e1ndez Garc\u00eda<\/a><\/em><\/b>\u00a0\u00e9<em> jornalista freelancer e consultora digital do M\u00e9xico e colaboradora da <a href=\"https:\/\/gijn.org\/es\/\">GIJN en espa\u00f1ol<\/a>. \u00c9 mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Media Digitais, com especializa\u00e7\u00e3o em produ\u00e7\u00e3o multimedia. Ela ministra workshops e ensina dados, visualiza\u00e7\u00e3o, ferramentas digitais e jornalismo online para estudantes universit\u00e1rios. Seu trabalho foi publicado pela IJNet e ela recebeu bolsas de estudo da Cosecha Roja, Sembramedia e da Thomson Reuters Foundation.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o mapeamento do impacto do crime organizado at\u00e9 \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de desvios de fundos e contratos p\u00fablicos, o jornalismo de dados est\u00e1 ajudando os meios de comunica\u00e7\u00e3o em toda a regi\u00e3o realizando projetos inovadores que revelam as hist\u00f3rias escondidas em grandes volumes de dados.<\/p>\n","protected":false},"author":3031175,"featured_media":1618351,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[24862,23797,24900],"gijn_topic":[18809,24871,18816],"series":[],"gijn_language":[],"gijn_region":[],"class_list":["post-1620932","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-america-latina-pt-br","tag-jornalismo-de-dados-pt-pt","tag-latam-focus-pt-br","gijn_topic-jornalismo-de-dados","gijn_topic-latam-focus-pt-br","gijn_topic-noticias-e-analises"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1620932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1620932"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1620932\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1627535,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1620932\/revisions\/1627535"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1618351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1620932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1620932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1620932"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=1620932"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=1620932"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=1620932"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=1620932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}