{"id":1616372,"date":"2024-07-08T03:00:57","date_gmt":"2024-07-08T07:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=1616372"},"modified":"2024-07-13T11:44:56","modified_gmt":"2024-07-13T15:44:56","slug":"estamos-apenas-aquecendo-nossos-motores-o-que-vem-por-ai-para-o-jornalismo-investigativo-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/estamos-apenas-aquecendo-nossos-motores-o-que-vem-por-ai-para-o-jornalismo-investigativo-na-america-latina\/","title":{"rendered":"\u2018Estamos apenas aquecendo nossos motores\u2019: o que vem por a\u00ed para o jornalismo investigativo na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p>A \u00e1rea do jornalismo investigativo nunca foi f\u00e1cil na Am\u00e9rica Latina. Desde reportagens sob regimes autorit\u00e1rios at\u00e9 os riscos de seguran\u00e7a significativos em uma regi\u00e3o que enfrenta o desafio adicional da impunidade; e desde as dificuldades de reportar no meio de lutas financeiras persistentes at\u00e9 lidar com a rea\u00e7\u00e3o negativa que surge com a exposi\u00e7\u00e3o de atos de corrup\u00e7\u00e3o \u2013 as circunst\u00e2ncias enfrentadas pelos rep\u00f3rteres t\u00eam sido desafiantes h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<aside>\u201cPor muito tempo, n\u00f3s trabalhamos sem ter o que em muitas regi\u00f5es \u00e9 considerado b\u00e1sico: acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e entidades que disponibilizassem enormes cole\u00e7\u00f5es de documentos e dados\u201d. \u2014 Alejandra Xanic, do Quinto Elemento Lab<\/aside>\n<p>No Peru, por exemplo, um dos mais importantes jornalistas investigativos, Gustavo Gorriti est\u00e1 <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/idl-reporteros-challenge-peru-political-elite\/\">lutando contra uma campanha de intimida\u00e7\u00e3o<\/a> que, segundo ele, foi lan\u00e7ada em retalia\u00e7\u00e3o pelas incans\u00e1veis \u200b\u200binvestiga\u00e7\u00f5es do seu meio de comunica\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria de corrup\u00e7\u00e3o da Odebrecht. Na Guatemala, o rep\u00f3rter veterano e editor do El Peri\u00f3dico, <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/in-a-hostile-climate-guatemalas-journalists-fear-the-law-being-turned-against-them\/\">Jos\u00e9 Rub\u00e9n Zamora<\/a>, passou quase dois anos trancado em uma cela por acusa\u00e7\u00f5es que grupos de liberdade de imprensa dizem ter motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. No Brasil, no final do ano passado, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/reutersinstitute.politics.ox.ac.uk\/news\/under-attack-so-many-quarters-press-freedom-brazil-now-threatened-some-judges-too\">a jornalista brasileira Schirlei Alves foi sentenciada a um ano de pris\u00e3o e a pagar mais de 80 mil d\u00f3lares por difama\u00e7\u00e3o<\/a> depois de publicar uma reportagem sobre a humilha\u00e7\u00e3o sofrida por uma mulher durante um julgamento de estupro. Na Venezuela e Nicar\u00e1gua, meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes enfrentam censura e muitos rep\u00f3rteres trabalham no ex\u00edlio. O M\u00e9xico \u00e9 um dos pa\u00edses mais mortais para jornalistas, com <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cpj.org\/data\/killed\/2022\/?status=Killed&amp;motiveConfirmed%5B%5D=Confirmed&amp;motiveUnconfirmed%5B%5D=Unconfirmed&amp;type%5B%5D=Journalist&amp;type%5B%5D=Media%20Worker&amp;cc_fips%5B%5D=MX&amp;start_year=2022&amp;end_year=2022&amp;group_by=location\">numerosos assassinatos e desaparecimentos todos os anos.<\/a><\/p>\n<p>Mas apesar dos desafios, por d\u00e9cadas rep\u00f3rteres de toda a regi\u00e3o t\u00eam levantado sua voz e lan\u00e7ado luz sobre quest\u00f5es cr\u00edticas, com projetos investigativos que mostram o que os rep\u00f3rteres daqui fazem melhor: revelar \u201cas terr\u00edveis verdades escondidas pelo poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico,\u201d como diz Camilo Amaya, o diretor executivo da associa\u00e7\u00e3o colombiana Consejo de Redaci\u00f3n.<\/p>\n<p>Alguns exemplos dos projetos vibrantes e diversos que foram produzidos recentemente incluem: a <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/quintoelab.org\/project\/decenas-personas-localizadas-censo-siguen-desaparecidas\">publica\u00e7\u00e3o<\/a> do Quinto Elemento Lab sobre como a crise das pessoas desaparecidas no M\u00e9xico desafia as narrativas oficiais; a <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/thriving-on-change-el-surtidors-groundbreaking-multi-platform-visual-journalism\/\">abordagem inovadora<\/a> do El Surtidor no jornalismo investigativo do Paraguai, onde a equipe exp\u00f4s o impacto da crise na sa\u00fade dos trabalhadores; um <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.pbs.org\/wgbh\/frontline\/documentary\/a-dangerous-assignment-uncovering-corruption-maduro-venezuela\/\">document\u00e1rio<\/a>, co-produzido pelo Armando.Info com a PBS Frontline, sobre um esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o que afeta Venezuela e Estados Unidos; uma investiga\u00e7\u00e3o da Rep\u00f3rter Brasil que acompanhou a cadeia produtiva que liga a pecu\u00e1ria ao desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira e que rendeu ao secret\u00e1rio-executivo do ve\u00edculo, Marcel Gomes, o <a href=\"https:\/\/gijn.org\/stories\/investigating-cattle-laundering-deforestation-amazon-goldman-prize-2024\/\">Pr\u00eamio Goldman<\/a>; e o trabalho do Centro Latino-Americano de Investiga\u00e7\u00e3o Jornal\u00edstica (El CLIP) no projeto <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.elclip.org\/mercenarios-digitales\/\">Mercen\u00e1rios Digitais<\/a>, que deu luz ao mundo obscuro dos consultores pol\u00edticos e seu papel nas campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na COLPIN, Confer\u00eancia Latino-Americana de Jornalismo Investigativo, tr\u00eas investiga\u00e7\u00f5es receberam o pr\u00eamio Javier Valdez, incluindo <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OJlEWGgz__4\">uma an\u00e1lise forense da viol\u00eancia das for\u00e7as de seguran\u00e7a no Peru<\/a> pela IDL-Reporteros, uma investiga\u00e7\u00e3o sobre como gangues se infiltraram nas <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/runrun.es\/prisiones-venezolanas\/\">pris\u00f5es venezuelanas<\/a> por Runrun.es e Connectas, e uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a morte de crian\u00e7as ind\u00edgenas <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/sumauma.com\/es\/nao-estamos-conseguindo-contar-os-corpos\/\">Yanomami<\/a> no Brasil por Suma\u00fama.<\/p>\n<div id=\"attachment_1614563\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.37.03-1-771x434-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1614563\" class=\"wp-image-1614563 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.37.03-1-771x434-1.png\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.37.03-1-771x434-1.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.37.03-1-771x434-1-336x189.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.37.03-1-771x434-1-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1614563\" class=\"wp-caption-text\">A an\u00e1lise forense da IDL-Reporteros sobre a viol\u00eancia cometida pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a no Peru foi uma das tr\u00eas investiga\u00e7\u00f5es que receberam o pr\u00eamio Javier Valdez na COLPIN em 2023. Imagem: Captura de tela, YouTube \/ IDL-Reporteros<\/p><\/div>\n<p>Projetos como esse revelam a adaptabilidade e a coragem dos rep\u00f3rteres de toda a regi\u00e3o. Para celebrar essas conquistas, criamos a LATAM Focus week (Semana de foco na Am\u00e9rica Latina) na GIJN, o primeiro de uma s\u00e9rie de destaques regionais em que todo o nosso conte\u00fado durante uma semana contar\u00e1 as hist\u00f3rias dos rep\u00f3rteres de uma determinada regi\u00e3o, aprofundando-se nas mais importantes investiga\u00e7\u00f5es e detalhando como os meios de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o criando projetos inovadores em meio aos desafios espec\u00edficos de sua localidade.<\/p>\n<p>A GIJN tem mais de 25 <a href=\"https:\/\/gijn.org\/membership\/gijn-global-network\/\">organiza\u00e7\u00f5es-membro ativas<\/a> na regi\u00e3o, do M\u00e9xico ao Brasil, da Costa Rica ao Chile. N\u00f3s os entrevistamos para perguntar o que define o jornalismo investigativo latino-americano, quais s\u00e3o seus pontos fortes e para onde ele ir\u00e1 a seguir.<\/p>\n<h4><b>O que faz a reportagem investigativa \u00fanica na Am\u00e9rica Latina?\u00a0<\/b><\/h4>\n<p>Editores e rep\u00f3rteres nos disseram que o jornalismo investigativo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 movido por um compromisso com a verdade, com a responsabiliza\u00e7\u00e3o e com a busca por justi\u00e7a, mas a colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 no centro do trabalho.<\/p>\n<aside>&#8220;Jornalistas latino-americanos sabem que hoje n\u00f3s podemos contar uma hist\u00f3ria, mas n\u00f3s nunca temos certeza que acordaremos com essa liberdade&#8221;. \u2014 Jazm\u00edn Acu\u00f1a, El Surtidor<\/aside>\n<p>Para Armando.info \u2013 que <i>re\u00fane alguns rep\u00f3rteres<\/i> que foram for\u00e7ados a deixar a Venezuela, mas que continuam a reportar do ex\u00edlio \u2013 o que define a reportagem investigativa em todo o continente \u00e9, nas palavras do co-diretor Ewald Scharfenberg, \u201ccoragem, bravura e perseveran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Teresa Mioli, da LatAm Journalism Review do Knight Center for Journalism in the Americas, diz que os pr\u00f3prios desafios enfrentados pelos rep\u00f3rteres na regi\u00e3o deram ao jornalismo investigativo latino-americano seus tra\u00e7os caracter\u00edsticos.<\/p>\n<p>\u201cOnde h\u00e1 corrup\u00e7\u00e3o e abuso, o jornalismo investigativo latino-americano respondeu,\u201d aponta Mioli. \u201cQuando publica\u00e7\u00f5es foram assumidas por governos, websites bloqueados dentro dos pa\u00edses, jornalistas mortos e atacados ou o jornalismo foi reprimido de outra forma, vozes independentes responderam com jornalismo investigativo para descobrir quem est\u00e1 tentando mant\u00ea-los calados e impedir que a verdade chegue. Dessa forma, a repress\u00e3o acabou fortalecendo as pr\u00e1ticas investigativas\u201d.<\/p>\n<p>Ela cita como exemplo o Projeto Miroslava, no M\u00e9xico, ou o Programa Tim Lopes, da Abraji, no Brasil, ambos \u201csurgiram em resposta \u00e0 morte de colegas&#8221;.<\/p>\n<p>Jazm\u00edn Acu\u00f1a, do paraguaio El Surtidor, concorda: \u201cTenho visto o melhor do jornalismo investigativo se desenvolver apesar do contexto de poder pol\u00edtico que captura a m\u00eddia e concentra o poder econ\u00f4mico; jornalistas e meios de comunica\u00e7\u00e3o que percebem opera\u00e7\u00f5es de influ\u00eancia contra eles e que respondem com mais e melhor jornalismo; reda\u00e7\u00f5es que se mudaram, mas que, do ex\u00edlio, continuam a contar hist\u00f3rias que outros prefeririam manter escondidas; e a colabora\u00e7\u00e3o radical entre ve\u00edculos de todo o continente\u2026 em que expusemos o crime organizado, para\u00edsos fiscais, desinforma\u00e7\u00e3o e mercen\u00e1rios que tentam corromper as nossas fr\u00e1geis democracias&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns dos nossos membros olharam para o passado para explicar como a hist\u00f3ria moldou os tipos de jornalista que surgiram em todo o continente, e os mecanismos de sobreviv\u00eancia dos rep\u00f3rteres que atuam em determinados ambientes.<\/p>\n<p>Alejandra Xanic, do Quinto Elemento Lab, com sede no M\u00e9xico, diz que a pr\u00f3pria batalha para poder contar a hist\u00f3ria ajuda os rep\u00f3rteres investigativos a fortalecerem sua determina\u00e7\u00e3o, beneficiando-os com uma certa \u201cteimosia\u201d para fazer investiga\u00e7\u00f5es mesmo quando tudo parece trabalhar contra eles.<\/p>\n<p>\u201cPor muito tempo, n\u00f3s trabalhamos sem ter o que em muitas regi\u00f5es \u00e9 considerado b\u00e1sico: acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e entidades que disponibilizassem enormes cole\u00e7\u00f5es de documentos e dados. N\u00f3s sab\u00edamos como trabalhar sem acesso a projetos judiciais, sem legisla\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es corporativas. Por d\u00e9cadas, nada estava dispon\u00edvel\u201d, diz Xanic.<\/p>\n<p>Outros apontaram a turbul\u00eancia pol\u00edtica pela qual muitos pa\u00edses passaram como um fator decisivo, e como algo que moldou a atitude das corpora\u00e7\u00f5es que reportam atualmente.<\/p>\n<p>\u201cA mem\u00f3ria da ditadura no continente, assim como o horror da Opera\u00e7\u00e3o Condor, e os conflitos armados na Col\u00f4mbia e na Am\u00e9rica Central no \u00faltimo s\u00e9culo, que custou a vida de milhares de pessoas, deram uma caracter\u00edstica distinta ao jornalismo investigativo na Am\u00e9rica Latina,\u201d explica\u00a0Acu\u00f1a do El Surtidor. \u201cJornalistas latino-americanos sabem que hoje n\u00f3s podemos contar uma hist\u00f3ria, mas n\u00f3s nunca temos certeza que acordaremos com essa liberdade&#8221;.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria ainda \u00e9 combust\u00edvel para o trabalho investigativo hoje. No Brasil, com o anivers\u00e1rio de 60 anos do golpe militar neste ano, ve\u00edculos como a Ag\u00eancia P\u00fablica examinaram o per\u00edodo em uma <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/apublica.org\/especial\/ditadura-60-anos-do-golpe\/\">s\u00e9rie de reportagens<\/a>, com \u00eanfase especial nas companhias e organiza\u00e7\u00f5es que s\u00e3o acusadas de serem \u201cc\u00famplices\u201d da ditadura.<\/p>\n<div id=\"attachment_1614586\" style=\"width: 781px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.57.41-771x416-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1614586\" class=\"wp-image-1614586 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.57.41-771x416-1.png\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.57.41-771x416-1.png 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.57.41-771x416-1-336x181.png 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Screenshot-2024-07-03-at-13.57.41-771x416-1-768x414.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1614586\" class=\"wp-caption-text\">A Ag\u00eancia P\u00fablica compilou uma s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es para marcar o 60\u00ba anivers\u00e1rio do golpe militar no Brasil. Imagem: Captura de tela, Ag\u00eancia P\u00fablica<\/p><\/div>\n<h4><b>Colaborando com parceiros &#8211; e al\u00e9m fronteiras<\/b><\/h4>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o parece ter chegado com relativa facilidade \u00e0 Am\u00e9rica Latina \u2013 onde tem sido usada como uma ferramenta para ampliar as investiga\u00e7\u00f5es, criar conex\u00f5es, e abordar quest\u00f5es como a corrup\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o s\u00e3o restritas a nenhum pa\u00eds. Grandes colabora\u00e7\u00f5es investigativas, como o caso da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato \u2013 que explorou uma extensa rede de corrup\u00e7\u00e3o centrada em empresas brasileiras \u2013 cruzaram v\u00e1rias fronteiras. No ano passado, um dos maiores projetos colaborativos transfronteiri\u00e7os foi o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/en\/narcofiles-the-new-criminal-order\/\">NarcoFiles<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s percebemos que os problemas transnacionais n\u00e3o poderiam ser cobertos por rep\u00f3rteres individualmente ou por ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o nacionais, por isso as alian\u00e7as foram uma resposta natural para aumentar o nosso alcance,\u201d diz Jose Luis Pe\u00f1arredonda, do CLIP.<\/p>\n<p>Xanic diz que os rep\u00f3rteres da regi\u00e3o sabem como colaborar: \u201cA falta de recursos fez com que isso acontecesse de forma muito natural, especialmente entre os meios de comunica\u00e7\u00e3o locais, organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos e pequenos meios de comunica\u00e7\u00e3o digitais independentes\u201d.<\/p>\n<aside>\u201cJornalismo investigativo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 arriscado&#8230; Ataques contra jornalistas \u2013 amea\u00e7as, assassinatos, ass\u00e9dio judicial, entre outros \u2013 s\u00e3o alguns dos principais problemas enfrentados pela imprensa na regi\u00e3o&#8221;. \u2014 Adriana Le\u00f3n, peruano Instituto Prensa y Sociedad (IPYS)<\/aside>\n<p>No Brasil, uma investiga\u00e7\u00e3o colaborativa internacional envolvendo mais de 50 jornalistas de dez pa\u00edses foi criada para investigar as rela\u00e7\u00f5es entre e os indiv\u00edduos suspeitos de assassinar o jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips e o ativista ind\u00edgena Bruno Pereira, que foram mortos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica em 2022. \u201cFizemos a reportagem na Amaz\u00f4nia, no local do crime, e trouxemos as vozes dos ind\u00edgenas que v\u00eam sofrendo a opress\u00e3o que seria denunciada por Dom e Bruno\u201d, disse Tatiana Farah, gerente de comunica\u00e7\u00e3o da brasileira Abraji.<\/p>\n<p>No Periodistas de a Pie, do M\u00e9xico, a equipe agradece o \u201clegado de jornalistas excepcionais que souberam construir conhecimento colaborativo\u201d. No Peru, Adriana Le\u00f3n, do Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), credita encontros internacionais como a COLPIN, a confer\u00eancia de jornalismo investigativo para rep\u00f3rteres da Am\u00e9rica Latina, por fomentar o trabalho colaborativo entre jornalistas de diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cNas confer\u00eancias, webinars e pequenas reuni\u00f5es, os jornalistas da regi\u00e3o apontaram para a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o que atravessa fronteiras e oceanos\u201d, conclui Mioli. \u201cGrandes temas investigativos na Am\u00e9rica Latina \u2013 corrup\u00e7\u00e3o governamental, crimes financeiros, destrui\u00e7\u00e3o ambiental \u2013 n\u00e3o s\u00e3o relegados a apenas um pa\u00eds ou regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h4><b>Ataques legais, seguran\u00e7a e problemas financeiros: as principais preocupa\u00e7\u00f5es<\/b><\/h4>\n<p>Os desafios enfrentados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o s\u00e3o m\u00faltiplos, mas muitos dos nossos membros demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o sobre os mesmos riscos: v\u00e1rios mencionaram a sustentabilidade financeira e o ass\u00e9dio judicial.<\/p>\n<p>No Consejo de Redacci\u00f3n, da Col\u00f4mbia, a equipe tamb\u00e9m destacou as amea\u00e7as gerais e a viol\u00eancia que muitos rep\u00f3rteres da regi\u00e3o enfrentam regularmente quando realizam seu trabalho. Colegas no M\u00e9xico apontaram para a amea\u00e7a da expans\u00e3o do crime organizado.<\/p>\n<p>\u201cJornalismo investigativo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 arriscado,\u201d diz Le\u00f3n, do IPYS. \u201cAtaques contra jornalistas \u2013 amea\u00e7as, assassinatos, ass\u00e9dio judicial, entre outros \u2013 s\u00e3o alguns dos principais problemas enfrentados pela imprensa na regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Os processos judiciais movidos por quem est\u00e1 no poder tamb\u00e9m s\u00e3o um problema iminente.<\/p>\n<p>\u201cO jornalismo investigativo requer tempo, recursos e apoio dos l\u00edderes da m\u00eddia para se desenvolver plenamente. Se alguma dessas coisas for prec\u00e1ria, os rep\u00f3rteres n\u00e3o conseguir\u00e3o fazer bem o seu trabalho\u201d, diz Acu\u00f1a, do El Surtidor. \u201cO segundo desafio \u00e9 a instrumentaliza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da lei para perseguir e silenciar jornalistas, o que \u00e9 conhecido como \u2018lawfare\u2019 em ingl\u00eas. Aqueles que est\u00e3o no poder e que s\u00e3o alvo de investiga\u00e7\u00f5es minuciosas de jornalistas entram com processos por difama\u00e7\u00e3o, cal\u00fania, entre outros, sem fundamentos s\u00f3lidos e movidos com o objetivo de censurar e punir&#8221;.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, as equipes do CLIP e do Connectas apontam para um assunto do qual falaremos sobre em uma das nossas hist\u00f3rias essa semana \u2013 uma regress\u00e3o das capacidades dos rep\u00f3rteres em ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o em muitos pa\u00edses. &#8220;Outro desafio que os rep\u00f3rteres investigativos enfrentam \u00e9 como superar a opacidade na maioria dos pa\u00edses latino-americanos&#8221;, diz Carlos Huertas, diretor do Connectas. &#8220;Vemos um padr\u00e3o generalizado de acesso a fontes de inform\u00e7\u00e3o sendo caladas, especialmente fontes oficiais, que acaba tornando muito dif\u00edcil encontrar hist\u00f3rias que revelam problemas estruturais&#8221;.<\/p>\n<h4><b>Qual o futuro das reportagens investigativas na regi\u00e3o?<\/b><\/h4>\n<p>De acordo com as organiza\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o, o futuro ir\u00e1 trazer mais projetos investigativos transnacionais. A resposta \u00e9 natural em uma regi\u00e3o onde a corrup\u00e7\u00e3o dos governos, crimes financeiros e a destrui\u00e7\u00e3o ambiental ultrapassam fronteiras e exigem um esfor\u00e7o coletivo.<\/p>\n<p>Scharfenberg, da Armando.info, prev\u00ea \u201cuma colabora\u00e7\u00e3o mais profunda e regular em projetos investigativos transnacionais\u201d, enquanto Mioli, da LatAm Journalism Review, v\u00ea um caminho em que haver\u00e1 \u201cainda mais colabora\u00e7\u00e3o entre colegas nas Am\u00e9ricas, mas tamb\u00e9m com colegas da \u00c1sia, Europa, \u00c1frica&#8221;.<\/p>\n<aside>\u201cO jornalismo investigativo deve encontrar seu lugar no novo ambiente midi\u00e1tico&#8230; Tamb\u00e9m tem que encontrar formas de se envolver com empresas transnacionais mais colaborativas quando perigos iminentes amea\u00e7am toda a regi\u00e3o&#8221;. \u2014 Camilo Amaya, do colomniano Consejo de Redacci\u00f3n<\/aside>\n<p>No Periodistas de a Pie, a equipe v\u00ea um futuro onde as hist\u00f3rias locais tenham um impacto regional significativo \u2013 e onde o intenso envolvimento e colabora\u00e7\u00e3o do p\u00fablico permitir\u00e1 que as publica\u00e7\u00f5es tenham uma \u201cconex\u00e3o mais intensa\u201d com a audi\u00eancia.<\/p>\n<p>Outros tamb\u00e9m esperam que o jornalismo na Am\u00e9rica Latina continue a inovar por meio do uso de plataformas e narrativas para melhor conectar o p\u00fablico, engajar os leitores mais efetivamente e promover uma conex\u00e3o mais profunda com eles.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que o jornalismo investigativo deve encontrar seu lugar no novo ambiente midi\u00e1tico\u201d, diz Amaya, do Consejo de Redacci\u00f3n. \u201cTamb\u00e9m tem que encontrar formas de se envolver com empresas transnacionais mais colaborativas quando perigos iminentes amea\u00e7am toda a regi\u00e3o em termos de meio ambiente, fluxos internacionais duvidosos de dinheiro e propaga\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o e not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>Em tecnologia e forma\u00e7\u00e3o, Le\u00f3n, do IPYS, espera ver uma maior profissionaliza\u00e7\u00e3o que permitir\u00e1 aos rep\u00f3rteres continuar investigando o que as grandes pot\u00eancias querem esconder. Pe\u00f1arredonda do CLIP prev\u00ea que a tecnologia e as ferramentas de IA marcar\u00e3o uma nova era de jornalismo investigativo que ajudar\u00e1 os jornalistas a responsabilizar entidades poderosas.<\/p>\n<p>\u201cOs jornalistas investigativos utilizam e desenvolvem cada vez mais tecnologia e ferramentas de IA para melhorar a nossa produtividade, tirar vantagem de novas fontes de informa\u00e7\u00e3o e realizar o nosso trabalho de forma segura\u201d, explica. \u201c\u00c0 medida que a tecnologia se torna uma for\u00e7a cada vez mais influente nas nossas sociedades, expandiremos a nossa capacidade de compreens\u00e3o sobre como funciona, como interage com outros poderes e o que podemos \u2014 e devemos \u2014 fazer para responsabilizar os seus criadores e vendedores&#8221;.<\/p>\n<p>Muitos est\u00e3o esperan\u00e7osos de que o melhor ainda est\u00e1 por vir. Xanic, do M\u00e9xico, diz que os rep\u00f3rteres da regi\u00e3o \u201cainda t\u00eam muito o que investigar juntos. Estamos apenas aquecendo nossos motores\u201d. Acu\u00f1a, do El Surtidor, concorda: \u201cN\u00e3o sei para onde ir\u00e1, mas mal posso esperar para ver o que isso nos trar\u00e1\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/AndreaArzaba_s-140x140-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1614609 size-full\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/AndreaArzaba_s-140x140-1.jpg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/gijn.org\/about\/staff-member\/andrea-arzaba\/\"><b><i>Andrea Arzaba<\/i><\/b><\/a><i> \u00e9 jornalista e editora da GIJN em Espanhol. Como rep\u00f3rter e profissional de m\u00eddia, ela se concentrou em documentar as hist\u00f3rias de pessoas na Am\u00e9rica Latina e de comunidades Latinx nos EUA. Ela \u00e9 bolsista da International Women\u2019s Media Foundation e faz parte do Programa para Jovens Jornalistas da Transpar\u00eancia Internacional.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1083707 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-140x140.jpg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-140x140.jpg 140w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-336x336.jpg 336w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-771x771.jpg 771w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-768x768.jpg 768w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223-60x60.jpg 60w, https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AnaBeatriz-e1621510842223.jpg 899w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/gijn.org\/staff-member\/ana-beatriz-assam\/\"><b><i>Ana Beatriz Assam<\/i><\/b><\/a><i> \u00e9 editora da GIJN em Portugu\u00eas e uma jornalista brasileira. Trabalhou como rep\u00f3rter freelancer no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, principalmente com jornalismo de dados. Ela tamb\u00e9m trabalha na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) como coordenadora assistente de cursos de jornalismo.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A GIJN tem mais de 25 membros na Am\u00e9rica Latina, do M\u00e9xico ao Chile. 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