{"id":112665,"date":"2019-01-22T08:08:27","date_gmt":"2019-01-22T12:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/gijn.org\/?p=112665"},"modified":"2023-09-06T00:02:33","modified_gmt":"2023-09-06T04:02:33","slug":"inteligencia-artificial-demanda-jornalismo-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/artigos\/inteligencia-artificial-demanda-jornalismo-real\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia artificial demanda jornalismo real"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/2019\/01\/17\/artificial-intelligence-demands-genuine-journalism\"><strong>English<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/artificial-intelligence-brain-771x514-1.jpg\"><\/a><\/p>\n<p>Muitas reda\u00e7\u00f5es de grande porte e ag\u00eancias de not\u00edcias t\u00eam, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, deixado a produ\u00e7\u00e3o de textos sobre esportes, clima, movimentos do mercado financeiro e desempenho corporativo para os computadores. Surpreendentemente, as m\u00e1quinas podem ser mais rigorosas e com olhar mais amplos do que alguns rep\u00f3rteres. Ao contr\u00e1rio de muitos jornalistas que frequentemente publicam hist\u00f3rias com uma \u00fanica fonte, softwares podem buscar informa\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias fontes, reconhecer tend\u00eancias e padr\u00f5es e, usando Natural Language Processing, contextualizar essas tend\u00eancias, construindo frases sofisticadas com adjetivos, met\u00e1foras e analogias. Os rob\u00f4s agora conseguem inclusive informar, de forma convincente, sobre as emo\u00e7\u00f5es de torcedores em uma partida de futebol acirrada.<\/p>\n<p>Esses avan\u00e7os s\u00e3o o motivo pelo qual muitos no meio jornal\u00edstico temem que a Intelig\u00eancia Artificial os deixe sem emprego. Mas, se, em vez de tem\u00ea-los, os jornalistas adotarem a Intelig\u00eancia Artificial, ela poder\u00e1 se tornar a salva\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio &#8211; permitindo que os rep\u00f3rteres cubram melhor o mundo cada vez mais complexo, globalizado e rico em informa\u00e7\u00f5es em que vivemos.<\/p>\n<p>M\u00e1quinas inteligentes podem turbinar a apura\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, a criatividade e a capacidade de envolver o p\u00fablico. Seguindo padr\u00f5es de dados previs\u00edveis e programados para &#8220;aprender&#8221; varia\u00e7\u00f5es nesses padr\u00f5es ao longo do tempo, um algoritmo pode ajudar os rep\u00f3rteres a organizar, classificar e produzir conte\u00fado em uma velocidade nunca imaginada. O algoritmo pode sistematizar dados para encontrar um elo perdido em uma reportagem investigativa. Pode identificar tend\u00eancias e perceber o ponto de destaque entre milh\u00f5es de pontos de dados e que pode vir a ser o come\u00e7o de uma grande descoberta. Por exemplo, hoje em dia, um meio de comunica\u00e7\u00e3o pode continuamente alimentar os dados de contratos p\u00fablicos em um algoritmo, que tem a capacidade de cruzar esses dados com empresas que compartilham o mesmo endere\u00e7o. O aperfei\u00e7oamento desse sistema poderia dar aos rep\u00f3rteres muitas pistas sobre onde a corrup\u00e7\u00e3o pode estar acontecendo em um determinado pa\u00eds.<\/p>\n<p>Algoritmos ajudam rep\u00f3rteres a sistematizar dados para encontrar elos perdidos em uma hist\u00f3ria investigativa ou identificar tend\u00eancias entre milh\u00f5es de pontos de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os computadores inteligentes n\u00e3o s\u00f3 podem analisar enormes quantidades de dados para ajudar em investiga\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m podem ajudar a encontrar e a checar informa\u00e7\u00f5es vindas do p\u00fablico para verificar se essas contribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o confi\u00e1veis. De acordo com o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/towcenter.org\/research\/artificial-intelligence-practice-and-implications-for-journalism\/\">relat\u00f3rio de 2017 do Tow Center Report<\/a>, v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos j\u00e1 est\u00e3o usando Intelig\u00eancia Artificial para checar informa\u00e7\u00f5es. A Reuters, por exemplo, est\u00e1 usando o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agency.reuters.com\/en\/insights\/articles\/articles-archive\/reuters-news-tracer-filtering-through-the-noise-of-social-media.html\">News Tracer<\/a> para rastrear as \u00faltimas not\u00edcias nas m\u00eddias sociais e verificar a integridade de tweets. O\u00a0<a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/serenata.ai\/\">Serenata de Amor<\/a>, um grupo de entusiastas da tecnologia e jornalistas do Brasil, usa um rob\u00f4 chamado Rosie para rastrear todos os reembolsos reivindicados pelos congressistas do pa\u00eds e destaca por que alguns gastos s\u00e3o suspeitos.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas outras maneiras pelas quais os algoritmos est\u00e3o ajudando os jornalistas: desde fazer edi\u00e7\u00e3o bruta de v\u00eddeos e reconhecer padr\u00f5es de voz a identificar rostos na multid\u00e3o. Eles podem ser programados para conversar com os leitores (chatbots) e para responder a consultas. A parte complicada \u00e9 que esse processo n\u00e3o pode acontecer sem um jornalista humano presente que, com um objetivo em mente, fa\u00e7a perguntas relevantes sobre os dados. Rep\u00f3rteres e editores precisam aprender rapidamente como esses sistemas operam e como podem us\u00e1-los para aprimorar o jornalismo.<\/p>\n<p>A maioria dos jornalistas do mundo n\u00e3o tem acesso a uma equipe de programadores e cientistas de dados para ajud\u00e1-los a planejar e desenvolver seus projetos. Colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 a resposta. Pequenas reda\u00e7\u00f5es e freelancers podem compensar a falta de recursos ao se associarem a desenvolvedores de software, para ajudar a construir uma colabora\u00e7\u00e3o mais permanente. Eles tamb\u00e9m podem se tornar sens\u00edveis para identificar as muitas ferramentas de an\u00e1lise e de pesquisa em c\u00f3digo aberto dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o entre jornalistas e <i>techies<\/i> n\u00e3o \u00e9 algo dado. \u00c9 necess\u00e1ria muito aprendizado de ambos os lados e algumas tentativas e erros. Com o constante desenvolvimento tecnol\u00f3gico, os jornalistas agora t\u00eam um conjunto de ferramentas em constante expans\u00e3o para fiscalizar o poder. Com essa capacidade ampliada para ouvir a comunidade e identificar suas necessidades, seria um desperd\u00edcio tremendo n\u00e3o experimentar.<\/p>\n<h4><b>Desafios \u00e9ticos<\/b><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/gijn.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/artificial-intelligence.jpg\"><\/a><\/p>\n<p>O editor dos leitores do The Guardian, <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2018\/jan\/21\/technology-codes-ethics-ai-artificial-intelligence\">Paul Chadwick<\/a>, escrevendo sobre a rela\u00e7\u00e3o entre jornalismo e Intelig\u00eancia Artificial, prop\u00f5e uma nova cl\u00e1usula para o c\u00f3digo de \u00e9tica do jornal. &#8220;O software que \u2018pensa\u2019 \u00e9 cada vez mais \u00fatil, mas n\u00e3o necessariamente re\u00fane ou processa as informa\u00e7\u00f5es de maneira \u00e9tica&#8221;, adverte. \u201cAo usar Intelig\u00eancia Artificial para aumentar o seu jornalismo, considere sua compatibilidade com os valores deste c\u00f3digo.\u201d<\/p>\n<p>Os jornalistas devem estar cientes de que os algoritmos podem mentir ou enganar. Eles foram programados por seres humanos, que t\u00eam preconceitos, e padr\u00f5es l\u00f3gicos podem levar a conclus\u00f5es erradas. Isso significa que os jornalistas sempre precisar\u00e3o verificar os resultados com suas t\u00e9cnicas de verifica\u00e7\u00e3o seculares: checar fontes, comparar documentos, duvidar de suas descobertas.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, jornalistas t\u00eam ferramentas em constante expans\u00e3o para fiscalizar o poder. Mas n\u00f3s tamb\u00e9m temos de estar cientes de que os algoritmos podem estar enviesados.<\/p>\n<p>Transpar\u00eancia \u00e9 outra obriga\u00e7\u00e3o do jornalismo nesta nova era de m\u00e1quinas inteligentes. \u201cO maior obst\u00e1culo para a entrada da IA nas reda\u00e7\u00f5es \u00e9 a transpar\u00eancia. A transpar\u00eancia, um valor jornal\u00edstico b\u00e1sico, est\u00e1 frequentemente em desacordo com a Intelig\u00eancia Artificial, que geralmente funciona escondida \u201d, diz <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.cjr.org\/tow_center\/artificial-intelligence-newsrooms.php\">Nausicaa Renner<\/a>, editora digital da Columbia Journalism Review.<\/p>\n<p>Ve\u00edculos de m\u00eddia devem permitir que o p\u00fablico saiba quais dados pessoais est\u00e3o sendo coletados se quiser permanecer confi\u00e1vel. Apesar dos novos e poderosos \u2018brinquedos\u2019 que permitem atender precisamente o gosto de seus p\u00fablicos, os editores tamb\u00e9m devem se esfor\u00e7ar para informar os usu\u00e1rios sobre o que eles <i>n\u00e3o<\/i> querem saber. O interesse p\u00fablico ainda \u00e9 o neg\u00f3cio da m\u00eddia e a chave para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Da mesma forma, os rep\u00f3rteres investigativos devem se esfor\u00e7ar ao m\u00e1ximo para explicar como est\u00e3o usando algoritmos para encontrar padr\u00f5es ou processar provas para uma hist\u00f3ria se quiserem ser diferentes dos manipuladores e demagogos que secretamente coletam dados para uso comercial ou arma pol\u00edtica. Al\u00e9m disso, o jornalismo saud\u00e1vel deve continuar a dar vida \u00e0quelas vozes silenciadas e quest\u00f5es n\u00e3o tratadas, em torno das quais ningu\u00e9m coletou sistematicamente informa\u00e7\u00f5es ou construiu conjuntos de dados.<\/p>\n<p>No final, embora seja verdade que a IA possibilita ganhos o jornalismo como nunca antes, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que isso traz novos desafios. Sem clareza jornal\u00edstica, toda essa tecnologia n\u00e3o ir\u00e1 gerar a uma sociedade bem informada. Sem \u00e9tica, a tecnologia inteligente poder\u00e1 decretar o fim do jornalismo. Sem objetivos claros, processos transparentes e o interesse p\u00fablico como uma b\u00fassola, o jornalismo perder\u00e1 a credibilidade das pessoas, n\u00e3o importa quantos gr\u00e1ficos, bots e assobios voc\u00ea o enfeite.<\/p>\n<h4><b>Exemplos de como IA pode ser usada no jornalismo<\/b><\/h4>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ziizj6u1f6M\"><\/a><\/p>\n<p><b>Jornalismo automatizado:<\/b> produzindo hist\u00f3rias a partir de dados. Inicialmente, foi usado em reportagens sobre esportes e not\u00edcias financeiras. Pode libertar jornalistas de tarefas rotineiras, melhorando a efici\u00eancia e cortando custos. A <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/automatedinsights.com\/customer-stories\/associated-press\/\">Associated Press<\/a> usa o software <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=67&amp;v=ziizj6u1f6M\">Wordsmith<\/a> para transformar dados financeiros em hist\u00f3rias. Washington Post usa a tecnologia desenvolvida <i>in house <\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/pr\/wp\/2017\/09\/01\/the-washington-post-leverages-heliograf-to-cover-high-school-football\/?utm_term=.0d105b067848\">Heliograf<\/a> para relat\u00f3rios sobre eventos esportivos e corrida eleitoral.<\/p>\n<p><b>Organizando o fluxo de trabalho:<\/b> rastreando not\u00edcias de \u00faltima hora, agregando e organizando not\u00edcias usando tags e links, moderando coment\u00e1rios e usando a transcri\u00e7\u00e3o de voz automatizada. O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.blog.google\/technology\/ai\/new-york-times-using-ai-host-better-conversations\/\">New York Times<\/a> usa a ferramenta <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.perspectiveapi.com\/#\/\">Perspective API<\/a> desenvolvida pela Jigsaw (Alphabet) para moderar os coment\u00e1rios dos leitores. A plataforma <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agency.reuters.com\/en\/reuters-connect.html\">Reuters Connect<\/a> para jornalistas exibe em tempo real todo o conte\u00fado da Reuters, incluindo o arquivo da ag\u00eancia, e o conte\u00fado de parceiros de m\u00eddia ao redor do mundo.<\/p>\n<p><b>Acompanhando not\u00edcias em redes sociais:<\/b> analisando dados hist\u00f3ricos e em tempo real, identificando influenciadores e interagindo com o p\u00fablico. A AP usa o <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.newswhip.com\/2017\/08\/ap-hidden-force-facebook\/\">Newswhip<\/a> para monitorar as tend\u00eancias de redes sociais e aumentar o engajamento.<\/p>\n<p><b>Envolvendo a audi\u00eancia:<\/b> O aplicativo chatbot do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/bots.qz.com\/blog\/\">Quartz Bot Studio<\/a> permite que os usu\u00e1rios escrevam perguntas sobre acontecimentos, pessoas ou lugares, e o aplicativo responde com o conte\u00fado que acredita ser relevante para eles. Outros exemplos incluem bots para o Facebook Messenger, como o do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/help\/insideguardian\/2016\/nov\/07\/introducing-the-guardian-chatbot\">Guardian<\/a>. A <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/medium.com\/global-editors-network\/robolution-the-50-shades-of-news-bots-443c71335d5\">BBC<\/a> usou bots para ajudar a cobrir o referendo do Brexit. O projeto <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/medium.com\/code-for-africa\/22-digital-watchdog-projects-win-1-million-in-funding-and-technology-support-5e0522f34323\">AfriBOT<\/a>, um dos ganhadores do Innovate Africa, do European Journalism Centre e o The Source (Nam\u00edbia e Zimb\u00e1bue) est\u00e3o desenvolvendo um bot de not\u00edcias em c\u00f3digo aberto \u201cpara ajudar as organiza\u00e7\u00f5es de not\u00edcias africanas a entregar not\u00edcias personalizadas e a engajar mais efetivamente o p\u00fablico por meio de plataformas de mensagens\u201d.<\/p>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/blog\/00-19172-how-argentine-innovators-created-chequeado-and-made-it-global-leader-fact-checking\"><\/a><\/p>\n<p><b>Fact-checking automatizado:<\/b> permite aos jornalistas uma r\u00e1pida verifica\u00e7\u00e3o de fatos em declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/chequeado.com\/tag\/chequeabot\/\">Chequeabot<\/a> \u00e9 usado pelo Chequeado na Argentina; O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/fullfact.org\/\">Full Fact UK<\/a> e seus parceiros est\u00e3o desenvolvendo um mecanismo automatizado de fact-checking que \u201clocalizar\u00e1, em novos lugares, alega\u00e7\u00f5es j\u00e1 anteriormente verificadas; e detectar\u00e1 e checar\u00e1 automaticamente novas afirma\u00e7\u00f5es usando Natural Language Processing e dados estruturados \u201d. O Duke Reporter\u2019s Lab, nos Estados Unidos, desenvolveu a ferramenta <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/idir-server2.uta.edu\/claimbuster\/\">ClaimBuster<\/a> para fornecer declara\u00e7\u00f5es politicamente significativas \u00e0 imprensa e lan\u00e7ou em 2017 um centro para projetos automatizados de fact-checking. <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/factmata.com\/\">Factmata<\/a>, no Reino Unido, tamb\u00e9m est\u00e1 desenvolvendo uma ferramenta automatizada de verifica\u00e7\u00e3o de fatos. Leia mais sobre <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agency.reuters.com\/content\/dam\/openweb\/documents\/pdf\/news-agency\/report\/reuters-institute-graves-factsheet-180228.pdf\">fact-checking automatizado<\/a>.<\/p>\n<p><b>Analisando grandes bases de dados:<\/b> Softwares trituram os dados e procuram por padr\u00f5es, altera\u00e7\u00f5es ou qualquer coisa incomum. O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.wired.co.uk\/article\/reuters-artificial-intelligence-journalism-newsroom-ai-lynx-insight\">Lynx Insight<\/a>, da Reuters, mergulha em grandes conjuntos de dados e fornece aos jornalistas os resultados e informa\u00e7\u00f5es de background para reportagens. O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.cjr.org\/analysis\/cyborg_virtual_reality_reuters_tracer.php\">Reconhecimento de Padr\u00f5es de Crimes<\/a>, do <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.occrp.org\/en\">OCCRP<\/a>, usa tecnologia que analisa grandes bancos de dados de documentos em busca de similaridades em crimes relacionados \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e conex\u00f5es entre as partes envolvidas.<\/p>\n<p><b>Reconhecimento de imagens: <\/b>tecnologia que reconhece objetos, lugares, rostos humanos e at\u00e9 sentimentos em imagens. O <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/open.nytimes.com\/how-the-new-york-times-uses-software-to-recognize-members-of-congress-29b46dd426c7\">New York Times<\/a> usa a API <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/aws.amazon.com\/rekognition\/\">Rekognition<\/a>, da Amazon, para identificar membros do Congresso em fotos. Qualquer usu\u00e1rio pode testar gratuitamente a tecnologia de reconhecimento de imagem da API <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cloud.google.com\/vision\/\">Vision<\/a>, do Google.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos:<\/strong> cria automaticamente roteiros a partir de artigos de not\u00edcias e produz edi\u00e7\u00f5es brutas narradas a partir de pequenas pe\u00e7as de v\u00eddeo. O software <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.wibbitz.com\/\">Wibbitz<\/a> \u00e9 usado pelo USA Today, Bloomberg e NBC. Pesquisadores da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/engineering.stanford.edu\/magazine\/article\/new-software-takes-drudgery-out-film-editing\">Universidade de Stanford<\/a> est\u00e3o desenvolvendo uma ferramenta automatizada de edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo.<\/p>\n<p><i>Esse texto foi <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/mailchi.mp\/15e55e890739\/go-back-to-basics-write-an-email-1693081\">publicado originalmente em outubro de 2018<\/a> na newsletter do Program on Independent Journalism da Open Society Foundation e est\u00e1 republicado com permiss\u00e3o. Observa\u00e7\u00e3o: OSF \u00e9 <a href=\"https:\/\/gijn.org\/sponsors-and-supporters\/\">financiadora da GIJN<\/a>.<\/i><\/p>\n<p><em><\/em><\/p>\n<p><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.opensocietyfoundations.org\/people\/maria-teresa-ronderos\"><b><i>Mar\u00eda Teresa Ronderos<\/i><\/b><\/a><i> \u00e9 diretora do <\/i><a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.opensocietyfoundations.org\/about\/programs\/independent-journalism\"><i>Program on Independent Journalism<\/i><\/a><i> da Open Society Foundation, que supervisiona esfor\u00e7os para promover m\u00eddia vi\u00e1vel e de alta qualidade, particularmente em pa\u00edses em transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Ronderos veio para a OSF da <a rel=\"noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.semana.com\/\">Semana<\/a>, a principal revista de not\u00edcias da Col\u00f4mbia.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>English Muitas reda\u00e7\u00f5es de grande porte e ag\u00eancias de not\u00edcias t\u00eam, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, deixado a produ\u00e7\u00e3o de textos sobre esportes, clima, movimentos do mercado financeiro e desempenho corporativo para os computadores. Surpreendentemente, as m\u00e1quinas podem ser mais rigorosas e com olhar mais amplos do que alguns rep\u00f3rteres. Ao contr\u00e1rio de muitos jornalistas que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3031185,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"republication-tracker-tool-hide-widget":false,"footnotes":"","_tec_slr_enabled":"","_tec_slr_layout":""},"categories":[23170],"tags":[4868,4869],"gijn_topic":[],"series":[],"gijn_language":[17797],"gijn_region":[],"class_list":["post-112665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-algoritmos","tag-inteligencia-artificial","gijn_language-pt-pt-pt-pt"],"acf":[],"ticketed":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3031185"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112665"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1224366,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112665\/revisions\/1224366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112665"},{"taxonomy":"gijn_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_topic?post=112665"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=112665"},{"taxonomy":"gijn_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_language?post=112665"},{"taxonomy":"gijn_region","embeddable":true,"href":"https:\/\/gijn.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gijn_region?post=112665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}